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Na crise, inove!

Publicado por Frei João Carlos Romanini | 02/07/2015 - 16:05

 

É de consenso geral que o terceiro milênio nasce marcado pela palavra crise. Se não bastasse esta marca, em meados da segunda década do milênio as crises, como a econômica, tendem a se aprofundar. Devido à extensão da situação avolumam-se vozes para objetar explicações do complexo caráter da crise. Contudo, historicamente já se assentou por renomadas vozes que crises sempre haverão de existir, eis um pressuposto a considerar.

Na visão de renomados economistas e entendidos no assunto, a atual crise econômica global tem sua raiz na crise financeira internacional advinda da falência do banco de investimento estadunidense Lehman Brothers. Devido à gravidade de sua falência no cenário econômico, acabou por levar à quebra grandes instituições financeiras, como a maior empresa seguradora dos Estados Unidos da América, a American International Group (AIG). Além desta, o fato provocou sucessivas falências de importantes instituições financeiras do mundo, como Citigroup e Merrill Lynch, nos Estados Unidos; Northern Rock, no Reino Unido; Swiss Re e UBS, na Suíça; Société Générale, na França. O acontecido provocou o efeito dominó no setor financeiro econômico, agigantando bilionárias perdas e gerando desconfiança generalizada pelo mundo. No Brasil o resultado não foi diferente, são anunciadas perdas bilionárias em empresas como Sadia, Aracruz Celulose, Votorantim, etc.

Na égide da livre interpretação da crise publicam-se leituras das causas com lógicos conteúdos, convicções e opiniões. Entre tantas vozes, Albert Einstein, físico alemão que desenvolveu a teoria da relatividade geral e é considerado pilar da física moderna, encampava o enfrentamento ao dizer: “a crise é a melhor bênção que pode ocorrer às pessoas e a países, porque a crise traz progressos”. Einstein mira tirar proveito das crises por ser delas que nascem as novas invenções, as criatividades, os talentos e as soluções que advém do esforço humano para superá-las. O papa Francisco diz que a crise financeira que atravessamos nos faz esquecer que na sua origem há uma profunda crise antropológica. Conjugando outras tantas vozes, constata-se que a humanidade jamais poderá viver sem crise. Toda história humana é uma crise. Pior! O avanço da história também advém das crises. 

Sobre o autor
Miguel Debiasi

Miguel Debiasi, é membro da Província dos Freis Capuchinhos do Rio Grande do Sul,  Mestre em Filosofia e Teologia  Autor  de textos, artigos e crônicas. publicou o livro Teologia da Tolerância – um novo modus vivendi cristã, publicado em 2015 pela ESTEF, Escola de Espiritualidade e Teologia Franciscana. Atualmente é pároco da Paroquia Cristo Rei de Marau e Conselheiro do Governo Provincial, eleito no dia 04 de setembro de 2014.