Necrologia

Selecione o Mês:

Frei Alfredo Salton (Ernesto Mariano)

25/03/1911
23/08/1988

Nasceu aos 25 de Março de 1911 em Bento Gonçalves-RS. Filho de João Salton e Maria cadore. Professou em 24 de Fevereiro de 1934 em Flores da Cunha-RS e ordenado sacerdote aos 07 de Janeiro de 1940 em Veranópolis. No Rio Grande do Sul exerceu o Ministério com zelo e simplicidade em Vacaria, Itapuca, São José do Herval, Veranópolis (seminário) e Porto Alegre (Hospital). Na Província do Brasil Central em Hidrolândia, Goiânia, Anápolis e Caldas Novas, todas em Goiás. Faleceu em 1988 em Hidrolândia-GO, de esclerose múltipla.  Foi sepultado na cidade de Encantado-RS. Estava com 77 anos, 54 de vida religiosa e 48 de Presbítero. Autêntico missionário, era popular e compreensivo. Gostava do trabalho manual e tinha sensibilidade para com a natureza, descobrindo as propriedades medicinais das ervas e plantas. Ajudava as pessoas também na arte de procurar água (famosa varra), ajudando a perfurar poços.

Frei Donato Valbusa de Valleggio

19/02/1877
25/08/1951

19.02.1877 - Vallegio/Itália
25.08.1951 - Veneza/Itália

Após poucos dias de enfermidade, Frei Donato de Valleggio serenamente voltava à casa do Pai no hospital civil de Veneza. Era o dia 25 de agosto de 1951.

Donato nasceu 19 de fevereiro de 1877, filho de João Valbusa e Carolina Castagnetti. Com 24 anos de idade ingressou entre os capuchinhos. Em Bassano vestiu o santo hábito aos 19 de novembro de 1901. Em Pádua entregou-se para sempre ao serviço do Senhor emitindo os votos perpétuos no dia 6 de junho de 1905. Passou por vários conventos da Província vêneta imitando as virtudes dos santos capuchinhos não-clérigos.

No dia 10 de abril de 1920 humildemente manifestou aos Superiores o desejo de acompanhar os confrades missionários recém chegados ao Paraná. Seu ideal realizou-se. Zarpou de Gênova aos 12 de agosto de 1920. Em terra brasileira deu o melhor de si em Tomazina (1920), Irati (1921), Jaguariaíva (1923-1929; 1931-1932), Curitiba (1929-1930). Estes foram os lugares que receberam o auxílio precioso de seu testemunho.

Quando os confrades voltavam de suas desobrigas, encontravam sempre um coração que os esperava com alegria.

Depois de 13 anos de trabalho incessante foi acometido por um forte reumatismo. Pediu para voltar Província vêneta a fim de não ser de peso e não dificultar a missão dos confrades. Aos 20 de maio de 1933 tornou a rever o solo pátrio. Ao restabelecer-se, retomou, segundo suas forças, os vários serviços, especialmente o de cozinheiro. Ficou um ano na enfermaria de Veneza. A oração continua para si e para os irmãos acrisolaram sua alma para o grande passo. Os amigos e parentes transladaram seus restos mortais para Valleggio, sua aldeia natal.

Frei Gervásio Ferronato (Francisco)

10/08/1921
28/08/1998

Nasceu em 10 de Agosto de 1921 em Veranópolis-RS. Filho de Pedro Ferronato e Antonietta Coldebella. Professou em 06 de Janeiro de 1943 (Flores da Cunha-RS) e ordenado sacerdote em 19 de dezembro de 1948 (Veranópolis-RS). Irmão gêmeo de Frei Protásio. Irmão também de Frei Ângelo. Trabalho em São Francisco de Assis e Pelotas no Rio Grande do Sul; Dracena-SP; Praia Grande-SC; Caldas Novas, Corumbaíba e Anápolis-GO e Rio Negro-MS. Dia 07 de Janeiro de 1998, doente com diabetes, cardíaco e com úlcera estomacal, foi acolhido pela Província-Mãe, onde veio a falecer, no mesmo ano, de Insuficiência Cardíaca em Caxias do Sul. Foi sepultado em sua terra natal (Veranópolis). Estava com 77 anos, 55 de vida religiosa e 50 de presbítero. Empreendedor, simples e humilde, amava a natureza.

