Necrologia

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Frei Justo Guisolfi

15/02/1939
16/12/2000

São José do Ouro - RS

 

Tipógrafo, por 22 anos, na Editora São Miguel e primeiro operador de off-set do Jornal Correio Riograndense.

 

Registro
Ingressou no Seminário Santo Antonio, Vila Flores, no dia 05. 02.1951, sendo reitor Frei Irineu Costella. Recebeu a vestição, no dia 24.01.1957, das mãos do mestre dos noviços, frei Urbano Poli, em Flores da Cunha, onde fez o ano do noviciado e professou, no dia 25.01.1958, recebido pelo Provincial Frei Celestino Dotti. A profissão solene, no dia 25.01.1961, em Garibaldi, por Frei Basílio Miotti. Trabalhou em Porto Alegre (1960),na cozinha, no Convento São Lourenço. Iniciou a carreira de tipógrafo, na Editora São Miguel, mantida e dirigida pela Associação Literária São Boaventura em Caxias do Sul, foi o primeiro operador de off-set do jornal Correio Riograndense, (1961-1983) Ato contínuo, começou como assessor técnico em rádios, primeiramente em Caxias do Sul , Rádio São Francisco (1983-1987), depois em Lagoa Vermelha, Rádio Cacique, (1987-1999), preparava-se para assumir a superintendência da Rádio, quando faleceu. Retornava do encontro dos irmãos, na Casa de Praia Rosa do Mar, Bela Torres (SC), na saída de Vacaria para Lagoa Vermelha, em via pública. Teve morte súbita, cardiopatia isquêmica, no dia 16.12.2000, às 18h30min. Contava 61 anos. Frade simples, humilde, piedoso, quieto e fraterno. Atuava com muita disposição para o trabalho e grande competência profissional. Foi sepultado no jazigo dos Frades Capuchinhos, Cemitério Municipal de Lagoa Vermelha/RS.

 

Informações pessoais
NÉVIO GUISOLFI - Filho de Victorino Guisolfi e de Miquelina Stangherlin

Frei José Danieli

11/02/1916
17/12/1994

Carlos Barbosa - RS


Destacou-se pela simplicidade, bondade e alegria.

 

Registro
Ingressou no Seminário Seráfico São José, Veranópolis, no dia 09.07.1928. Recebeu a vestição no dia 1º.02.1935, das mãos do reitor Frei Cláudio Mocelini, em Flores da Cunha, onde fez o noviciado e professou no dia 02.02.1936, quando trocou o nome civil, para o religioso de Frei Vitor de Carlos Barbosa. Ordenado presbítero, no dia 18.01.1942, por Dom José Baréa, em Garibaldi. Seu ministério esteve sempre voltado ao serviço da pastoral paroquial e missões, estas, quando em Caxias do Sul (1951 e 1958). Atuou na Pastoral em, Paim Filho, Cacique Doble, Ibiraiaras, Vacaria, Bom Jesus, Esmeralda, Flores da Cunha, Lagoa Vermelha, Barros Cassal, Ibirapuitã, Dom Pedrito e União da Vitória (PR), de 1987 a 1994. No dia 08, às 8horas, durante a Celebração da Missa, teve um derrame leve, foi internado no Hospital São Brás, em União da Vitória. Faleceu vitimado por um infarto agudo no miocárdio, no dia 17.12.1994, às 13h50min no Hospital Aparecida, União da Vitória (PR). Foi sepultado, no dia seguinte, às 10h, no jazigo dos familiares em Santo Antonio de Castro (Carlos Barbosa)/RS.

 

Informações pessoais
JOSÉ DANIELI - Filho de Valentin Danieli e de Agatta Possebon. Nasceu na localidade de Azevedo de Castro (Carlos Barbosa), no dia 23.01.1916, porém, registrado no dia 11.02.1916

Frei Ambrósio Alves de Carvalho

03/04/1940
17/12/2004


Profissão: 13/02/1963         Ordenação: 09/11/1970 
 

Frei Mário de Irani

02/12/1935
19/12/1963

02.12.1935 - Irani/Santa Catarina
19.12.1963 - Curitiba/Paraná

Frei Mário, filho de Luiz Galvan e Angelina Camuzatto, nasceu em Irani Santa Catarina, aos 2 de dezembro de 1935. Fez o ginásio no seminário de Barra Fria e de Butiatuba. Ingressou na Ordem com 18 anos de idade no dia 1º de fevereiro de 1954. Vestiu o hábito capuchinho a 1º de feverereiro de 1954, em Barra Fria, tendo por mestre de noviciado Frei Germano Barison de Lion. Emitiu os votos temporários aos 2 de feverereiro de 1955.

