Santos

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01 Santa Maria, Mãe de Deus. - Dia mundial da Paz.
01/01/2017

Das Cartas de Santo Atanásio, bispo
Epist. ad Epictetum, 5-9: PG 26, 1058. 1062-1066) (Sec. IV)
O Verbo tomou de Maria a nossa condição humana

O Verbo de Deus veio para socorrer a descendência de Abraão, como afirma o Apóstolo, e por isso devia tornar-Se semelhante em tudo aos seus irmãos e assumir um corpo semelhante ao nosso.

É para isso que Maria está verdadeiramente presente neste mistério; foi d’Ela que o Verbo assumiu como próprio aquele corpo que havia de oferecer por nós. A Sagrada Escritura recorda este nascimento e diz: Envolveu-O em panos; além disso, proclama ditosos os peitos que amamentaram o Senhor e fala também do sacrifício oferecido pelo nascimento deste Primogênito.

O anjo Gabriel tinha anunciado esta concepção com toda a precisão e prudência; não lhe disse: «O que há-de nascer em ti», como se tratasse de algo extrínseco, mas de ti, para indicar que o fruto deste nascimento procedia realmente de Maria.

O Verbo, ao tomar a nossa condição humana e ao oferecê-la em sacrifício, assumiu-a na sua totalidade, para nos revestir depois a nós da sua condição divina, segundo as palavras do Apóstolo: É preciso que este corpo corruptível se revista de incorruptibilidade e que este corpo mortal se revista de imortalidade.

Estas coisas não se realizaram de maneira fictícia, como disseram alguns. Longe de nós tal pensamento! O nosso Salvador foi verdadeiramente homem e assim alcançou a salvação do homem na sua totalidade. Não se trata de uma salvação fictícia, nem se limita a salvar o corpo: o Verbo de Deus realizou a salvação do homem todo, isto é, do corpo e da alma.

Portanto, era verdadeiramente humana a natureza do que nasceu de Maria, segundo as divinas escrituras; era verdadeiramente humano o corpo do Senhor. Verdadeiramente humano, quero dizer, um corpo igual ao nosso. Maria é, de fato, nossa irmã, porque todos descendemos de Adão.

O que João afirma ao dizer: O Verbo Se fez homem, tem um significado semelhante ao que se encontra numa expressão paralela de São Paulo quando diz: Cristo fez-Se maldição por nós. Pela união e comunhão com o Verbo, o corpo humano recebeu um enriquecimento admirável: era mortal e passou a ser imortal, era animal e converteu-se em espiritual, era terreno e transpôs as portas do Céu.

Por outro lado, a Trindade, mesmo depois da encarnação do Verbo em Maria, continua a ser a mesma Trindade, sem aumento nem diminuição, permanecendo sempre na sua perfeição absoluta. E assim se proclama na Igreja: a Trindade numa única divindade; um só Deus, no Pai e no Verbo.


Fonte: Liturgia das Horas

02 São Martinho da Ascensão
02/01/2017

Mártir no Japão. Sacerdote da Ordem Primeira (1567-1597). Canonizado por Pio IX a 08 de junho de 1862.

A 05 de fevereiro de 1597, em Nagazaki, morreram crucificados seis religiosos Frades Menores e dezessete terciários franciscanos. Era o final de um longo calvário, que se alastrou por cidades e regiões, entre suplícios de todo gênero, acolhimentos triunfais por parte dos cristãos e pagãos. Apesar da natureza da perseguição contra a Igreja, desencadeada pela instigação dos bonzos, não se fechou a época da assombrosa difusão do cristianismo no Japão.

Martinho da Ascenção nasceu da família Loinez de Beasáin, perto de Pamplona (Espanha) em 1567. Aos quinze anos foi enviado por sua família a Alcalá para estudar filosofia e teologia. Mas em 1585, pediu para ser admitido na Ordem dos Frades Menores no convento de Augnon. Feita a profissão solene, no ano seguinte foi enviado ao convento de São Bernardino de Madri, onde viveu exemplarmente entre penitências e mortificações. Ordenado sacerdote, solicitou ir para as missões e, do convento de S. Ângelo de Alcalá, foi enviado para o México (1590), onde ensinou filosofia e teologia no convento de Churubusco. Logo foi enviado para as Filipinas, lecionando em Luzón. Em 1595, Frei Martinho, junto com seu aluno Francisco Blanco, foi enviado para as missões no Japão.

Em Meaco, perto de Osaka, exerceu o ofício de guardião e desempenhou grande atividade apostólica. Ao fim do mesmo ano desencadeou grande atividade apostólica. Ao fim do mesmo desencadeou a perseguição e Martinho foi arrastado com três terciários franciscanos: Joaquim Saccakibara, Tomás e Antônio Kosaki, respectivamente de 15 e 13 anos.

Com os Jesuítas Santiago Kisai, Paulo Miki e João Soan de Goto foram levados a Meaco, onde outros cristãos já se encontravam presos. Cortaram-lhes a orelha esquerda e logo foram expostos às zombarias do povo das cidades por onde passavam a caminho de Nagazaki. Ali foram crucificados com outros 25 companheiros. Morreu rezando o salmo 116, “Louvai o Senhor todos os povos”.

 

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Fr. Giuliano Ferreni, OFM. Fr. José guilhermo Ramírez, OFM.  Editorial Franciscana

03 Santíssimo Nome de Jesus
03/01/2017

Embora venerado desde os primeiros tempos na Igreja, o Nome de Jesus só na Idade Média, a partir do século XIV, começou a ter culto litúrgico, tendo sido os franciscanos quem mais contribuiu para a difusão dessa devoção piedosa. E em 1530, o papa Clemente VII autorizou esse culto, com missa e ofício divino, na Ordem Franciscana.

