Necrologia

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Frei Jacinto Bernardo Govasky

23/04/1930
06/06/1991

23.04.1930 - Butiatuba/Paraná
06.06.1991 - Curitiba/Paraná

Faleceu no dia 6 de junho de 1991, no convento Nossa Senhora das Mercês, em Curitiba. Foi encontrado morto em sua cama, às 17h40 por frei Norberto De Carli. Chamado o médico, este constatou o óbito e deu como causa «insuficiência respiratória». Seu corpo foi velado por confrades, parentes e amigos, na igreja das Mercês. Na missa de sepultamento, mais de 20 confrades concelebraram sob a presidência de frei Moacir Busarello, Ministro provincial. Os parentes, amigos e frades da região lotaram a igreja. Frei Moacir falou do sofrimento suportado por frei Jacinto nos últimos anos por causa da doença. Seu corpo foi sepultado no cemitério de Butiatuba. Estava com 61 anos de idade.

Frei Jacinto nasceu aos 23 de abril de 1930 em Butiatuba. Após ter feitos seus estudos no seminário de Butiatuba, iniciou o noviciado no mesmo local (05.01.1947). No ano seguinte, fez sua primeira profissão (02.02.1948) nas mãos de Frei Henrique de Treviso e, durante seus estudos em Curitiba, sua profissão perpétua (15.08.1951) na igreja das Mercês, tendo como celebrante Frei Casimiro Czelusniak.

Antes de sua ordenação, passou um período em tratamento nas fraternidades de Engenheiro Gutierrez (1953), Barra Fria (1954), Ponta Grossa-Imaculada Conceição (1955), Santo Antônio da Platina (1955). Após ter recebido as ordens menores e o diaconato (este na capela do Lar das Meninas, em 1956), Dom Manuel da Silveira d'Elboux, arcebispo de Curitiba, ordenou-o sacerdote (26.05.1956) na igreja catedral.

Logo após a ordenação, trabalhou como professor nos seminários de Engenheiro Gutierrez (1956-1958) como professor, assistente do seminário e de Butiatuba (1958) com as mesmas funções. Dedicou-se intensamente em atender a vasta região de Itaiacoca (Ponta Grossa) e Reserva durante vários anos (1959-1975). Prosseguiu sua atividade em Santo Antônio da Platina (1976-1978), Florianópolis (1980-1981), Umuarama (1985) e, finalmente, nas Mercês.

Durante 11 anos atendeu os sertões de Reserva e Itaiacoca, muitas vezes no lombo de cavalo. Era homem de oração e reflexão. Com freqüência podia ser encontrado rezando. Aliás, escrevia a um amigo: "Nunca rezei e meditei tanto em minha vida como o faço agora em meu quarto". Quando falava do seu sofrimento (muitas dores) acabava sempre dizendo: "Jesus sofreu bem mais do que eu! E olha que o Homem era bom".

Era músico profissional, do gênero erudito e pertencia à Ordem dos Músicos do Brasil. Compositor e maestro, fundou vários corais, com mais de 300 composições. A última ele terminou três dias antes de morrer: a Missa "Saúde dos enfermos". Quatro missas de sua autoria foram traduzidas para o polonês. Com o coral de Ponta Grossa apresentou-se inúmeras vezes em Ponta Grossa, Curitiba, Lapa, Castro, Pirai do Sul e na TV canal 4. Gostava de cantar e apresentava-se, em público, como solista. Admirava e amava as óperas dos grandes compositores italianos.

Nos longos anos que atendeu o sertão de Itaiacoca (Ponta Grossa), muitos amigos gostavam de acompanhálo nessas maratonas de até 150 km, em terreno montanhoso, de difícil acesso e obrigando-o a utilizar cavalos. José da Silva, era um desses amigos: "Frei Jacinto nunca deixou de atender, ou de estar no local, no dia e horário pré marcado. O povo da região tinha por ele uma grande admiração, por sua simplicidade e a maneira de transmitir a Palavra. Apesar das grandes dificuldades, Frei Jacinto nunca reclamou, pois a todo momento se dedicara à sua vocação e sua missão de levar o evangelho. Conhecia a todos os membros das comunidades".

