Necrologia

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Frei Miguel Gomes Pereira

23/05/1917
01/09/1998

Frei Miguel nasceu no distrito de Piramboia, Batucatu, no dia 23 de maio de 1917. Seu nome de batismo e civil era João Gomes Pereira. Era filho de Artur Batista Alferes e Zulmira Pinto. Foi batizado por Pe. Ângelo Bartolomeu na igreja de Piramboia, aos 30 de junho de 1917 e crismado por Dom Lúcio Antunes de Souza, em Botucatu, em 1922. Fez a Primeira Eucaristia na igreja do bairro Santo Antônio no dia 21 de janeiro de 1934. Cursou os primeiros estudos em Botucatu.

Frei Ludovico Strzelecki (Casemiro)

18/07/1926
04/09/1993

Nascido em 18 de Julho de 1926 em Carlos Gomes-RS. Filho de Ladislau Strzelecki e Marta Stawinski. Professou em 18 de Janeiro de 1945 (Flores da Cunha-RS) e ordenado sacerdote em 23 de dezembro de 1951 (Garibaldo-RS). Trabalhou diversos anos no Rio Grande do Sul na Pastoral paroquial e depois dedicou-se às Missões Populares. Em 1979, transferiu-se para a Província do Brasil Central e exerceu seu ministério em diversas cidades, mas Faleceu no ano de 1993 em Barbacena-MG de infarto fulminante, contando 67 anos, 48 de vida religiosa e 41 de presbítero. Foi sepultado no jazigo dos Capuchinhos em Hidrolândia-GO.

Frei Faustino Matiello

22/04/1927
08/09/2009

Paraí - RS

 

Faleceu no final da tarde do dia 8 de setembro, aos 82 anos, após três dias de hospitalização, em Vacaria. O corpo está sendo velado na matriz N. Sra. de Fátima, em Vacaria. A missa de corpo presente foi celebrada por Dom Osorio Bebber em 9 de setembro, na matriz de Fátima em Vacaria e sepultado no cemitério municipal Santa Clara.

 

Registro
Ingressou no Seminário São José, de Veranópolis em 1939; vestiu o hábito capuchinho em 1945; fez o noviciado em 1945, em Flores da Cunha, professando os votos religiosos em janeiro de 1946. Fez os estyudos filosóficos no Convento São Boaventura, de Marau, de 1946 a 1948, e posteriormente licenciou-se pela Faculdade de Filosofia de Ijuí (em 1972). Já os estudos teológicos foram realizados entre 1949 e 1951, nos conventos capuchinhos de Garibaldi e Porto Alegre. 
 

Pelas mãos de Dom Cândido Maria Bampi, foi ordenado sacerdote em 23 de dezembro de 1951, ma matriz São Pedro, de Garibaldi.. De 1952 a 1957 atuou como vigário paroquial na paróquia da Luz, em |Pelotas; de 1958 a 1965 e de 1970 a 1975 esteve no Seminário São José de Veranópolis, onde foi professor e diretor espiritual, ocupando simultaneamente as funções de vigário paroquial e Assistente da Ordem Franciscana Secular (OFS). Em 1969 frequentou o Cefepal – Curso de Franciscanismo, em Petrópolis, Rio de Janeiro. Nos últimos 40 anos fez vários outros cursos, entre eles, Teologia Pastoral, Exegese Bíblica, Criatividade, Metodologia Pastotral e Religiosidade Popular e Parapsicologia. 
 

Desde 1976 viveu a vida fraterna capuchinha como membro da Fraternidade N. Sra. de Fátima (Casa dos Missionários), em Vacaria, desempenhando as funções de vigário paroquial, orientador espiritual e confessor. Nos últimos 12 anos, desde 1987, dedicou-se à pastoral do aconselhamento. 
 

De espírito jovial, alegre, espontâneo e bem humorado, junto com uma característica postura de humildade, sempre procurou estar a serviço das pessoas necessitadas e oprimidas pelas mais diversas debilidades, doenças e carências. 

