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Fazer o bem

Publicado por Frei Venildo Trevizan | 29/09/2018 - 00:01

Amo a vida e amo aqueles e aquelas que também a amam e a cultivam de uma maneira honrada e nobre. Sinto o coração pulsar harmoniosamente com os anseios e os sonhos que perpassam a mente de quem se dedica em fazer o bem. Admiro a beleza que circunda as pessoas que têm o privilegio de usar seus dons em favor da caridade fraterna.

Comungo alegremente a sensibilidade de quem constrói caminhos de esperança para os desanimados e de fé para quem se encontra descrente. Celebro no silêncio do coração a admiração por tantas atitudes de esperança e de conforto que animam corações generosos a praticarem atos de bondade, de carinho e de esperança.

São milagres que acontecem. São maravilhas que enobrecem. São ações que vão transformando corações de pedra em corações de amor. São atitudes que vão fazendo com que uma convivência fria e calculista se transforme em comunhão feliz de carinho e de ternura, de misericórdia e de perdão.

Amo a vida e procuro cultivá-la com o maior empenho e com o mais sério compromisso como filho amado de Deus. Não importa onde me encontro. Não importa com quem estou partilhando meus dons e minha personalidade. Não importa como esteja o caminho que estou percorrendo. Não importa que seja favorável ou que seja desafiante.

O que importa é o bem que preciso fazer. O que importa é a verdade que devo semear. O que importa é a fé que preciso construir. O que importa é o testemunho que devo dar.

Sinto em mim o apelo de Deus para cultivar sempre a bondade, a honestidade e a justiça. Não posso negar. Não posso cruzar os braços. Eles são feitos para edificar a honra e a dignidade. São feitos para acolher os enfraquecidos. São feitos para abrir caminhos aos perdidos. São feitos para reerguer os caídos. São braços sagrados que do alto da cruz permaneceram abertos para acolher e salvar a todos.

Não poderemos simplesmente cruzá-los. Precisamos continuar a obra redentora e empenhar-nos em fazer o bem sem olhar a quem. Temos o compromisso sério de acordar tantas pessoas que preferem uma vidinha simples e isolada. São pessoas pobres em seus sentimentos, fracas em sua fé e covardes em suas atitudes.

O difícil será convencer essas pessoas a saírem dessa sepultura e abraçarem a causa da vida em sua dimensão sagrada. Não poderemos nos omitir dessa tarefa. A omissão é companheira da morte. Só o amor constrói. Só a alegria transforma. Só a fé transpõe montanhas. Só o entusiasmo faz renascer a vida.

Nada a lamentar. Nada a reclamar. Nada a omitir. Tudo a apostar. Tudo a assumir. Tudo a edificar e a partilhar. Tudo a comungar e a celebrar. Tudo a conduzir e plenificar. Tudo a abraçar e a realizar. E será nisso que descobriremos o quanto somos capazes e o tanto que poderemos oferecer ao mundo que ainda não descobriu a grandeza do amor de Deus.

E nós sabedores dessa grandeza do amor divino temos o compromisso de colocar nossos conhecimentos a serviço da dignidade de todo o ser humano seja qual for o ambiente e as condições de vida que esteja suportando.

Sobre o autor
Frei Venildo Trevizan
Sacerdote. Nasceu no ano de 1939 em Paraí-RS. Filho de Ângelo Trevizan e Carmela Richetti.