Necrologia

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Frei Raimundo de Vovray-en-Bornes

26/01/1878
28/07/1952

Vovray-en-Bornes - França

 

Veio para a Missão Capuchinha do Rio Grande do Sul

 

Registro
Ingressou no Seminário de La Roche-sur-Foron no mês de outubro de 1889. Fez seus estudos filosóficos em Ghazir(Líbano). Professou no dia 19.10.1894. No ano de 1898 veio para a Missão Capuchinha do Rio Grande do Sul, concluindo seus estudos teológicos no Seminário de Conde d'Eu (Garibaldi). Foi ordenado presbítero, no dia 29.01.1902, em Porto Alegre. Desempenhou seu ministério primeiramente como missionário e, no ano de 1906, como pároco em Flores da Cunha. Retornou à França em junho de 1913. Foi notável fotógrafo amador. Faleceu no dia 28.07.1952. vítima de derrame cerebral, em Annecy (França). Contava 74 anos.

 

Informações pessoais
FRANÇOIS-FÉLICIEN RICHARD -

Frei Tarcísio Piccinini

14/09/1916
28/07/1977

Vilas Boas - Cel. Pilar - RS

 

Responsável pela construção da Igreja Matriz de Santa Maria e da Casa paroquial. Frade empreendedor, de fé e espírito de serviço e de luta, alegre e incansável frente as obras paroquiais e sociais.

 

Registro
Ingressou no Seminário Seráfico São José, Veranópolis, no dia 19.03.1929, foi recebido pelo Revmo Pe. frei Cláudio de N.Pompéia. Fez seus estudos nas casas de formação da Província. Professou no dia 24.02.1934, em Flores da Cunha. Foi ordenado no dia 11.08.1940, em Garibaldi, por Dom José Baréa. Dedicou-se a pastoral paroquial. Nos seus 37 anos de sacerdócio, atuou em diversas localidades do estado. Em Garibaldi(1941); Pelotas(1944, 1959e1960); Mostardas (1945); Sta. Vitória do Palmar(1952a1959) e em Santa Maria(1961a1976). em Santa Maria, além de construir a Matriz (um dos mais belos templos de diocese) e a casa paroquial, organizou as associações religiosas e manteve um sistema de atendimeno constantes as pequenas comunidades e às famílias, através do contato direto e da amizade conquistada. Em 1976, recolheu-se no Convento São Lourenço de Bríndidsi, Porto Alegre, para tratamento de saúde. Durante sua longa enfermidade, pode revelar um grande espírito de abnegação, de renúncia e de aceitação tranquila da vontade de Deus. Sempre bem humorado, recebia inúmeras visitas, de parentes, amigos, de sacerdotes, religiosos e confrades, a todos distribuia seu sorriso e amabilidade. Dom Ivo Lorscheiter, Bispo de Santa Maria, na impossibilitado de visitá-lo, enviou-lhe uma carta onde dizia: " Desejo que as presentes linhas sejam testemunho e reafirmação desta diocese pelo zelo e entrosamento com que o Sr. trabalhou por tão longos e não fáceis anos nesta diocese. Fique-lhe no coração a alegria do dever cumprido e a certeza da amizade do Bispo, do Clero e dos paroquianos. Faço votos pela sua saúde e bem-estar, enquanto envio saudações e bençãos". Faleceu no Hospital Sanatório Belém Novo, no dia 28.07.1977, às 12h30min. vítima de câncer no cérebro. Contava 61 anos. A Missa de corpo presente, foi concelebrada por 35 sacerdotes, entre os quais o Cardeal Vicente Scherer e os Superiores Provinciais. Presentes representantes de outras congregações, confrades, parentes e amigos. Foi sepultado no jazigo dos Frades Capuchinhos, no Partenon, Porto Alegre/RS.

 

Informações pessoais
À Pia Batismal - SEVERINI PICCININI - filho de Pompeu Piccinini e de Rosa Algeri Piccinini

Frei Mário Ernesto Barp

17/01/1917
31/07/2005

Segredo - Vila Ipê


Homem de fé, empreendedor, acompanhou a construção de igrejas, capelas, centros comunitários e o Instituto de Crianças e Adolescentes, Bagé. Na vida militar recebeu e mereceu todas as distinçoes possíveis.

 

Registro
Faleceu no dia 31/07/05 as 16 horas 15 minutos no Hospital N. Senhora da Oliveira. Contava 87 anos de idade. às 19horas na Igreja de Fátima em Vacaria teve celebração de corpo presente. No dia 01 de agosto, foi trasladado para a Igreja da Imaculada em Caxias do Sul. Frei Mario Ingressou nos Seminário São José Veranópolis em 15 de fevereiro de 1930, Fez o noviciado e profissão religiosa em 04 de agosto de 1936 em Flores da Cunha, estudos em Marau no ano de 1931 a 1939. Em Garibaldi Teologia no período de 1940 a 1943. Ordenação Sacerdotal em 03 e janeiro de 1943 em Garibaldi por dom José Baréa. Em 10 de janeiro do mesmo ano sua primeira Missa Na Igreja São Pedro em Vila Segredo. No período de 1943 Foi professor na Fraternidade de Veranópolis.