São Francisco, conforme referem os seus biógrafos e ele mesmo dá a entender no Testamento, manifestava uma especial ternura para com o nome de Jesus. Era tal o seu respeito, que se encontrava algum pedaço de papel com esse nome escrito, logo o recolhia, para que ninguém, mesmo sem querer, o calcasse aos pés. E recomendava aos irmãos que fizessem o mesmo. Quando pronunciava esse nome, sentia-se invadido duma tal doçura, que parava um pouco para a saborear.

O mais ardente propagandista da devoção ao nome de Jesus foi São Bernardino de Sena, que por meio dessa devoção conseguiu converter muita gente à vida evangélica, despertar a fé e desenraizar vícios. Pioneiro dos modernos meios áudio-visuais, difundia e expunha à veneração dos fiéis um monograma com o nome de Jesus. Sendo acusado de heresia perante o papa Martinho V, acorreu em defesa do seu mestre outro grande pregador franciscano, São João de Capistrano, em controvérsia pública foi reconhecida pelo papa a ortodoxia de São Bernardino e confirmada a conveniência de tal devoção. Organizou-se então uma solene procissão por várias ruas de Roma – autêntica apoteose do Nome de Jesus.

A frente dum exército cristão, em Belgrado, São João de Capistrano, invocando o Nome de Jesus, derrotou e pôs em fuga as hostes muçulmanas. São Tiago da Marca, invocando o mesmo Nome, curava enfermos, expulsava demônios e realizava milagres. São Leonardo de Porto Maurício, os Beatos Alberto de Sarteno, Bernardino de Féltria, Mateus de Agrigento, Marcos Fantuzzi de Bolonha e muitos outros, foram apóstolos entusiastas desta devoção.

“Nome de Jesus, Nome glorioso que está acima de todos os nomes, alegria e gozo de anjos e santos, em ti repousa a esperança da graça e a confiança da glória. Nome dulcíssimo, em ti tem origem a renovação da vida e o perdão dos pecados. Tu enches as almas de delícias celestiais e afasta-las das vaidades do mundo. Nome cheio de graça, por ti os nossos olhos contemplam a profundidade dos milagres, os nossos corações se inflamam de santo amor, recobram forças para a luta e afugentam os perigos. Nome glorioso, nome admirável, nome delicioso e digno de toda a nossa veneração, nome dulcíssimo de Jesus, nosso Rei! Com a abundância das tuas graças consegues levantar-nos acima da baixeza da nossa terra miserável e elevar-nos até às alturas divinas. Concede-nos, ó Jesus, que todos quanto se consagram ao teu Nome, nele encontrem a salvação e a glória. Amém.” (São Bernardino de Sena).  

 

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Fr. Giuliano Ferreni, OFM. Fr. José guilhermo Ramírez, OFM.  Editorial Franciscana

04 Santa Ângela de Foligno
04/01/2017

Viúva, mística da Terceira Ordem (1248-1309). Clemente XI, no dia 7 de maio de 1701, concedeu em sua honra ofício e missa.


Ângela de Foligno é uma grande mística, da envergadura de Santa Catarina de Sena, Santa Teresa de Ávila, Santa Catarina de Génova e Santa Gema Galgáni.

Oriunda de família nobre, embora na juventude se tenha deixado seduzir pelo espírito mundano e prestado culto à vaidade feminina, veio a ser uma esposa e mãe exemplar. Quando, passado pouco tempo, se viu privada de toda a família, renunciou a todos os bens terrenos e ingressou na ordem terceira da penitência, fundada por São Francisco. A conversão ocorreu em 1285. Fez uma confissão geral perante o Padre Arnaldo ou Adão de Foligno, que desde essa altura foi o seu diretor espiritual e confidente. Dedicou o resto da vida à penitência e à caridade fraterna, que chegava ao heroísmo na assistência a leprosos. A sua doutrina, e sobretudo o seu exemplo, atraíram em redor dela um grupo de espíritos religiosos, entre os quais o célebre Fr. Ubertino de Casal.

Em 1292, como resultado duma peregrinação a Assis, dá uma nova e radical orientação à vida, distribuindo-a entre a penitência, a contemplação e a caridade para com outras mulheres que a ela se confiam como mestra espiritual. Viu-se então que Deus a escolhera para nela derramar o seu amor e lhe confiar revelações sublimes sobre os seus mistérios. Obedecendo à inspiração divina, sentiu-se obrigada a confidenciar ao seu confessor as visões e revelações que tinha, elementos da mais requintada mística cristã e franciscana. Dedicava especial predileção aos mistérios de Jesus a sofrer na cruz e ao sacrifício eucarístico. “O livro das admiráveis visões e consolações” é um tratado completo de teologia e mística. Apesar de nunca ter feito estudos teológicos, Ângela foi homenageada como “mestra de teólogos”. A sua sabedoria não era fruto de estudos, mas apenas de inspiração divina. Deus mostra uma predileção especial por ela, e Cristo não cessa de lhe falar. Para ela nada existe senão Cristo, por quem ela se imola e se consome.

Voou para o Céu a 3 de janeiro de 1309, e o seu corpo foi sepultado na igreja de São Francisco da sua cidade natal. No livro das suas visões, escrito por Fr. Arnaldo, Ângela continua viva e palpitante no meio de nós, a repetir-nos “que toda a gente pode e deve amar a Deus, em quem se encontra a plena felicidade. Deus não nos pede senão amor, ele que é o verdadeiro amor das almas”.