 

Informações pessoais
Frei Faustino (Adolfo Mattiello) nasceu na Linha 15, em Nova Araçá, à época, distrito de Nova Prata, filho de Ernesto Mattiello e Thereza Bordignon; foi batizado na capela São Valentim, à época pertencente à paróquia São Brás de Paraí.

Frei Norberto Bruno De Carli

12/04/1920
09/09/1996

12.04.1920 - Capodístria/Itália
09.09.1996 - Curitiba/Paraná

Frei Norberto era filho de Umberto De Carli e Luigia Gandusio. Nasceu aos 12 de abril de 1920, em Capodístria, diocese de Trieste, na Itália. Eram em dois irmãos: Umberto e Norberto. Ambos tornaram-se sacerdotes capuchinhos. Foi batizado aos 3 de junho de 1920 e crismado em junho de 1927, também em Trieste. Recebeu a primeira Eucaristia aos 10 de agosto de 1927, em sua terra natal.

Após uma primeira experiência no seminário de Capodístria, ingressou para o seminário de Rovigo aos 02 de agosto de 1932, sendo o diretor Frei João de Pescantina. Sua vestição foi aos 01 de agosto de 1936, em Bassano del Grappa, tendo como mestre de noviciado Frei Romualdo de Soava. Professou temporariamente aos 02 de agosto de 1937 e, perpetuamente, aos 14 de setembro de 1941. Recebeu os ministérios de leitor (21.03.1942) e de acólito (19.06.1943), sendo ordenado sacerdote (21.05.1944), pelas mãos do Cardeal de Veneza, Adeodato Piazza, na igreja Nossa Senhora da Saúde. Celebrou sua primeira missa solene aos 04 de julho de 1947, em Capodístria.

No dia 21 de outubro de 1947, com o navio Campana da Societé de Navigation de Marseille, embarcou em Gênova, para o Paraná, juntamente com os freis Crispim de Vigorovea, Cleto de Maserà, Valério de Pescantina, Gilberto de Badia Polestine, Donato de ênego, e Germano de Lion. Chegou ao Paraná aos 12 de novembro de 1947.

Durante os 49 anos que aqui viveu trabalhou nos seguintes lugares: Joaquim Távora (1948; 1955-1958) onde encontrou muitas dificuldades com a maçonaria local, Barra Fria (1949), São Lourenço d'Oeste (1949), Laurentino (1950), Curitiba-Mercês, (1950-1955; 1985-1996), Uraí (1959), Cruzeiro do Oeste (1960); Ponta Grossa-Imaculada (1961-1964; 1969; 1971), Bandeirantes (1965), Ponta Grossa-Bom Jesus (1966-1968), Siqueira Campos (1973-1985). Nestes lugares exerceu as funções de reitor de seminário, professor de Teologia Moral, vice-superior, superior local, vigário paroquial, pároco, capelão dos Maristas, missionário popular e capelão hospitalar.

Em 1985 viajou à Itália para assistir a morte e a sepultamento de sua mãe, lá permanecendo durante sete meses.

Escrevia muito ao seu irmão capuchinho, Frei Humberto De Carli: de 1947 a 1996, 262 cartas. Em suas cartas descrevia seus trabalhos nos diversos lugares, lembrava sua mãe, falava de sua saúde, alongava-se em considerações sobre a política nacional, sobre a Igreja e outros problemas do continente sul-americano. Aos 22 de maio de 1994, celebrou seus 50 anos de vida sacerdotal. seu irmão Frei Umberto veio da Itália para participar desta celebração jubilar. Em 1995 escrevia, por exemplo, que "sinto o desejo de cantar, ao mesmo tempo, o Te Deum e o Nunc dimittis". Em 1996, ano de seu falecimento, escreveu ainda onze cartas a seu irmão.

No dia 7 de setembro de 1996, após o almoço e durante a conversa com os freis, sentiu-se improvisamente mal, vindo a falecer no refeitório da Cúria provincial.