Um seu colega de seminário, Frei Luiz Alves de Souza lembra que «Frei Jacinto era muito comunicativo e alegre desde criança. Não tinha complexos pela sua pouca estatura. Seu otimismo tirava das provações motivos de hilaridade. Quando alguém lhe vinha com lamentaçes, dizendo 'se não fosse isso, se fosse aquilo outro...: costumava dizer: "Ah, bonitinho: se minha mãe fosse rainha da Inglaterra eu seria príncipe de Gales!".

Desde 1986, quando foi operado do fêmur, andou sempre de muletas e com fortes dores. Por isso, passava a maior parte do tempo no quarto. Aos 22 de maio de 1991, sofreu desmaio e teve forte hemorragia. Não soube direito o que tinha. Mas sabia sofrer sem se queixar. Morreu como sempre quis: sozinho e em silêncio, "pra não dar trabalho para ninguém".

Frei Paulino Rôveri

08/12/1919
06/06/1995

Frei Paulino nasceu em Jundiaí-SP, fazenda Santa Clara, aos 8 de dezembro de 1919. Seu nome de batismo e civil era José Rôveri. Era o terceiro filho de uma família de 12 irmãos. Seus pais, Alberto Rôveri e Elvira Artoni, tiveram seis filhos. Com o falecimento de dona Elvira, mãe de Frei Paulino, o Sr. Alberto contraiu segundo casamento, tendo outros seis filhos. Foi batizado na igreja Nossa Senhora do Desterro, Jundiaí, no dia 24 de dezembro de 1919 e crismado por Dom Duarte Leopoldo e Silva, na mesma igreja, em 1926. Fez a Primeira Eucaristia, na igreja Nossa Senhora do Desterro, aos 29 de setembro de 1927. Iniciou os primeiros estudos em Jundiaí. Entrou para o Seminário São Fidélis de Piracicaba aos 19 de fevereiro de 1931.

 

Noviciado e Profissão

 

Vestiu o hábito franciscano capuchinho, iniciando o noviciado no convento Sagrado Coração de Jesus, Piracicaba, aos 3 de fevereiro de 1937. Foi seu Mestre Frei Felicíssimo de Prada. Fez a profissão temporária, perante Frei Eliseu de Cavêdine, Provincial de Trento que visitava a Missão transformada em Custódia Provincial, aos 4 de fevereiro de 1938. Emitiu a profissão perpétua perante Frei Plácido Bruschetta no convento São José, Mococa, aos 5 de agosto de 1941.

 

Filosofia, Teologia e Ordenação

 

Estudou Filosofia em Mococa, de 1938 a 1940 e Teologia em Mococa e São Paulo nos anos 1941 a 1944. Em Mococa, de 10 a 13 de junho de 1942, recebeu a Primeira Tonsura e as Ordenas Menores conferidas por Dom Manoel Silveira Delboux, Arcebispo de Ribeirão Preto. Em São Paulo, foi ordenado Subdiácono por Dom José Gaspar de Afonseca e Silva, aos 19 de junho de 1943. Em Botucatu, foi ordenado Diácono aos 18 de setembro de 1943. Recebeu a Ordenação Sacerdotal pela imposição das mãos de Dom Frei Luís Maria de Santana, em Botucatu, no dia 8 de dezembro de 1943. Concluiu os estudos em novembro de 1944.

 

Ministério sacerdotal

 

Frei Paulino exerceu o ministério sacerdotal nas seguintes paróquias e conventos: Penápolis, Birigüi, Piracicaba, convento Sagrado Coração de Jesus, Mococa e Cândido Mota.

Em dezembro de 1944, concluídos os estudos, foi trabalhar em Penápolis. Dedicou-se inteiramente à pastoral rural. Em novembro de 1946 foi para Birigüi. Permaneceu aí apenas três meses, sendo transferido para Piracicaba, convento Sagrado Coração de Jesus, em janeiro de 1947. Seu trabalho principal foi a pastoral rural, pregador e confessor. Reformou a igreja Sagrado Coração de Jesus por fora e iniciou a construção do prédio da assistência social mariana. Em janeiro de 1952 foi transferido para Mococa.

 

Missionário

 

Em dezembro de 1953, Frei Paulino recebeu transferência para Piracicaba, convento Sagrado Coração de Jesus, residência dos missionários. De 1953 a 1957 fez parte do Colégio Missionário, com Frei Liberato, Frei Afonso, Frei Fulgêncio e outros religiosos liberados para a pastoral missionária da nossa Província. Em janeiro de 1957 foi nomeado Delegado Distrital da OFS (Ordem Franciscana Secular).

