Tamanho do Texto:
A+
A-

Chamados a amar

Publicado por Comunicação Brasil Central | 29/10/2017 - 00:01

Todo o ser nasce, cresce, se relaciona e realiza algo que enriqueça a si e os demais, até chegar ao máximo de si. E depois morrer. O tempo vivido será suficiente para realizar sua missão. Mesmo que seja de alguns minutos, de alguns dias, de alguns meses ou anos, será o suficiente para cumprir sua missão e realizar sua tarefa.

Muitos questionamentos a respeito do tempo de vida. Muitas dúvidas perpassando as mentes humanas que vivem inquietas por não entenderem certos fenômenos referentes ao tempo de vida, a obras realizadas, ou planejadas e não alcançadas. Tudo desafiando a razão que se encontra em permanente exercício de bem viver.

Esse bem viver irá se concretizando na medida em que conquistar seu espaço entre os demais seres. Precisará conseguir demarcar os limites de sua personalidade e impor sua capacidade criativa. Para isso necessitará de uma constante vigilância sobre seus dons e permanente fortalecimento de seus sentimentos.

E o sentimento mais profundo e mais fecundo será o amor. O amor como força criadora e geradora de vida, de esperança e de fé. O amor como dinâmica de relacionamento com os seres criados  e com seu Criador. Esse amor será sempre vencedor, pois seu Criador é Amor.

O amor não se perde. Em muitos casos poderá sofrer desilusões, incompreensões, traições e ingratidões. Mas jamais será derrotado e jamais se perderá. Pois nasce e se desenvolve no íntimo de cada ser. E só se manifesta mediante atitudes coerentes com a natureza humana e com a vocação divina presente no coração de cada criatura que se deixa amar por seu Criador.

E quem descobrir esse amor se converterá em missionário revelador das maravilhas e grandezas que constituem a felicidade dos que alimentam sonhos de alegria e de paz. Esse amor não será imposição, não provocará concorrências e nem proselitismos. Será um amor de boa vizinhança, de respeito e de mutua colaboração.

Esse amor abrirá caminhos de encontro com o belo, com o nobre, com o maravilhoso e com o sagrado que a natureza proporciona para um santo e salutar relacionamento entre todos. E o mundo compreenderá que a alegria e a felicidade existem. Não serão momentos. Serão sentimentos e emoções permanentes. E transformarão ambientes de tristeza em ambientes de alegria. Iluminarão olhares que passarão da dúvida para a segurança. Alimentarão corações inquietos e os transformarão em corações solidários.

Esse amor realizará milagres, apagará mágoas, eliminará desconfianças. Em tudo contribuirá para a paz e a harmonia consigo, com os demais e com o próprio Deus. Esse amor será tarefa de todos os que se sentirem alimentados pelo amor de Deus.

Esse amor se tornará recompensa generosa para todos quantos se sensibilizarem diante da premente necessidade de se sentirem chamados a acolher, a amar e a salvar.

Esse será o amor que libertará muitos corações que andam inquietos buscando maneiras de reencontrar a paz e a felicidade. Essas só serão celebradas pelos corações que souberem se abrir para o amor de Deus.

Sobre o autor
Frei Venildo Trevizan
Sacerdote. Nasceu no ano de 1939 em Paraí-RS. Filho de Ângelo Trevizan e Carmela Richetti.