História

28.02.2015
Chamada geograficamente de Baía de Salvador del Rey, a cidade de São Salvador da Bahia abriga a sede da Província dos Frades Menores Capuchinhos nos estados de Bahia e Sergipe, tendo por patrona Nossa Senhora da Piedade. Como Província, a fundação se deu em 02 de julho de 1983, mas bem antes disso, os capuchinhos já marcavam presença na região. A missão iniciou-se de fato em 1679, como Prefeitura Apostólica, chamada de Missão do Rio São Francisco (missão dos Capuchinhos franceses). Em 1892, dá-se início à missão Marquejana, dos frades provindos da região das Marca-Itália. Em 1937, a missão é elevada ao título de Custódia da Bahia e Sergipe, ainda sob supervisão dos frades das Marcas. Em 1971, a então custódia, é novamente promovida, agora à condição de vice província. Em 1983, dada a grande quantidade de frades e presbíteros, a vice província torna-se então Província da Bahia et Sergipe. Em 1670, já haviam chegado às terras baianas, os primeiros missionários capuchinhos (franceses da Bretanha), com o intuito de catequisar os índios Kariris no sertão. Os italianos, que chegaram no século XVII, conquistaram o povo baiano através de sua pregação, de modo que conquistaram grande popularidade entre os fiéis. Os capuchinhos franceses foram expulsos de Salvador, pois haviam sido acusados de intermediários durante a ocupação holandesa no nordeste, por conta disso o hospício da Piedade, ficara vago. A coroa portuguesa, de modo algum, desejaria que os italianos permanecem na colônia, pela sua ligação com a Santa Sé, no entanto, pelo patrocínio de Garcia D’Avila, os capuchinhos voltaram ao Brasil. Em 1679, Frei João de Romano, ex-prefeito das missões do Congo e Angola, escreveu uma carta enumerando os motivos  pelos quais entendia ser necessária a presença dos missionários franciscanos capuchinhos na região baiana, da qual segue um pequeno trecho. “Na Bahia de Todos os Santos é, ainda, mais necessário o hospício para satisfazer a devoção do povo que, com insistência, o solicita a esta Sagrada Congregação e pede seis missionários italianos, entre os quais está incluída também a minha pessoa, como consta nos documentos públicos enviados a vossas excelências e ao Procurador Geral. Segundo, por que há necessidade tanto para reavivar ali as devoções como catequizar os negros, seus escravos, esquecidos pelos outros missionários e livrá-los da idolatria, feitiçaria, superstições e gentílicos abusos em que vivem a praticá-los sem que ninguém os repreenda, senão os italianos [...].” A Bahia era um ponto de distribuição de missionários para as missões da África, por isso Frei Francisco de Monteleone, propôs a revitalização do hospício da Piedade, para acolher os frades no intervalo das missões, e onde os mesmos pudessem revitalizar suas energias e continuar o trabalho. Numa carta, datada de 21 de fevereiro de 1705, o núncio Dom Michelangelo Conti (1698-1709), anunciou que o hospício da Piedade seria entregue aos frades, juntamente com os decretos régios de Dona Catarina da Grã Bretanha, infante de Portugal, outorgando o governador D. Rodrigo da Costa, a entregar o convento aos missionários capuchinhos italianos. O governo português cumpriu a decisão, estabelecendo, no entanto algumas normas, como a restrição da recepção somente dos missionários da África, e que não houvesse nenhum tipo de ação missionária na Bahia, utilizando como pretexto que nas terras brasileiras, já havia grande número de missionários cuidando da evangelização dos gentios. Em 1712, Frei Michelangelo de Nápoles foi nomeado prefeito das missões da Bahia, pelo período de 7 anos, no entanto, por determinação do governo português, o desenvolvimento da missão na Bahia, foi por muitas veze podado, como em 1761, quando o marquês de Pombal, determinou que todos os religiosos que fossem ligados com a Santa Sé fossem afastados, nesse período, o Convento da Piedade, que tinha 18 frades, sofreu uma baixa para 8 missionários. Mesmo com todas as dificuldades, os capuchinhos continuaram catequisando os índios. No superiorado de Frei Ambrósio de Arcévia, a Igreja da Piedade, foi reformada pelos próprios missionários, na intenção de tornar o templo mais amplo, de modo a abrigar maior número de fiéis. A construção de estilo neoclássico, recebeu o elogio de muitos europeus, entre eles o protestante Daniel P. Kidder, que destacou sua preferência à esta igreja com relação a tantas outras na Bahia. No século XIX, o arcebispo da Bahia, Dom Romualdo Antônio de Seixas, solicitou o apoio de algumas ordens religiosas estrangeiras, para a difusão da doutrina cristã católica na formação do povo e do clero. Entre essas ordens estava a dos capuchinhos, que desempenharam importante papel nessa reforma, tanto pelas suas pregações na Igreja da Piedade em Salvador, quanto pelas missões realizadas no interior da Bahia. Após sua elevação à condição de Província (1983), muitas missões foram confiadas aos capuchinhos da Bahia e Sergipe, como a missão Ad Gentes – Benin - Marcas (2002, a província enviou 1 missionário), missão Ad Gentes – Timor Leste (2006 - 2008, a província enviou 2 missionários), missão de Solidariedade Fraterna – Piceno - Itália (2014 – a província enviou 4 missionários), missão de Solidariedade Fraterna – Manaus – Amazonas (2010 – Atualmente, a província enviou 4 missionários).
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