 

Em Cândido Mota 35 anos

 

Em fevereiro de 1960 Frei Paulino foi transferido para a paróquia Nossa Senhora das Dores, em Cândido Mota. Amou aquela cidade e lá permaneceu até o desenlace. Construiu a igreja matriz Nossa Senhora das Dores, o convento, a capela do asilo e o centro vocacional. Sempre gostou de crianças. Por isso, ao construir o centro vocacional realizou seu maior sonho: “Sempre gostei de crianças. Quando comecei o centro, comecei também a realizar meu sonho. Hoje meu sonho está realizado. Estou perto da morte. Se a vida na terra acabar não tem importância, irei para uma vida nova”.

“Irei para uma vida nova”

Seis anos depois de fazer esta afirmação, Frei Paulino faleceu na manhã do dia 6 de junho de 1995, em Cândido Mota, na Casa de Saúde São Paulo, onde estava internado. Faleceu vítima de hemorragia aguda, decorrente da ruptura de um aneurisma da aorta abdominal. Foi velado na igreja matriz Nossa Senhora das Dores durante a tarde e a noite do dia 6. Centenas de pessoas de toda a região compareceram para velar o corpo. A missa exequial foi celebrada no dia seguinte, às 9 horas da manhã, presidida pelo Vigário Provincial Frei Osmar Cavaca e concelebrada por vários sacerdotes capuchinhos da nossa Província e alguns padres da diocese de Assis. Após a missa seu corpo foi levado pela multidão que o acompanhou até o cemitério municipal. Foi sepultado num jardim atrás da capela.

 

Paz e serenidade

 

“Com fé inigualável, Frei Paulino dedicou sua vida a acolher a todos os que o procuravam com muito carinho e bondade. Sempre foi ‘simples como uma pomba e prudente como a serpente’ e ao contrário dos que combatem o mal com a violência, Frei Paulino sempre procurou transmitir paz e serenidade. Foi um carismático do evangelho, já que todos queriam dele uma palavra de conforto e de segurança. E a encontravam, pois recomendava que a Bíblia deveria ter seu lugar de destaque no lar, assim como a oração em família. ‘A bênção, dizia ele, é um bem-estar para os fiéis e ninguém pode ser cristão se não ler a Bíblia’.”

 

Frei Eduardo Reginatto

25/12/1929
06/06/2001

Ipê - RS

 

Frade bom, popular e muito estimado nas comunidades por onde passou.

 

Registro
Ingressou no Seminário Seráfico São José Veranópolis, no dia 24.07.1943. Em Flores da Cunha fez o noviciado e professou no dia 11.02.1951, quando recebeu o nome religioso de Frei Eduardo de Ipê. Foi ordenado presbítero no dia 21.12.1957, por Dom Vicente Scherer, em Porto Alegre. No ano de 1958, foi diretor de Escola Municipal Senador Alberto Pasqualini, em Porto Alegre. Os primeiros anos do ministério sacerdotal dedicou às missões populares, desempenhou suas funções em Caxias do Sul (1960-1963), Vacaria (1964-1968)-(1972-1976), após na pastoral paroquial, em Flores da Cunha (1969 e 1970), Ijuí (1976-1982), Tramandaí (1983-1990), Soledade (1992-1994), Camargo (1995-1999) e, na pastoral da saúde em Porto Alegre ((1991), Flores da Cunha (2000), para atender o Hospital N. Sra de Fátima e as Irmas Clarissas Capuchinhas. Porém, imediatamente se agravam os problemas de saúde. Ainda em 1999 teve problemas cardíacos e câncer de pele. Em dezembro de 2000 submeteu-se a uma cirurgia na cabeça. E, por fim, foi internado no Hospital Medianeira em Caxias do Sul, no dia 28.02.2001, em estado de pré-coma e faleceu no dia 06.06.2001, às 13h30min, devido a problemas cardiorrespiratórios. No dia seguinte, às 10 horas, foi sepultado no jazigo dos Frades Capuchinhos, no Cemitério Comunitário de Ipê/RS. Contava 71 anos.

