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Mestre dos Mestres

Publicado por Comunicação Brasil Central | 21/10/2017 - 00:01

Toda a organização tem suas leis e suas normas de conduta e de disciplina. Não podem existir e nem sobreviver sem isso. Os grandes administradores são tambem grandes sábios e beneméritos doadores de seus talentos para o bem da comunidade.

Entre eles destacamos o Mestre dos mestres. Esse sempre conviveu e partilhou os problemas e situações que afligiam o povo. Sempre acolheu e orientou  pelos melhores e mais seguros caminhos da vida humana e tambem da vida espiritual. Sempre procurou esclarecer as dúvidas  e cumprir os deveres tanto para o poder civil quanto para o poder religioso.

Sabendo que o Estado vive a partir da colaboração do povo, orienta seus seguidores para que dêem ao governo o que seja de direito e de justiça. Por outro lado esclarece que se dê a Deus o que tambem for de direito e de justiça. Pois toda a autoridade provém do povo e é iluminada por Deus desde que governe com justiça e igualdade de direitos.

Foi isso que nosso Mestre ensinou e ensina até hoje. Quando questionado a respeito do imposto que estava sendo cobrado em favor do Imperador de Roma, ele não hesitou. Ao verificar que a moeda do imposto pertencia ao dito Imperador, falou com tranqüila segurança que deveriam dar a César o que era de César. Porém, acrescentou algo que ninguém esperava: Deviam dar a Deus o que era de Deus.

Nessa atitude mostra claramente que, se Deus ocupar o lugar que lhe é devido, tudo se equilibraria. Mostra ainda que Deus não pretende ser concorrente de Cesar. Não quer disputar com ninguém o poder nesse mundo. Quer tão somente ser tratado e obedecido com amor e dignidade. O difícil será encontrar um governo que seja digno das bênçãos divinas.

Se o Mestre manda que se dê a César o que é de César é porque Deus tambem colabora com o que é seu para bem governar. E fica feliz quando Cesar  tiver o que precisa para bem exercer seu governo em favor do povo.

O Que Deus não quer é ser mero objeto de culto e mantido nas alturas, distante e isolado do povo e das autoridades. Precisa estar nos palácios, nos gabinetes, no Congresso Nacional e em todas as repartições que representam o poder. Precisa estar junto ao povo caminhando e construindo uma sociedade justa e solidaria.

Será urgente que o poder constituído também dê a Deus o que é de Deus. Quem pertence a Deus é o povo. É esse povo que continua sendo manipulado em seus anseios mais sagrados de uma vida saudável e de uma vida feliz.

É desejo de Deus que todas as nações e todos os povos dêem ao Senhor o louvor e a glória que lhe são devidos. É desejo do Senhor que a humanidade deixe de lado as diferenças de cor, de crença, de governo e de riquezas e se irmane na mesma fé e no mesmo amor pelo próximo.

Não haja mais competidores, mas servidores. Não haja mais muros, mas portas abertas. Não haja mais guerras, mas partilha de bens. Não haja mais fome, mas mesas fartas. Não haja mais violência, mas misericórdia. Não haja mais discriminação, mas irmãos e irmãs celebrando a comunhão com Deus e com suas criaturas. E o Mestre dos mestres receba toda glória e louvor.

Sobre o autor
Frei Venildo Trevizan
Sacerdote. Nasceu no ano de 1939 em Paraí-RS. Filho de Ângelo Trevizan e Carmela Richetti.