Frei Bernardo Cansi (Firmino José)

03/07/1937
31/08/1996

Nascido em 03 de Julho de 1937 em São Jorge-RS. Filho de Alexandre Cansi e Irena Maria Albarello.  Professou em 25 de Janeiro de 1957 (Flores da Cunha-RS) e ordenado sacerdote em 02 de janeiro de 1966 (São Jorge-RS). Logo ordenado cursou a ISPAC (Pastoral e catequese). Em seguida a Paróquia Santo Antônio de Porto Alegre-RS. Em 1970 veio para o Brasil central, atuando em Brasília(especialmente), Campo Grande, Coxim e Ceilândia. Dedicou-se com entusiasmo à Liturgia e à implantação da Catequese Renovada em todo Brasil, sendo destaque nacional nesta área. Escreveu 23 livros e mais de 40 artigos em revistas nacionais e estrangeiras. Membro da academia de letras de Brasília, iniciou a Missa dominical pela TV Brasília e a Ave-Maria pela rádio Planalto (BRS). Exerceu também, diversos cargos/serviços na Província. Em 1995 vai a Roma-IT para cursar o Mestrado em Catequese na Universidade Salesiana. Já no ano seguinte, quando preparava-se para o Doutorado, descobriu estar com câncer no estômago. Regressou ao Brasil onde faleceu (31 de Agosto de 1996) e foi sepultado na Capital Federal, com 59 anos, 39 de vida religiosa e 30 de presbítero. Amado em Brasília e muito conhecido em todo o Brasil pelos cursos de catequese que orientava. Frade alegre, entusiasta, vibrante, persistente e sempre otimista. 

Frei Mateus Ribeiro da Silva

06/10/1923
04/08/2009

* 06.10.1923, Pouso Alegre-MG;

+ 04.08.2009, Curitiba-PR

Às 15h de 4 de agosto de 2009, na UTI do Hospital Nossa Senhora das Gra­ças, Curitiba-PR, faleceu Frei Mateus Benedito Ribeiro da Silva. Filho de Sebastião Fortunate Ribeiro e Maria Izabel da Silva Ribeiro, Frei Mateus nasceu aos 06.10.1923 no sítio Ser­ra de Santo Antônio, em Pouso Alegre-MG Pertencia a uma família de 12 irmãos/ãs, dos quais chegou a co­nhecer somente oito. Foi batizado (21.10.1923) e crismado (20.04.1924) em Pouso Alegre-MG. Fez sua pri­meira comunhão em 1937 no santu­ário de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida-SP. Após o falecimento de sua mãe (1936), com seu tio mudou-se para o Paraná, em Pinhalão, ca­pela de Tomazina. No Natal de 1938, a convite de Frei Irineu Giacon de

Pádua aceitou o convite de ir para o seminário. Passou alguns dias na casa paroquial de Tomazina e, aos 15.01.1939 chegou ao seminário Santo Antônio em Butiatuba-PR.

Completados os estudos, vestiu o hábito aos 23.12.1944, recebendo o nome de Frei Mateus, em Butiatuba, onde era o noviciado. Feita a profis­são temporária 25.12.1945, foi para o convento das Mercês, em Curitiba- PR, onde iniciou e terminou os cur­sos de filosofia e teologia (1946-1951). Durante seus estudos, emitiu a profissão perpétua (14.05.1949) nas mãos de Frei Inácio de Ribeirão Preto (mais tarde eleito bispo), sendo or­denado presbítero aos 22.12.1951 em nossa igreja das Mercês pelo ar­cebispo Dom Manuel da Silveira D’Elboux.

Frei Mateus exerceu seu minis­tério sacerdotal nas seguintes paró­quias: Jaguariaíva (1951), Tomazina (1951,1965), Santo Antônio da Platina (1953), Bandeirantes (1955), Joaquim Távora (1956), Ponta Grossa (1958, 1979), Cruzeiro do Oeste (1961), Uraí (1963), Umuarama (1964), Céu Azul (1966,1969), Siqueira Campos (1970, 1999,2002), Cap. Leônidas Marques (1973, 1978), Rio Branco do Sul (1980), Reserva (1981,1987,1990), Itapoá (1994,1998,2003), São Lourenço do Oeste (1992), Lebon Régis (1997). Desde 2004 até seu faleci­mento permaneceu no convento Nossa Senhora das Mercês, Curitiba-PR, em tra­tamento de saúde. Nos últimos anos, vivia em cadeira de rodas, totalmen­te dependente da ajuda dos Freis e enfermeiros.

Aceitou a ajudar a Vice-província do Amazonas durante três anos (1984- 1986), trabalhando com índios em Benjamim Constant e em outros lu­gares daquela Vice-província.