 

Informações pessoais
À Pia Batismal, recebeu o nome de JOÃO REGINATTO, filho de José Reginatto e Maria Scudiero. Recebeu no dia 05.10.1981, o Título de Cidadão Ijuiense, concedido pela Câmara de Vereadores. Festejou seu Jubileu de Prata Sacerdotal, no dia 21.12.1982, em Ijuí e em Segredo. Pulbicou o livro "Deixar uma por outra melhor". Porto Alegre:EST, 1994.

Frei Dom Agostinho Sartori

29/05/1929
06/06/2012

* 29.05.1929 - Linha Bonita/Ouro-SC

+ 06.06.2012 - Pato Branco-PR

JOSE BENITO SARTORI nasceu aos 29.5.1929, em Linha Bonita, município de Campos Novos, hoje, Ouro-SC, filho de Antônio Sartori e Dosolina Rech. Eram 11 irmãos. Aos sete anos, seu pai resolveu vender a propriedade no interior e foram morar em Ouro, município de Capinzal-SC. Moravam próximos da pequena Capela de Nossa Senhora dos Navegantes, padroeiro do local até hoje. José Benito começou a frequentar a igreja, onde conheceu melhor frei Constantino Gozzo de Cellore. Deixou-se empolgar pela liturgia, gostava dos cantos e foi se afeiçoando cada vez mais ao frei.

Aos 9 anos, aceitou o convite de frei Constantino para morar na casa paroquial e, aos 13.04.1939, ingressou no seminário de Butiatuba-PR. Após um ano de seminário, sua mãe faleceu e não pode participar do sepultamento.

Cursou o primário em sua terra natal. No Seminário de Butiatuba completou o ginásio. Vestiu o hábito capuchinho e recebeu o nome de frei Agostinho de Capinzal, nesse mesmo lugar aos 24.12.1944. Emitiu a primeira profissão religiosa aos 25.12.1945. Cursou filosofia e teologia no convento Nossa Senhora das Mercês, em Curitiba-PR. Durante estes estudos, fez a profissão perpétua em Curitiba-PR aos 15.8.1951. Recebeu o Diaconato aos 29.3.1952, sendo ordenado sacerdote em 15.8.1952, por Dom Manoel da Silveira D’Elboux, também na igreja das Mercês.

A seguir, trabalhou em Irati (1952) e no Seminário Santa Maria em Irati (1953) e em Butiatuba (1954), onde lecionou filosofia. Em Curitiba (1955-1958) continuou lecionando filosofia aos freis estudantes e dirigiu pequena revista vocacional chamada “Jardim Seráfico”.

Em 1956, foi notário do Tribunal Eclesiástico da Arquidiocese de Curitiba.

Nos anos 1958 a 1961 cursou Direito Canônico na Pontifícia Universi­dade Gregoriana, em Roma. A seguir, prestou estes serviços: professor e diretor dos estudantes capuchinhos do curso filosófico e teológico, prefeito dos estudos (1961-1965), defensor do vínculo matrimonial (1962) na arquidio­cese de Curitiba e subsecretário da CNBB do Paraná (1964-1967). De 1964 a 1967, serviu a CRB do Paraná como secretário executivo e Presidente e, em 1968, eleito presidente da Conferência dos Capuchinhos do Brasil. Na condu­ção da CRB demonstrou dinamismo, entusiasmo, segurança, equilíbrio e competência naquele difícil tempo de atualização das congregações religiosas. Estas e outras qualidades demonstrou-as também em seus trabalhos com a CNBB do Paraná. “Soube agir muito bem organizando o Regional Sul II, como seu primeiro Secretário Executivo”, escreveu Dom Pedro Fedalto.

Os capuchinhos do Paraná e Santa Catarina o ele­geram como superior maior, que então se chamava Comissário Provincial, aos 25.10.1966. Em 1968 participou do Capítulo Geral dos Capuchinhos, em Roma, quando houve ampla revisão das Constituições, sendo promulgadas “ad experimentum”. Foi nesse período que Frei Agostinho, ajudado pelo Ministro Provincial da Província-mãe de Veneza (Frei Justo de Vigorovea), preparou a documentação com a qual o Comissariado Provincial passou a ser Província regular da Ordem. Retomou desse Capítulo Geral com o documento da elevação à Província e de sua nomeação, aos 9.11.1968, como primeiro Ministro Provincial, e confirmado no cargo aos 19.01.1970, durante o primeiro Capítulo Provincial da Província do Paraná e Santa Catarina.