 

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Fr. Giuliano Ferreni, OFM. Fr. José guilhermo Ramírez, OFM.  Editorial Franciscana

 

Seu túmulo foi cenário de muitos prodígios e graças. Assim, a atribuição de sua santidade aconteceu naturalmente, àquela que os devotos consideram como a padroeira das viúvas e protetora da morte prematura das crianças. Foi o Papa Clemente XI que reconheceu seu culto, em 1707. Porém ela já tinha sido descrita como Santa por vários outros pontífices, à exemplo de Paulo III em 1547 e Inocente XII em 1693. Mais recentemente o Papa Pio XI a mencionou também como Santa em uma carta datada de 1927.

05 Beato Rogério de Todi
05/01/2017

Sacerdote. Discípulo de São Francisco, da Primeira Ordem (+1237). Aprovou  o seu culto Bento XIV em 24 de abril de 1751.

A primeira Clarissa a ser honrada com culto público não foi Santa Clara, mas a Beata Felipa Mareri, morta em 1236, quando Santa Clara todavia, vivia em São Damião de Assis. Ao nome e à vida da Beata Felipa, está ligada a vida e a figura do Beato Rogério, de Todi, na Úmbria. Ele conheceu pessoalmente São Francisco e foi um de seus primeiríssimos seguidores, junto com Bernardo de Quintavale, Gil, Leão, Silvestre.

Rogério de Tódi foi um dos primeiros companheiros e seguidores de São Francisco, cujo exemplo São Francisco costumava definir o irmão ideal por ele sonhado. O verdadeiro frade menor deve ter a fé de Fr. Bernardo, a simplicidade e pureza de Fr. Leão, a afabilidade de Fr. Ângelo, o garbo de Fr. Masseu, a paciência de Fr. Junípero, a solicitude de Fr. Lucílio e a caridade de Fr. Rogério.

Tendo em conta a sua sensatez, aliada a um ardente fervor missionário, São Francisco enviou-o à Espanha para lançar nessa península os alicerces da ordem franciscana. Aí acolheu muitos pretendentes à nova forma de vida, erigiu conventos, que organizou como província religiosa. Uma vez cumprida essa missão de organizar, regressou à Itália. São Francisco confiou-lhe então a direção espiritual do mosteiro das clarissas fundado pela Beata Filipa Maréri, depois dessa mulher, duma atividade excepicional e quase desconcertante, ter optado por uma vida mais tranqüila, num eremitério rural, como penitente e guia de outras penitentes.

Seguindo a prudente orientação do franciscano Rogério, essa comunidade de Filipa Maréri, que a princípio não apresentava uma característica bem definida, veio a adotar a Regra da II segunda ordem franciscana, que o próprio São Francisco sugeria para Santa Clara e suas irmãs, e já começava a produzir copiosos frutos espirituais. Vinculada ao franciscano de Tódi por uma afetuosa devoção, Filipa progrediu imenso na perfeição. E quando sentiu a proximidade da morte, pediu para ele lhe assistir e a confortar. E no elogio fúnebre, foi por ele proclamada e invocada com uma santa.

Rogério pouco tempo sobreviveu à sua filha espiritual. Regressou a Tódi, onde a sua santidade começava a traduzir-se em milagres. Meditava com frequência no nascimento de Jesus, que lhe aparecia em forma de criança, deixando-se receber e acarinhar nos seus braços. Uma paralítica, depois de receber a sua bênção, voltou a poder andar. Uma doente mental, que se descontrolava e descompunha, ficou perfeitamente curada ao simples contado da sua mão. A 5 de janeiro de 1237 chamou Deus ao prêmio eterno esse seu servo bom e fiel. Foi beatificado por Gregório IX, que o conheceu pessoalmente.

 

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Fr. Giuliano Ferreni, OFM. Fr. José guilhermo Ramírez, OFM.  Editorial Franciscana

06 São Carlos de Sécia
06/01/2017

Religioso da Primeira Ordem (1613-1670). Canonizado por João XXIII, em 12 de abril de 1959.

Chama-se João Carlos Melchior. Nasceu em Sécia (Sezze Romano), na Lázio, a 19 de outubro de 1613 e aí passou a sua juventude. Fez-se frade menor aos 22 anos. Viveu em vários conventos da Lázio, permanecendo sempre irmão não clérigo, servindo como esmoler, hortelão, cozinheiro e sacristão. Desejou ser missionário na Índia, mas não chegou a partir. Os últimos anos foram passados em São Francisco de Ripa. Era irmão mais humilde, mas o primeiro na obediência, na castidade e na pobreza.

Partilhou com os outros a alegria franciscana através da poesia popular, com muita sensibilidade e estilo popular da Lázio. Como poeta que exprimia a plenitude do amor divino, pode-se considerar herdeiro de Jacopone de Todi. Como “escritor sem letras”, como a si mesmo se designava, escreveu muitas obras, nem todas as publicadas. Entre as que estão publicadas, contam-se: “As três vias”, O semana sagrada”, “Os discursos sobre a vida de Jesus” e a sua “Autobiografia” que escreveu em obediência ao seu confessor.

