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Chamados ao Reino

Publicado por Comunicação Brasil Central | 25/11/2017 - 00:01

Somos caminheiros e peregrinos. Onde estamos e o que fazemos é provisório. O definitivo está por acontecer. Enquanto estivermos a caminho precisaremos prestar muita atenção ao que se encontra à beira desse caminho. Não deixemos que as ilusões tomem conta de nossas mentes e nem de nossos projetos.

Somos seres humanos fragilizados, mas não derrotados. Somos livres na escolha e deveremos exercer essa liberdade com toda a força de nosso pensar e de nosso querer. Não somos objetos manipulados. Somos seres originais e pensantes que vamos definindo o caminho e programando os passos a serem executados.

Somos chamados ao Reino. E esse Reino é exclusivo para quem possui coração acolhedor e misericordioso. Está à disposição de todos, embora não seja para todos. Mesmo que todos o desejem ele é destinado aos que preencherem os requisitos traçados pelo Senhor e Mestre Jesus Cristo. Só a ele é dado o poder e a autoridade.

Por agora nos encontramos como caminheiros buscando e construindo caminhos. Cada qual constrói o seu. E será por esse caminho que cada qual chegará ao trono do Senhor Jesus Cristo. Enquanto estivermos caminhando teremos oportunidades e motivos para assegurar uma chegada feliz, ou infeliz.

A chegada será feliz para aqueles e aquelas que pelo caminho se ocuparam em dar de comer aos famintos, em dar de beber aos sedentos, em acolher os peregrinos, em vestir os que se encontravam sem roupa e sem dignidade, em cuidar dos doentes, em visitar e consolar os prisioneiros por causa da justiça.

Esses encontrarão a alegria de celebrar conquistas e vitorias. Esses são os que percorreram o caminho sem preocupar com o que fazer. Mas fizeram aquilo que a necessidade do momento solicitara. E sempre fizeram com espontaneidade e com generosidade. Não se preocuparam com recompensas. Andaram sempre ocupados em elaborar vida com todo o amor e com a máxima disponibilidade.

Outros tambem terão seu encontro com o Senhor. Não terão a mesma sorte. Terão a surpresa de serem questionados quanto ao uso que fizeram dos dons e das oportunidades. Tiveram oportunidade de realizar algo que engrandecesse sua dignidade e seu nome junto a tantos seres humanos necessitados de algum gesto de amor e de solidariedade que lhes garantisse construir e eternizar sua felicidade. Perderam a oportunidade.

Sabemos que o mundo é para todos. A felicidade é para todos. A gloria está ao alcance de todos. O bem está à disposição de todos. Mas tudo precisa ser trabalhado e organizado. Tudo necessita de empenho e disposição.

Nada acontece por acaso. Tudo será fruto de trabalho humilde e generoso. O coração baterá mais forte a cada gesto de amor revelado. O semblante transmitirá pelo olhar sereno uma alegria sem medida a cada atitude criadora. As mãos estarão sempre abertas para acolher, abraçar e abençoar. Os sentimentos serão permanentemente de solidariedade e de paz.

E a humanidade terá oportunidade de respirar o ar da alegria, sonhar sonhos de grandeza e celebrar conquistas sem reservas. Tudo concorrendo para  plenitude do Reino.

Sobre o autor
Frei Venildo Trevizan
Sacerdote. Nasceu no ano de 1939 em Paraí-RS. Filho de Ângelo Trevizan e Carmela Richetti.