Frei Norberto era um frei simples, humilde e de muita oração. Gostava de brincar com os freis. Com os fiéis era muito reservado e prudente. Era amigo do confessionário, sabendo entender os que o procuravam para algum conforto humano e espiritual. Era sério nas horas sérias e sabia rir com os que se alegravam. Não gozava de boa saúde: a sinusite o acompanhou por dezenas de anos. Sabia escutar os freis e era muito conciliador, dando razão a todos. Sabia calar e engolir quando necessário. Era companheiro de todos os freis e tinha boas amizades com leigos, deixando saudades em todos os lugares por onde passou, exercendo seu apostolado.

Não gostava de ser aplaudido e nem de exercer o cargo de Superior. Era homem austero e de coração dócil. Gostava de estar bem informado e lia muito. Gostava de comunicar e partilhar as boas novidades. Soube conservar a tradição e buscar o novo. Optou pelo uso sistemático da batina e soube desfazer-se da barba. Era amante do silêncio, mas entre nós era extrovertido. Não recusava os trabalhos de limpeza da louça, na cozinha do convento e, por própria iniciativa, levava duas vezes por dia o lixo da cozinha para o lixeiro da horta. Normalmente lavava as próprias roupas e não gostava de incomodar a ninguém. Os conselhos evangélicos de obediência, pobreza e castidade, sem dúvida, foram o tripé de sua vida de consagração a Deus e neste campo teve toda a admiração e a estima de todos os freis.

Escreveu uma sua biografia até 1968, na qual aparecem interessantes fatos desde sua viagem ao Brasil e com notícias históricas sobre os diversos lugares onde trabalhou.

Permanece entre nós, o seu exemplo de fé, doação, resignação na doença, bondade, cortesia e fidelidade na vocação. As exéquias foram realizadas no dia 9 de setembro na capela do convento Santo Antônio, em Butiatuba-Almirante Tamandaré, PR, com a presena de Frei Atílio Galvan, Ministro Provincial, de Frei Florio Tessari, ex-Ministro provincial de Veneza, de muitos freis, diversos ex-alunos, amigos e fiéis. Seus restos mortais repousam no cemitério dos Frades Menores Capuchinhos, em Butiatuba.

Frei Maurílio Benetti

28/12/1931
13/09/1999

Sananduva - RS


Apreciava a leitura, música e canto. Dotado de uma bela voz

 

Registro
Ingressou no Seminário Seráfico, Veranópolis, no dia 20.01.1944. Professou como Frade Capuchinho no dia 25.01.1952, no Convento Sagrado Coração de Jesus, em Flores da Cunha. Fez todo o processo formativo, nas casas de formação da Província. Foi ordenado presbítero, no dia 20.12.1958, por Dom Edmundo Kunz, Bispo Auxiliar de Porto Alegre, na Igreja Matriz Santo Antonio do Partenon. Desempenhou o ministério presbiterial sempre na pastoral. Inicialmente, nas missões populares,(1961-1976), no sul, no norte e no centro oeste do Brasil. Depois na pastoral paroquial em Santa Maria(1976), Ijuí(1978), Erval Seco(1983), Tramandaí(1986 a 1994), Nicolau Vergueiro(1994), Ijuí(1995 a 1998), quase sempre como vigário paroquial. Na formação permanente, fez os cursos do Espac, Cefepal e Cerne. Era fraterno, expontâneo, alegre, disponível e bom conselheiro. Em 04.07.1998, fez uma cirurgia de catarata, devido a uma obstrução da artéria central, ficou cego do olho esquerdo. Aceitou com resignação e se dispôs à pastoral do aconselhamento, em Santa Maria(1999), mas não chegou a assumir. Acometido por um câncer no estômago, fez cirurgia, no dia 18.01.1999, no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Internado novamente no dia 02.08, submeteu-se a nova cirurgia, não resistiu. Faleceu no dia 13.09.1999, às 22h30min. Contava 68 anos. Centenas de pessoas participaram de seu velório e missa de corpo presente. Foi sepultado no jazigo dos Frades Capuchinhos, no Cemitério Público Municipal de Sananduva/RS.

 

Informações pessoais
À Pia Batismal - CONSTANTE GERALDO BENETTI - Filho de Angelo Benetti e de Catharina Guiotto. Era irmão gêmeo de Fioravante Benetti, falecido com apenas 10 dias.

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