Em outubro de 1648, enquanto orava na igreja de São José de Capo Le Gase, o seu coração foi traspassado por um dardo de luz vindo da Sagrada Hóstia, que o marcou com uma chaga para toda a vida. A chama do amor de Deus e dos irmãos elevou-o a uma alta sabedoria. Foi objetivo de sua vida oferecer-se a Deus em holocausto puro e perfeito, na humildade, na penitência, na devoção ardente à Paixão de Cristo, à Eucaristia e à Virgem Imaculada. Deus reservou-lhe dons extraordinários: visões e revelações, conhecimento das verdades teológicas e ascéticas e um amor ardente. O segredo da sua santidade esteve na oração e na penitência austera, no esforço permanente de viver unido a Jesus na paixão e na morte redentora.

Durante muitos anos, na sua qualidade de esmoler, andando de porta em porta, por Roma, procurando almas, anunciou-lhes a mensagem alegre do Evangelho, levando-as ao caminho de Deus. Faleceu a 6 de janeiro de 1670.

 

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Fr. Giuliano Ferreni, OFM. Fr. José guilhermo Ramírez, OFM.  Editorial Franciscana

07 Bem-aventurado Mateus de Agrigento
07/01/2017

Bispo da Primeira Ordem (1380-1451). O seu culto foi aprovado por Clemente XIII em em 22 de fevereiro de 1767.

Mateus de Gallo Cimarra, de pais espanhóis, nasceu em Agrigento (Sicília), no mesmo ano que São Bernardino de Sena: 1380. Iniciado pela mãe nas virtudes cristãs da fé, bondade, pureza e temor de Deus, o jovem correspondeu generosamente aos desvelos maternos. Aos 18 anos ingressou na ordem franciscana. Na Espanha doutorou-se em filosofia e teologia; foi ordenado sacerdote em 1403; e durante quatro anos lecionou aos irmãos.

Quando São Bernardino de Sena iniciava na Itália seu apostolado, Mateus foi ter com ele, e por ele foi acolhido como companheiro de pregação. Trabalharam juntos durante uns 15 anos na difusão do culto do SS. Nome de Jesus e da devoção à Virgem Maria, empenhando-se ainda em restituir à ordem franciscana o ideal primitivo. Edificou muitos conventos e centros de espiritualidade franciscana. Em 1443 foi eleito ministro provincial da Sicília, onde já havia 50 conventos, 38 dos quais dedicados a Santa Maria de Jesus.

Entusiasmado com a devoção ao Nome de Jesus, percorreu toda a Sicília a pregar o evangelho, a recordar aos sacerdotes a sua dignidade, a reavivar a fé do povo, a converter os pecadores – e Deus corrobava com milagres a sua pregação. Foi mestre e artífice de Santos, que foram também seus colaboradores, como os Beatos João de Palermo, Cristovão Giudici, Gandolfo de Agrigento, Arcângelo de Calatafimi, Lourenço de Palermo, e São Eustóquia de Messina.

São Bernardino de Sena fora acusado de heresia perante o papa Martinho V por pregar o culto ao nome de Jesus. O Beato Mateus, com São João de Capistrano, defenderam com energia o grande mestre, e venceram a causa.

Nomeado bispo de Agrigento por Eugênio IV, desenvolveu uma intensa atividade pastoral: reformou o rebanho, extirpou os abusos, restaurou a disciplina, destinou aos pobres as avultadas rendas da diocese, combateu a simonia. Foi injustamente acusado ao papa Eugênio IV, que o chamou e ouviu, e o declarou inocente. Após três anos de episcopado, renunciou à diocese e alcançou do papa autorização para regressar ao convento de Santa Maria de Jesus de Palermo. Aí viveu os últimos anos em silêncio e oração, dando exemplo admiráveis virtudes. A 7 de janeiro de 1451, com 71 anos, passou ao descanso eterno. A sua sepultura tornou-se célebre por freqüentes milagres.

 

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Fr. Giuliano Ferreni, OFM. Fr. José guilhermo Ramírez, OFM.  Editorial Franciscana

08 São Francisco Branco
08/01/2017

Mártir no Japão, sacerdote da Primeira Ordem (1567-1597). Canonizado por Pio IX, em 8 de junho de 1862. Celebração litúrgica a 5 de Fevereiro.

No dia 5 de fevereiro de 1597 morreu crucificado em Nagasáki, juntamente com 22 companheiros. Natural de Monterrey, na região da Galiza (Espanha), foi pelos pais enviado para a universidade de Salamanca, onde sobressaiu pela inteligência e pela candura.

Ainda muito jovem, abandonou tudo para se fazer irmão menor na província de Santiago de Compostela. No convento era por todos visto como um anjo de piedade e de inocência. Atingiu tão elevado grau de perfeição seráfica, que quando os irmãos, mais tarde, tiveram notícia do seu martírio, comentaram que ele tinha conquistado três coroas: a do martírio, a da santidade e a da inocência.

Do P. Ortiz, que já encaminhara para as missões das Filipinas 16 religiosos franciscanos, obteve o consentimento para se associar à expedição, embora na altura fosse apenas diácono. Foi ordenado sacerdote durante a permanência dos missionários no México. Terminados os estudos teológicos em Manila, tendo por mestre São Martinho da Ascensão, viajou para o Japão, onde o Senhor lhe reservava a palma do martírio.

Preso a 9 de dezembro em Osaca, foi levado com vários companheiros a Meaco, onde a 2 de janeiro a todos cortaram as orelhas esquerdas. Daí foram levados numa carroça, e expostos à irrisão de toda gente, até Nagasáki, onde foram crucificados a 5 de fevereiro de 1597.