Ajudou na capelania dos ferroviá­rios (1959-1960), em Ponta Grossa, viajando com vagonetes ou de trem para visitar as turmas de trabalhado­res ao longo da ferrovia. Enfrentou as dificuldades de atendimento na gran­de paróquia de Reserva-PR durante quatro anos e em outros lugares, onde, a pedido dos superiores, subs­tituiu Freis.

Durante a missa exequial, sole­nizada com comentários e cantos, algumas pessoas comentaram a vida de Frei Mateus: Um dos ministérios que Frei Mateus mais exerceu em sua vida foi, sem dúvida, o ministério da Reconciliação e do perdão, porque ele acreditava que Deus era amor para todos. Dedicou à Província e ao Reino de Deus 65 anos de trabalhos evangelizadores em muitas paróqui­as, nas quais conquistou grande cir­culo de amizades, que ele as culti­vava com carinho. Soube viver inten­samente sua vida religiosa e sacer­dotal, sabendo comunicar simplici­dade, dedicação e a alegria franciscana.

Os representantes da paróquia de Itaperuçu-PR muito agradeceram o trabalho de Frei Mateus quando ain­da a atendia como capela de Rio Branco do Sul com admirável espíri­to de sacrifício. A vida de Frei Mateus, desde criança até seu falecimento, não foi fácil e teve que superar mui­tas dificuldades, explicaram seus fa­miliares. Seus amigos e conhecidos o consideram como grande diretor espiritual, que sabia compreender, animar e transmitir lições de vida. Foi exemplo de vida de humildade e era uma alegria recebê-lo e com ele fa­lar.

Em todos os lugares, Frei Mateus mostrou-se pastor, onde visitava e animava seus irmãos de fé. Estimu­lava muito a necessidade de encontrar-se, de falar com simplicidade e de animar-se mutuamente na vivência da fé. Amava seu sacerdó­cio e o povo, que sabia demonstrar- lhe o merecido carinho pelo bem que fazia. Quem o conheceu, soube co­lher sua mensagem de simplicidade e valorizar tudo quanto realizou.

Frei Mateus distinguiu-se tam­bém pelo incentivo que prestava às vocações. Animava e encorajava os novos candidatos á vida religiosa. Em sua simplicidade, comunicava ale­gria, espírito fraterno e sabia trans­mitir a bondade e o amor de Deus. Na celebração de seus 50 anos sa­cerdotais (9.12.2001), Frei Mateus resumiu sua vida dizendo que tinha feito somente três trabalhos: “Durante esses anos, realizei praticamente três tipos de trabalhos. Primeiramente, fui auxiliar do capelão da Estrada de ferro do Paraná e Santa Catarina’’. Por dois anos, “viajei em vagonetes ou em velocímetros de Curitiba até Para­naguá". Nessas viagens, atendia as famílias das turmas de ferroviários, rezando missas e administrando os sacramentos. Seu segundo trabalho: “Fui vigário paroquial e nunca fui pá­roco. Trabalhei em 33 lugares sem contar aqueles onde fiquei um mês ou 15 dias”. Seu terceiro trabalho foi ter auxiliado os Freis do Amazonas “tra­balhando com tribos indígenas", como deixou por escrito. Após resumir sua vida, dizia Frei Mateus: “Quero dizer que, nestes 50 anos sacerdotais, fui sempre disponível à obediência do Ministro Provincial e nunca disse “não" a nenhuma transferência. Creio que Deus me fez um frade itinerante por natureza”.

Na oração do Pai Nosso, o celebrante lembrou que, quando pe­queno, Frei Mateus foi um dos que lhe despertaram o amor a Deus e facili­tou o germinar da vocação religiosa. No final da Missa, Frei Darci Catafesta agradeceu a presença dos familiares e parentes de Frei Mateus e todos os que o ajudaram durante o longo e pe­noso calvário que passou em seus úl­timos anos, quando dependia com­pletamente dos Freis e enfermeiros. Frei Itamar José Angonese, Definidor Pro­vincial, fez a encomendação com as orações do ritual. A procissão até o cemitério foi acompanhada por pre­ces e cantos, enquanto lentamente o féretro subia até o cemitério dos Freis, onde todos acompanharam a bênção do túmulo, dada por Frei Pedro Cesário Palma, Definidor Provincial. Às 16h, sob o olhar dos Freis, de familiares, parentes e amigos, o féretro desceu ao túmulo, onde os restos mortais de Frei Mateus repousarão em nosso ce­mitério da Ressurreição.

Veja Mais