Em Curitiba, no convento das Mercês, estava concluindo o primeiro ano de filosofia. Ele mesmo descreveu o acidente, em sua autobiografia escrita no hospital Nossa Senhora das Graças: "Era o dia 11 de novembro de 1955 (...) Frei Amadeu de Capinzal e eu, marchamos torre acima (das Mercês) em busca de uma corda. (...) Partimos. (...) Chegamos, no pasto da casa dos pais de Frei Estanislau de Pilarzinho. Conversamos alegres até chegarem os portadores dos instrumentos. Amarrada uma pedra numa das pontas da corda, experimentamos lança-la por cima de alguns galhos do pinheiro. Falharam os primeiros golpes. (...) De novo... pegou! Fiz o sinal da cruz e toquei para cima. Parei numa forquilha, ali posta com antecedência. Naquele momento, um frei, da outra banda do córrego começou rolar pedras morro abaixo fazendo um barulhão danado. (...) por um triz não arrepiei caminho. (...) Enfim, abracei o pinheiro, agarrei a corda e subi. Fui indo. Parei. Não dava mais. De baixo, os demais gritavam: "Mais um pouco! Está perto! Força!". Qual o quê. Faltou gasolina. O único recurso era voltar. E voltei. As forças iam faltando. Procurei alcançar logo a forquilha. Naquilo me desprendi. Robei para baixo e cai quase de costas. Quis levantar... da cintura para baixo estava tudo amortecido. Quis falar e consegui gaguejar um pouco. Percebi logo que fraturara a espinha dorsal. O que senti no momento não sei descrever. Os companheiros queriam convencer-me que não era nada, mas estavam mais espantados do que eu. Transportaram-me um pouco mais para cima e fiquei deitado na grama. Dois estudantes correram para o convento das Mercês avisar o diretor. Logo depois chegou o jipe para me carregar ao hospital. Não foi possível. Uma hora depois chegou uma ambulância. Como foi horrível a viagem (...)".

Frei Mário nunca mais pôde levantarse, pois fraturara a espinha dorsal, tornando-se paraplégico. Tinha apenas 20 anos. Superiores e confrades fizeram de tudo com médicos e especialistas para reavivar os movimentos de Frei Mário. Um médico que o acompanhava suspeitou que a medula estivesse apenas comprimida e props ao guardião das Mercês, Frei Cassiano (Orlando Busatto), fazer uma cirurgia da vértebra, com esperanças de recuperação. A proposta foi aceita e Frei Orlando assistiu a cirurgia. Infelizmente, não obstante esta intervenção, o estado de Frei Mário continuou irreversível. Ao invés de lamentar-se, procurava ser útil, ocupando o tempo com aulas complementares, trabalhos artesanais e confecção de terços.

No Hospital, emitiu a profissão perpétua aos 2 de fevereiro de 1962.

Merece destaque especial o cuidado zeloso que as Irmãs Vicentinas dispensaram a ele durante os oito anos que permaneceu no Hospital Nossa Senhora das Graças.

Frei Mário faleceu neste hospital no dia 19 de dezembro de 1963. Tinha 28 anos de idade. Seus restos mortais repousam na capela-ossário de Butiatuba.

Frei Nicolau Paschoal

26/11/1919
19/12/2002

Frei Nicolau Paschoal,(Frei João Evangelista) nasceu em Piracicaba, aos 16 de novembro de 1919, filho de Paulo Paschoal e Maria Mosna. Foi batizado por Frei Salvador de Cavêdine em dezembro de 1919, na igreja São José, bairro Chicó, Piracicaba. Foi crismado por Dom Francisco Barreto, em 1929, na matriz Bom Jesus, Piracicaba. Iniciou os estudos na Escola rural. Fez a Primeira Eucaristia na mesma igreja São José aos 19 de março de 1929. Entrou para o Seminário São Fidélis de Piracciaba, aos 29 de janeiro de 1930.

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