 

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Fr. Giuliano Ferreni, OFM. Fr. José guilhermo Ramírez, OFM.  Editorial Franciscana

09 São Felipe de Jesus
09/01/2017

Mártir no Japão. Clérigo da Primeira Ordem (1574-1597). Canonizado por Pio IX em 08 de junho de 1862.

 

Filipe de Jesus, nascido no México, era filho de Afonso Las Casas e Maria Martínez. Jovem de caráter fogoso, indisciplinado, indócil e brigão, disse um dia a mãe: “Ando a pensar em me fazer franciscano”. A mãe respondeu com uma gargalhada. “Não te rias – continuou o filho –; não tardará muito a veres-me vestido com o hábito franciscano”. Nesse mesmo ano entrou para o noviciado; porém passados poucos meses, regressou a casa. Os pais mandaram-no então para Manila, nas Filipinas, para se dedicar ao comércio. No seu estilo de vida doidivanas e esbanjador, conquistou muitos amigos; mas depressa perdeu a todos, quando se viu na miséria , sem um centavo. Essa circunstância levou-o a mudar de vida, e a pedir aos frades menores que o admitissem de novo na ordem. Conseguido esse intento, dedicou-se à oração, à penitência e à intimidade com Deus, numa vida edificante.

Os seus pais, que andavam a par de todas as peripécias do filho, pediram aos superiores que autorizassem Filipe a regressar ao México, a fim de terminar os estudos eclesiásticos e ser ordenado sacerdote. O pedido foi aceito, e ele embarcou em Manila, de regressou à pátria. Durante a viagem viu, do lado do Japão, formar-se uma cruz, inicialmente branca e rodeada dum clarão de luz, que pouco depois mudou de cor para vermelha, e em seguida foi ocultada por uma nuvem. Filipe teve então o pressentimento: “É esta a cruz que o Senhor me reserva no Japão”. Não tardou a desencadear-se uma furiosa tempestade que obrigou o capitão do navio a demandar um porto de abrigo no arquipélago japonês. Mas a nave foi capturada, e os passageiros feitos prisioneiros. Filipe foi enviado para o convento de Osaca. Daí o enviou São Pedro Batista para Meaco, a fim de ele se preparar para o sacerdócio, mas o Senhor iria coroá-lo antes com a palma do martírio. Em companhia de vários confrades e outros irmãos terceiros, foi preso e condenado à morte de cruz na colina de Nagasáki. Contava 23 anos. O México escolheu-o como padroeiro.

 

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Fr. Giuliano Ferreni, OFM. Fr. José guilhermo Ramírez, OFM.  Editorial Franciscana

10 Bem-aventurado Gil de Lorenzana
10/01/2017

Eremita da Primeira Ordem (1443-1518). Aprouvou-lhe o culto Leão XIII em 24 de junho de 1880.

Gil nasceu em Lorenzana em 1443. Seus pais lhe formaram piedosamente. Desde jovem, sentiu-se atraído pela vida eremítica. Com oferendas recolhidas de esmolas, construiu um oratório dedicado a Santo Antônio de Pádua, onde passava longas horas em fervorosa oração, absorvido em profunda contemplação. O povo admirava suas virtudes e o tinha como a um santo.

Para fugir da veneração, o piedoso ermitão fez sua morada um pouco mais longe de Lorenzana, junto ao pequeno santuário de “Santa Maria do Céu”, onde o silêncio da solidão era a mais agradável permanência para uma alma sedenta unicamente de Deus. Ali renovou a vida dos antigos anacoretas: silêncio, trabalho, oração. Contentava-se com poucas horas de repouso sobre um duro estrado de arame. Os sentidos eram refreados e a alma alcançava o mais alto auge da contemplação. Mas, também esse eremitério era o lugar de frequentes peregrinações que perturbavam sua solidão. Decidiu então deixar este santuário e trabalhar colaborando com um colono que vivia junto ao convento franciscano de Lorenzana. Mais tarde, pediu e obteve o hábito franciscano, na qualidade de irmão. Sua norma de vida foi austera: cilícios e flagelos martirizavam seu corpo e seu alimento era um pouco de pão. Sua alma tinha o ardente desejo do céu, tinha frequentes arrebatamentos. Por algum tempo foi enviado ao convento de Potenza, onde conservou a mesma norma de vida.

O conde Carlos de Guevara viu um dia uma pomba pousar em sua cabeça, enquanto estava em êxtase. A uma mulher, que chorava pela longa ausência do marido, Gil lhe predisse o regresso. Uma senhora Masella Blasi de Lorenzana se curou completamente com o sinal da cruz feito em sua fronte pelo servo de Deus.

Era atormentado por espíritos malignos que o jogavam contra o chão. Às vezes os confrades ouviam os ruídos dessa insídia. Uma grave enfermidade o fez decair em pouco tempo. No leito de morte deu edificante exemplo aos confrades. Com grande devoção recebeu os últimos sacramentos. Morreu em 10 de janeiro de 1518, com 75 anos de idade. Deus o glorificou com numerosos milagres.

 

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Fr. Giuliano Ferreni, OFM. Fr. José guilhermo Ramírez, OFM.  Editorial Franciscana

11 Santo Tomás de Córi
11/01/2017

Sacerdote da Primeira Ordem (1655-1729). Canonizado por João Paulo II no dia 21 de novembro de 1999.

Francisco Antonio Placidi, assim foi batizado ao nascer em 04 de junho de 1655, na cidade de Cori, Itália. Tornou-se órfão dos pais aos catorze anos de idade, e, assim jovem, responsável pela família. Aos vinte e dois, com as duas irmãs bem encaminhadas e casadas dentro dos preceitos cristãos, ele entrou para a Ordem dos Frades Menores, no convento de Orvieto em 1677, tomando o nome de Frei Tomás.