 

Em 1944 Passa a pertencer a Fraternidade da Oliveira como Vigário paroquial em Vacaria. Em 1949 a 1986 Capelão Militar da Capelania Militar por decreto do Getulio Vargas - Guarnição Militar de Bagé, como capitão Capelão e pároco da Paróquia São Sebastião, Bagé até o ano 1954. Como morador da Fraternidade de Fátima em Vacaria desde 1988, Frei Mário, além da presença fraterna, e Capelânia do Hospital Nossa Senhora da Oliveira tinha semanalmente um programa na Rádio Fátima que fez até o ano de 2002. Frei Mario acumulou títulos na sua trajetória: Medalha e Passador de Bronze; Medalha e passador de prata; Cidadão Bageense pela câmara municipal de Bagé em 1976. Medalha da Ordem do Mérito Militar 1980; Medalha de Ouro 1983; Promovido a Major do Exercito em 25 de dezembro 1982. Medalha Pacificador 1985. No período que esteve em Bagé Coordenou a construção de Várias atividades dentre elas a Construção de capelas, igrejas. Na educação: construção do Colégio São Judas Tadeu e o colégio Santo Antônio, na Assistência social a Construção do Salão paroquial São Sebastião, A construção do edifício do Instituto de menores de Bagé .

 

Livros:Frei Mario Publicou : -Cinqüentenário de Bagé: 1992. Por ocasião da celebração dos cinqüenta anos de presença dos capuchinhos em Bagé. -Memórias do Frei Mário: 1993. Por ocasião da celebração dos 50 anos de sacerdócio e em homenagem aos 100 anos de nascimento de seu pai Vitório. -Recolhei as Sobras – Livro de espiritualidade, por ocasião dos 100 anos de presenças dos capuchinhos no Rio grande do Sul – 1997. -Propostas de vida: 1998 - segundo livro de espiritualidade, por ocasião da celebração dos 80 anos de nascimento e dos 100 anos de nascimento da mãe Magdalena. -Novos Céus e Nova Terra: terceiro livro de espiritualidade por ocasião da passagem do ano 2000.

 

Frei Mário Falando de si nos seus escritos: “Tenho Consciência de ter Trabalhado, não ter perdido tempo, ter feito produzir meus poucos talentos, em favor da Igreja e dos irmãos. Reconheço e Aceito e me conformo com minha pobreza. Combati o bom combate, e consumi minha vida e aguardei a Fé, resta-me a coroa da vitória sem merecer” AOS MEUS CONFRADES, FAMILIARES E AMIGOS. Parto deste mundo em nome da Trindade que me criou. Parto louvando o Deus Pai que me criou pensou em mim com amor e me fez seu filho. Parto Glorificando o Deus filho que me fez irmão, e se fez alimento na caminhada da vida. Parto glorificando o Deus Espirito que me santificou no batismo e me fez sacerdote. Parto glorificando a Maria minha mãe que muitas vezes invoquei e que muito a amei. Parto contente e Feliz para a casa do Pai onde não há dor sofrimento e lagrimas, somente alegrias. Onde Verei Deus Face a Face.. Com Maria , São José, São Francisco, Santo Antonio, São Miguel, estes que muitas vezes invoquei. Parto Feliz conforme a Vontade do Pai que Quis morrer por mim. Preciso Morrer para viver. É condição de viver para sempre. “ se o Grão de trigo não morrer, não produzirá frutos...” Aceito a morte como último e supremo sacrifício de minha Vida para o louvor da trindade. Aceito a morte com o coração submisso, que for a sua natureza. Sei que Deus me acolherá na melhor hora. Jogo-me confiante nos Braços de Deus. Sei que devo prestar contas da minha vida a até o último instante. Mas serei julgado por um juiz justo e bom e misericordioso. Eu pecador confio na bondade e na misericórdia. Atiro-me confiante no coração misericordioso de Jesus como uma criança nos braços de um pai. Neste encontro com Deus, deposito toda a confiança em Maria Medianeira, em vós confio. Confio em São José meu mediador. Confio em São Miguel meu Advogado. Confio em todos os Santos meus protetores. Confio Em São Francisco meu pai. E todos os Santos Franciscanos. Confio na oração da Igreja, na oração dos Sacerdotes. familiares amigos Recomendo minha alma as orações dos meus amigos, confrades, minha família, meus conhecidos e a todos a quem eu servi por quem eu rezei. Quero agradecer ao bom Deus, mas escandalosamente bom para comigo. Agradecer o Dom da vida, te me feito religios Capuchinho e sacerdote. Agradecer a Deus á saúde e minha longa vida. Quero agradecer e me despedir de minha Família que tanto amei e de quem recebi carinho e apoio na minha vocação. Minha despedida e meu adeus as minhas irmãs, meus irmãos, cunhados cunhadas e sobrinhos primos e parentes. Quero despedir da minha Província, de meu Provincial, dos meus superiores, de minha comunidade , dos confrades, estudantes de noviços seminaristas, vocacionados. Sou Eternamente grato a minha província que me acolheu me educou e me cuidou como um filho e me fez religioso e sacerdote. Quero me despedir de todos os meus amigos, benfeitores, colaboradores, especialmente de Bagé onde passei a maior parte de minha vida. Agradeço o reconhecimento daquela comunidade. Quero agradecer e me despedir de meus irmãos Militares de Bagé onde servi como Capelão militar por 40 anos. Aos militares Da Brigada Militar de Vacaria onde dei apoio voluntário e espontâneo desde 1988. Despeço-me Contente e Feliz para a casa do Pai com consciência tranqüila de ter cumprido o meu dever minha missão apesar de todas as minhas limitações. Parto contente e feliz porque minha vida foi somente alegrias. E a todos quero o perdão do mal que tenha feito, e pelo bem que deixei de fazer, peço perdão a Deus e a meus irmãos. Me enterrem onde quiserem, contanto que rezem . Gostaria de ser revestido com o Habito Capuchinho, que com orgulho vesti por tantos anos. O qual protegeu das tentações e das vaidades do mundo, e sinal de minha consagração. Que minha despedida seja discreta, sem lagrimas, mas alegre, com cânticos, orações e missas. Desejo que todos sejam felizes como eu fui em meu sacerdócio, em minha vida. Rezemos uns pelos outros. Até Breve, até os Céus onde os aguardo a todos. Adeus. Frei Mário Barp Testamento escrito em 20 06/ 1986 E renovada em 30 de janeiro de 1993

