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Chamados a Vigiar

Publicado por Comunicação Brasil Central | 02/12/2017 - 00:01

O povo já começa pensar Natal. O comercio inicia a organização de estoques. Os meios de comunicação social já entram com força total nas propagandas e promoções. Em toda parte vêem-se motivos natalinos. Há uma expectativa de coisas boas, de acontecimentos agradáveis, encontros enriquecedores e de abraços fraternos.

Pressinto que existem os que se aproveitam desses acontecimentos para faturarem lucros e vantagens exorbitantes abusando da situação do povo e pensando apenas em si. Aproveitam os dons e as capacidades que Deus lhes concede. Organizam tudo em função do lucro. Ninguém quer perder. A todos interessa vencer e crescer financeiramente. Poucos pensam o lado espiritual. Poucos vivenciam o sentido espiritual do Natal.

Mas é bom pensar. Pensar que esse tempo não é apenas um tempo de preparação para o Natal. O Natal aconteceu a mais de dois mil anos. Agora é tempo de recordar esse acontecimento que mudou a história da humanidade. É um recordar alegre e feliz. É um recordar atualizando o gesto de Deus em se fazer humano para que os humanos possam se tornar divinos. E o fato toma outra dimensão. Leva-nos a pensar na necessidade de elaborar projetos e conteúdos que fortaleçam a fé e a disposição em preparar a volta do Filho de Deus para glorificar e plenificar a obra da criação. Todos são chamados a vigiar para que tudo se encaminhe gloriosamente para o desfecho feliz da historia da humanidade.

Cada ser e cada criatura tem sua tarefa própria e sua ação especifica. O todo será o resultado do somatório das atitudes de cada um dos componentes desse universo de seres e de criaturas. E o belo nisso tudo não será lembrar um natal do passado, mas celebrar o natal eterno junto a Deus Pai e todos aqueles e aquelas que participam com sua contribuição a fim de que a festa seja eterna e de todos.

A consciência humana estará alertando que tudo acontecerá mediante a clareza da ação de cada qual em função da glória de todos. Será preciso estar em permanente vigilância. Será preciso cultivar e cuidar valores morais e espirituais. Será preciso cada qual ocupar com dignidade e eficiência sua tarefa e sua missão. O pouco de cada um formará a felicidade de todos. A participação de cada um deverá visar o contentamento geral.

É preciso vigiar. Não viver apenas de sonhos ou de ilusões. Examinar tudo e cultivar apenas aquilo que vale para a eternidade. Não se acomodar naquilo que conquistou. Buscar e construir sempre para o melhor e mais grandioso. Elaborar pensamentos e sentimentos que sejam úteis para o corpo e para o espírito.

Quem exercitar a vigilância terá vida saudável. Não temerá momentos de dúvidas ou de incertezas. Aprenderá olhar tudo com o olhar da fé e da confiança. Terá a preciosa segurança de quem sabe estar caminhando no caminho certo, pois o Senhor é companheiro nesse caminhar.

Quem cultivar a vigilância sentirá em si e a seu redor uma segurança total. Tudo estará em função daquele ou daquilo que esteja esperando. E só acontecerão fatos que contribuam para o bem estar do coração e da mente, da fé e da esperança.

Sobre o autor
Frei Venildo Trevizan
Sacerdote. Nasceu no ano de 1939 em Paraí-RS. Filho de Ângelo Trevizan e Carmela Richetti.