Após cinco anos foi consagrado sacerdote, logo assumindo a condição de pregador na diocese em Subiaco, onde exerceu seu apostolado. Considerado grande professor de santidade, exímio diretor espiritual e incansável confessor, iniciava essa tarefa pela manhã terminando só à noite.

Frei Tomás de Cori foi imagem viva do Bom Pastor. Como guia amoroso, soube conduzir para as pastagens da fé os irmãos confiados aos seus cuidados, animado sempre pelo ideal franciscano.

No convento demonstrava o seu espírito de caridade, fazendo-se disponível a qualquer exigência, mesmo a mais humilde, sendo especialmente solicitado para atender os que estavam enfermos nos leitos. Ele, que durante quarenta anos, conviveu com uma ferida na perna, sem que fizesse uma única queixa ou fosse um motivo de impedimento para o exercício de suas funções e apostolado.

Como autêntico discípulo do Pobrezinho de Assis, Tomás de Cori foi obediente a Cristo. Meditou e encarnou na sua existência a exigência evangélica da pobreza e do dom de si a Deus e ao próximo. Contemplado pelo Espírito Santo com muitos dons, como o do conselho, cura, graças e prodígios, foi durante sua vida religiosa, “visitado” muitas vezes na Santa Missa, pelo Menino Jesus, a Virgem Maria e por São Francisco de Assis.

Entretanto seu nome está ligado à grande obra dos “Retiros” da Ordem Franciscana. Seguindo o exemplo do beato Boaventura de Barcelona, fundou os “retiros” de sua Ordem em Civetela e Palombara Sabina, ambos na Itália. As rígidas regras para as orações e vida religiosa se estenderam para todos os “Retiros” da sua Ordem em 1756, e se mantém até hoje na íntegra com a sua assinatura. Eles também serviram de base para os “retiros” de outras Ordens religiosas.

Toda a vida de Tomas de Cori se mostrou assim como sinal do Evangelho, testemunho do amor do Pai celeste, revelado em Cristo e operante no Espírito Santo, para a salvação do mundo. Ele que morreu no dia 11 de janeiro de 1729, foi beatificado em 1786 e canonizado pelo papa João Paulo II em 1999.

 

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Fr. Giuliano Ferreni, OFM. Fr. José guilhermo Ramírez, OFM.  Editorial Franciscana

12 Santo Bernardo de Corleone - Capuchinho
12/01/2017

Religioso da Primeira Ordem (1605-1667). Beatificado por Clemente XII no dia 15 de março de 1768 (Decreto de canonização julho 1/2000).

 

Bernardo nasceu na pequena cidade de Corleone, na Sicília, Itália, aos 6 de fevereiro de 1605 e recebeu o nome de Filipe Latino ao sper batizado. Seus pais tinham cinco filhos, e eram bastante respeitados por todos, pelos princípios rígidos morais e de cristandade, com um dos filhos sacerdote. Consta que seu pai era um sapateiro e curtidor de peles, muito justo, bondoso e caridoso, que acolhia em sua casa os necessitados, dando-lhes condições de banharem-se para depois alimentá-los e vesti-los. Foi nesse ambiente que o jovem Filipe, alto forte e de caráter violento, amante das lutas e armas, se desenvolveu.

Certo dia, ele foi provocado por um rapaz e num momento de ira, bruscamente com a espada arrancou o braço do agressor. Nesse momento, nasceu um novo homem que arrependido pediu perdão ao rapaz, atitude que foi aceita. Depois disso, os dois se tornaram amigos. Desde então modificou sua personalidade encontrando na vida religiosa sua verdadeira vocação, conforme a vontade de Deus, como disse até o momento de sua morte.

Ele deixou sua cidade natal e ingressou para o noviciado no convento de Caltanissetta em Palermo. Alí abraçou plenamente seu novo caminho tornando-se irmão leigo da Ordem terceira dos frades menores capuchinhos, no dia 13 de dezembro de 1631, adotando o nome de frei Bernardo.

Trabalhando como cozinheiro, viveu no mosteiro uma existência simples e humilde. Mas além dessa função, Bernardo se dedicava aos doentes como enfermeiro e tratava inclusive dos animais enfermos, pois na sua época eles eram muito úteis para a sobrevivência das famílias. Bernardo enriquecia ainda mais sua vida espiritual, fazendo penitências, mortificações e longos períodos de orações para o bem da comunidade, demonstrando assim sua personalidade forte, agora impregnada de um profundo amor por toda a humanidade.

Ele desenvolveu, uma forte paixão pela Eucaristia, que recebia todos dias. Quando se encontrava diante do Sacrário, concentrado em oração, o tempo, para ele, deixava de existir e não raro as pessoas se comoviam com a pureza de sua atitude. Além disso, ajudava o sacristão em suas tarefas diárias, para ficar ainda mais perto de Jesus Eucarístico.

Bernardo era muito solidário com seus companheiros frades e com toda a comunidade. Assim, quando ocorria uma catástrofe na cidade, como um terremoto ou furacão, típicos da região, Bernardo ajoelhava-se orando em penitência diante do Sacrário dizendo essas palavras: “Senhor, desejo essa graça!”. O resultado sempre era favorável, pois as calamidades cessavam, poupando uma desgraça maior.