Frei Agostinho foi o superior do período de transição: tinha acabado o Concílio Vaticano II e logo surgiu o grande movimento de atualizações na Igreja e na vida religiosa. Dotado de ótima inteligência e vastos conhecimentos, programou cursos e encontros, chamou conferencistas para apresentarem os novos temas do Vaticano II. Soube fazer uma transição relativamente calma diante das questões “quentes” daquele tempo. Com tenacidade e visão crítica do momento histórico, a presença de frei Agostinho, como superior, foi providencial para conduzir a caminhada do então Comissariado e, depois, da Província com segurança, sem atropelos e sem grandes hesitações.

Em 1967, 1968 e 1969, promoveu intercâmbio de estudo de filosofia e teologia com as Províncias de São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Nossos teólogos foram para São Paulo (1967-1968) e alguns filósofos de São Paulo, Minas Gerais e Bahia vieram ao nosso convento Bom Jesus onde fizeram o curso filosófico. Em Siqueira Campos, em 1968, vieram alguns irmãos da Província do Rio Grande do Sul. Tentou intercâmbio de seminaristas do clássico com os de São Paulo em Nova Veneza-SP, mas a experiência não teve êxito.

Frei João Daniel Lovato, durante seus quatro períodos de Ministro Provincial, teve muitos contatos com Dom Frei Agostinho. Sempre o convidou para participar de nossos Capítulos Provinciais e até lhe ofereceu, quando bispo emérito, um lugar para residir nas Mercês, mas ele preferiu permanecer na Diocese.

Bispo - Um mês após sua eleição para Ministro Provincial, aos 26.2.1970 foi nomeado Bispo de Palmas- PR, com grande transtorno para nossa Província. Sagrado bispo em nossa igreja das Mercês em Curitiba (26.4.1970), tomou posse de sua diocese de Palmas aos 14.5.1970. Permaneceu à frente da Diocese até 24.8.2005, quando passou a ser bispo emérito. Antes somente chamada Palmas, esta diocese passou a chamar-se diocese de Palmas-Francisco Beltrão-PR.

Atividades - É muito difícil resumir 35 anos de atividades episcopais (1970-2005) de Dom Frei Agostinho em poucas linhas. Distinguiu-se nestas áreas: 1. Área educacional: Instituições de Ensino Superior em Palmas (FACIPAL,UNICS e hoje IFPR), Dois Vizinhos (VIZIVALI) e Barracão(FAF); 2. Área assistencial e pastoral: Escola de integração social de Palmas (Eispal), Lar dos Velhinhos Nossa Senhora das Graças em Palmas, Casa de formação Divino Mestre de Francisco Beltrão, Seminário de Filosofia Bom Pastor de Francisco Beltrão, Seminário Diocesano Jesus de Nazaré em São João, Catedral de Palmas, Concatedral de Francisco Beltrão; 3. Santuários Nossa Senhora de Fátima, de Nossa Senhora Aparecida, de Nossa Senhora da Salete, de Nossa Senhora da Saúde; 4. Organizou as paróquias em sete Decanatos; 5. Ordenou mais de cento e quarenta sacerdotes e diáconos e dois Bispos: Dom Luiz Vicente Bernetti, OAD e Dom José Antônio Peruzzo. 6. Área da comunicação: Fundou as rádios, Club AM de Palmas, Rádio Horizonte FM de Palmas, Rádio Difusora América de Chopinzinho e Rádio Onda Sul FM de Francisco Beltrão, estas rádios compõem a Rede Bom Jesus de Comunicação; 7. Fundou, em 1985, o boletim diocesano “Até que...” 8. Foi responsável pela Pastoral Rural no Regional Sul 2 da CNBB. 9. Bispo acompanhante da CRB do Paraná. 10. Bispo referencial da Pastoral da Criança do regional Sul 2, entre inúmeras atividades que desempenhou nos seus 35 anos à frente da Diocese de Palmas-Francisco Beltrão.

A escritora Lucy Salete Bortolini Nazaro faz esta síntese: “Dom Agostinho criou a Pastoral da criança, demonstrou preocupação com efetivas realizações na área do cuidado às crianças carentes e ao idoso, empenhou-se na fortificação da Diocese e de seus diocesanos, criou a Casa de Formação para o clero, religiosos e leigos, ampliou e edificou seminários, santuários, dedicou-se à área educacional do sudoeste, ampliando a atuação do CPEA (Centro Pastoral, Educacional e Assistencial Dom Carlos) e das Faculdades, iniciadas por Dom Carlos em Palmas, cujo projeto inicial finalizou com uma Universidade Federal (...). São inúmeras as realizações de Dom Agostinho’’.