 

Informações pessoais
ERNESTO BARP, filho de Victório Barp e Magdalena Agostini. Frei Mário Ernesto Barp, nasceu em 17 de janeiro de 1917, Segredo na época município de Vacaria. Foi sepultado no jazigo dos familiares, em Caxias do Sul - RS

Frei Cirino Primon (João)

20/08/1920
01/07/1996

Nasceu no dia 20 de agosto de 1920, em Getúlio Vargas-RS. Filho de José Primon e Virginia Bosa. Professou no dia 06 de Janeiro de 1938 em Flores da Cunha-RS e ordenado sacerdote em 13 de Agosto de 1944, em Garibaldi-RS. Trabalhou em Ipê-RS por um ano, seguindo, após para as missões, juntamente com frei Amadeu Semin, em Portugal e Angola (por 23 anos). Em 1970 veio ao Brasil Central, trabalhando em Campo Grande, Brasília, Ceilândia e Coxim.  Faleceu no ano de 1996 de acidente automobilístico em Bandeirantes-MS, quando se dirigia para o retiro anual, juntamente com Frei Dionisio Zandoná e Domingos Ferreto (estes com ferimentos leves). Contava 76 anos, 58 de vida religiosa e 52 de Presbítero. Foi sepultado em Coxim-MS. Seu caixão foi carregado pelo povo por mais de 2 km. Posteriormente seus restos mortais foram transferidos para Rio Verde-MS. Destacou-se pelo espírito missionário e pelo amor aos pobres, especialmente crianças, tendo fundado e mantido diversas creches, especialmente em Ceilândia e Coxim.

Frei Crispim Bertin

13/07/1903
02/07/1929

São Luiz 3ª Légua - Caxias do Sul - RS

 

Dotado de extraordinária força física. Destacou-se pelos serviços fraternos.

 

Registro
Ingressou no Convento Sagrado Coração de Jesus, fez o noviciado e professou no dia 18.11.1921, recebido pelo frei Bruno de Gillonay. Profesou solenemente no dia 29.04.1925, também em Flores da Cunha, pelas mãos do frei Exupério de la Compôte. Trabalhou nos conventos de Garibaldi e Flores da Cunha, nos serviços fraternos. Faleceu de broncopneumonia, no dia 02.07.1929, com apenas 26 anos. Foi sepultado no jazigo dos Frades Capuchinhos, no Cemitério Municipal de Flores da Cunha.

 

Informações pessoais
JOÃO BERTIN - Filho de Antonio Bertin e Maria Tonetta. Irmão do frei Samuel - do livro Un Frate Contento (Baggio, Antonio).

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