A sua simplicidade se assemelhava aos primeiros e genuínos capuchinhos, nostálgico das origens e fascinado pela experiência da vida de ermitão. Um grande júbilo acompanhava esta sua devoção mariana, cheia de calor, fantasia e festividade, de fato contagiante. O seu amor a Nossa Senhora era incontestável e sublime.

Bernardo, comovia não só por sua extraordinária penitência. Mas porque tinha grande delicadeza e doçura na atenção para com os outros, uma alegria e plenitude de vida que impressionava. Aos frades forasteiros fazia festa, para os pobres estava sempre disponível e para os doentes tinha um coração materno. Assistir-lhes e servir-lhes era a sua felicidade.

Após trinta e cinco anos de vida religiosa, faleceu no dia 12 de janeiro de 1667, em Palermo, onde seus restos mortais repousam na igreja dos Capuchinhos, dessa cidade na Sicília, Itália. Tinha 62 anos de idade. O Papa Clemente XIII o elevou ao altar da Igreja como Beato em 1768. Mais tarde, o Papa João Paulo II declarou Santo Frei Bernardo de Corleone em 2001.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.

13 São Francisco de São Miguel
13/01/2017
Mártir no Japão, religioso da Primeira Ordem (1543-1597). Canonizado por Pio IX em 8 de junho de 1862.

Nasceu na Diocese de Palência, na Espanha, em 1543, de uma família profundamente religiosa. Desde pequeno se distinguiu pela piedade, modéstia, pureza e amor à oração.

Em 1556 vestiu o hábito de São Francisco, na Ordem dos Frades Menores. Em sua humildade preferiu ser irmão, feliz de poder se dedicar aos serviços da casa, exercendo-os com alegria.

Desejoso de maior austeridade, pediu para ser admitido na Província de São José, fundado pelo asceta São Pedro de Alcântara. Teve uma grande sede do martírio e de dedicar sua vida à obra da evangelização. Foi designado como companheiro de São Pedro Batista para a viagem ao México e Filipinas. Na sua última missão, mesmo não sendo sacerdote, recebeu a tarefa de pregar o evangelho na Província das Ilhas Canárias, onde pela palavra, confirmou grandes prodígios, desencadeando inúmeras conversões.

No Japão, trabalhou muito pela conversão dos japoneses. Em 9 de dezembro de 1596 foi detido em Osaka e mudado para Meaco, onde teve a sua orelha esquerda cortada. Junto com os seus companheiros em Nagasaki, foi crucificado. Tinha 54 anos de idade. A execução do martírio foi presenciado por inúmeros cristãos e marinheiros portugueses.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
14 Bem-aventurado Odorico de Pordenone
14/01/2017
Sacerdote missionário da Primeira Ordem (1265-1331). Seu culto foi aprovado por Bento XIV em 2 de julho de 1775.

Nascido em Villanova de Pordenone, Odorico foi um tipo de Marco Pólo, de hábito, viajando em benefício das almas. Antes de pedir permissão para ir ao Oriente como missionário, havia levado uma vida eremítica. Humilde e penitente, foi rigoroso e silencioso. Vestia uma túnica marrom, caminhava descalço e se alimentava de pão e água, preparado para a sua missão.

Sua viagem foi difícil e longa, durando 33 anos. Chegou na Armênia, atravessando a Pérsia e em Ormuz embarcou novamente para chegar na Índia. Ali conheceu as relíquias de quatro franciscanos martirizados. Finalmente chegou a Zaiton, no sul da China. Nesse lugar, Frei Odorico sentiu-se em casa. Fazia quase um século que os Irmãos Menores não tinham ido ao Oriente.

Odorico realizou mais de vinte mil batizados, porém, o velho arcebispo quis que o frade regressasse à Itália para contar ao Papa a situação do Oriente e para pedir novos missionários para a extensa diocese. Odorico se pôs a caminho por terra e em dois anos estava de regresso a Veneza, indo de imediato ao Papa am Avignon, mas em Pisa ficou doente gravemente.

No Convento de Pádua, falou ao seu confrade a respeito da sua viagem e as atividades dos missionários franciscanos no Extremo Oriente, que deveria ser dito ao Papa. Odorico veio a falecer no Convento de Udine, em 14 de janeiro de 1331, com 66 anos de idade. Outros franciscanos missionários partiram para Kambalik para prosseguir a obra apostólica iniciada e desenvolvida pelos invictos pioneiros do Evangelho.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
15 Beato Marcelo Espínola e Mestre
15/01/2017
Cardeal-arcebispo de Sevilha, da Terceira Ordem (1835-1906). Foi co-fundador das Escravas do Divino Coração e beatificado por João Paulo II em 29 de março de 1987.

“O arcebispo mendigo” era assim chamado pelo seu amor franciscano à pobreza e pela caridade inesgotável para com os pobres. Nasceu de nobre família, em São Fernando. Seguiu os ensinamentos de seu pai, doutorando-se em jurisprudência. Em Huelva abriu um escritório para atender gratuitamente os pobres. Deixando a profissão de advogado, entrou no Seminário de Sevilha e recebeu a ordenação sacerdotal em 1864.

Como capelão e logo depois como pároco, demonstrou um grande zelo pastoral, dedicando-se maior parte do tempo no ministério da reconciliação. Foi nomeado em 1879, cônego da catedral de Sevilha e mais tarde bispo auxiliar da mesma arquidiocese. Promovido bispo de Coria-Cáceres em 1884, desenvolveu intenso apostolado, visitando as áreas mais pobres da Espanha.