Falecimento - Desde 2005, Dom Frei Agostinho viveu em Palmas como bispo emérito. Aos poucos foi acometido por achaques: Parkinson, Alzheimer, diabete, insuficiência renal, sendo hospitalizado por diversas vezes. Faleceu em consequências de falência de órgãos, especialmente de pneumonia aos 06.06.2012        no Hospital São Lucas de Pato Branco- PR. Contava com 83 anos de idade, 67 anos de vida religiosa; 60 anos de vida sacerdotal, 42 anos de vida episcopal dos quais 35 como bispo diocesano de Palmas.

Com a presença de nosso Ministro Provincial (Frei Cláudio Sérgio de Abreu), de diversos freis da Província, de bispos, sacerdotes, religiosos/as e fiéis, após a missa exequial na Catedral de Palmas, foi sepultado aos 08.06.2012        no cemitério daquela cidade.

Pronunciamentos: “Dom Agostinho sempre foi um exemplo de bispo comprometido com os desafios de seu tempo’’ (Roberto Requião); “Soube, com habilidade, estabelecer a comunhão com todos, incentivou vocações sacerdotais, ordenou muitos sacerdotes, crivou novas paróquias (...)” (D. Pedro Fedalto); “Lutou contra a unanimidade dos grandes proprietários em defesa dos pequenos agricultores, dos índios e dos pobres. Difícil lembrar-se de outro que tenha sido tão correto, tão digno, tão firme e tão amigo como dom Agostinho Sartori’(pe. Lessir Bortoli); “Dom Agostinho foi o grande pioneiro da renovação conciliar de toda a Igreja no Paraná”(D. Albano Cavallin); “Dom Agostinho nos deixou um edificante exemplo, através de seu incansável ministério” (D. Orani João Tempesta).

Frei Arnaldo Dotti

22/03/1926
07/06/2011

Antonio Prado/RS

 

Espírito de serviço, austeridade, pobreza e dedicação ao trabalho foram as marcas de sua vida.

 

Registro
Irmão capuchinho, faleceu com 85 anos e 65 de vida religiosa, de câncer gástrico, na Casa de Saúde São Frei Pio, em Caxias do Sul. 

 

Após missa de despedida na igreja dos Capuchinhos, com os bispos Dom Orlando Dotti, Dom Paulo Moretto e Dom Osório Bebber, 25 sacerdotes e 16 irmãos, foi sepultado no Cemitério Parque de Caxias do Sul. 

 

Em 1940, ingressou no seminário de Veranópolis; vestiu o hábito religioso em 1945, quando fez o noviciado, em Flores da Cunha, adotando o nome de Frei Arnaldo.  Trabalhou como horticultor, tratorista (o primeiro da Província), chacareiro, cozinheiro, em serviços de manutenção, como acompanhante de enfermos. Acompanhou o bispo Dom Frei Cândido Maria Bampi nos dois últimos anos de vida, quando este, recolheu-se ao Convento Imaculada Conceição, em Caxias do Sul. 

 

De 1960 a 1984, em Caxias do Sul, foi auxiliar na Livraria São Miguel e responsável da fábrica de terços e escapulários da Associação Antoniana. 
Atuou e viveu nos conventos de Marau, Veranópolis, Granja Fátima (Ipiranga do Sul), Lagoa Vermelha e Caxias do Sul. Nesta, no Convento Imaculada Conceição durante 40 anos (em quatro períodos), tendo sido também Ministro Extraordinário da Eucaristia da Paróquia Imaculada Conceição; também viveu por nove anos na casa provincial e, os dois últimos da vida, na Fraternidade São Maximiliano Kolbe, no Desvio Rizzo. 
Em 1996 celebrou o jubileu de ouro e, em 2006, os 60 anos de profissão religiosa 

 

Informações pessoais
Filho de Guerino Dotti e Anna Focchesatto Dotti, era primo de Dom Orlando Dotti e de Frei Clemente Dotti, sobrinho dos freis Celestino Dotti e Justino Dotti (FMM) e parente de Frei Dionísio Veronese

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