Transferiu-se para a diocese de Málaga e dez anos mais tarde tornou-se arcebispo de Sevilha. Pio X o fez cardeal em 1905. Morreu em Sevilha aos 71 anos de idade. Distinguiu-se por seu zelo infatigável pela salvação das almas, espírito de oração, intensa mortificação e sua atitude paternal para com os sofredores e marginalizados.

De caráter sensível, humilde, alegre, foi um verdadeiro franciscano, profundo imitador de Cristo. Dele se pode dizer: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu, me enviou a anunciar aos pobres a boa nova, curar os corações aflitos” (Lc 4,18).

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
16 Santos Berardo, Pedro, Acursio, Adjuto e Oton
16/01/2017

Mártires em Marrocos (+1220). Canonizados por Sixto IV em 7 de agosto de 1481.

Berardo, sacerdote da Primeira Ordem, foi ótimo pregador e conhecedor da língua árabe, e seus companheiros Pedro e Oto foram sacerdotes, enquanto Acursio e Adjuto, clérigos. Todos deram a vida por Cristo em Marrakesch, em 16 de janeiro de 1220.

O bem-aventurado Francisco, movido pela inspiração divina, escolheu seis de seus filhos e os enviou a pregar a fé católica entre os infiéis. Puseram-se a caminho pela Espanha e chegando ao reino de Aragão, Frei Vidal ficou doente, os cinco dispuseram a levar avante o trabalho. Foram a Coimbra e dali para Sevilha.

Um dia, confortados espiritualmente saíram com o propósito de visitar a mesquita principal, mas os sarracenos os impediram, empurrando-os com força, gritos e golpes. Foram depois conduzidos ao palácio do soberano, diante do qual disseram ser os mensageiros do Rei dos reis, Cristo Jesus. Fizeram uma exposição das principais verdades da fé católica e animaram os ouvintes a se batizarem. O rei, enfurecido por essa ousadia, mandou que fossem decapitados imediatamente. Mas o Conselho presente ali, sugeriu ao rei que suspendesse a sentença, mandando-os irem a Marrocos em conformidade com o desejo deles. Em Marrocos, sem perderem tempo, pregaram o evangelho. A notícia chegou até o Sultão que pediu a prisão deles.

Aí permaneceram vinte dias sem comida nem bebida, confortados apenas com a refeição espiritual. Acabado o tempo da reclusão, depois de interrogados, seguiram firmes na decisão de continuar na fidelidade à religião católica. Encolerizado, o Sultão mandou que fossem açoitados e separados uns dos outros em diversas prisões e submetidos às grandes torturas. Os policiais, após algemar os santos homens, ataram seus pés e com cordas ao redor do pescoço, arrastaram-nos com tanta violência, que quase saíram suas entranhas pelas feridas abertas em seus corpos; sobre as feridas derramaram óleo e vinagre quente. A noite toda durou esse tormento, sob a guarda de trinta sarracenos, que os flagelavam sem nenhuma consideração.

Chamados pelo Sultão, ficaram semidesnudados e descalços. O interrogatório foi repetido com as mesmas respostas, o soberano mudou de tática trazendo belas mulheres. Estas os convidavam a participar da religião maometana, as quais seriam suas próprias esposas e seriam honrados por todos no reino. A contestação foi unânime: “Não queremos, mulheres, nem dinheiro, nem honras; renunciamos a tudo isso por amor a Cristo”. Oto disse: “Não tentes mais os servos de Deus; crês que com tuas promessas vais fraquejar a nossa vontade? Não sabes que Deus vela continuamente sobre nós? Nós somos soldados intrépidos de Cristo! Nosso sangue derramado por uma causa santa e nobre, fará germinar novos cristãos”. O rei encolerizado empunhou a espada e um por um abriu uma brecha na cabeça, e logo, com sua própria mão cravou na garganta três flechadas.

Assim, morreram aos 16 de janeiro de 1220. Seus restos mortais foram transladados para Coimbra. Repousam num monumento e são venerados pelos fiéis, alcançando-lhes abundantes graças. A expedição iniciada por eles a Marrocos deu início à carreira missionária da Ordem ao longo dos séculos.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.

17 Bem-aventurado José Nascimbeni
17/01/2017
Sacerdote da Terceira Ordem (1851-1922). Fundador das Irmãzinhas da Sagrada Família. Foi beatificado por João Paulo II em Verona, em 17 de abril de 1988.

José Nascimbeni nasceu em Torri del Benaco (diocese e província de Verona) em 22 de março de 1851. Seu pai era carpinteiro e sua mãe dona de casa. Família modesta economicamente, mas muito religiosa.

Fez os estudos elementares em sua terra natal e depois continuou no Seminário diocesano, tendo sido ordenado sacerdote em 9 de agosto de 1874. Foi mestre e vigário cooperador em São Pedro de Lavagno, em seguida em Castelletto, onde veio a ser pároco. Durante 37 anos exerceu essa função, desempenhando uma intensa atividade pastoral e social, sobretudo em favor dos jovens, dos doentes e pobres. Teve um especial cuidado para com os enfermos, aos quais levava os sacramentos.

Durante a primeira guerra mundial se pôs a serviço de assistência aos soldados. Para atender às necessidades do povo pelas obras de caridade espiritual e corporal, fundou em 4 de novembro de 1892 as Irmãzinhas da Sagrada Família com a colaboração da serva de Deus, Maria Dominga Mantovani.

Em 31 de dezembro sofreu uma hemiplegia esquerda enquanto celebrava a Eucaristia, enfermidade esta que aceitou com paciência e fé até 21 de janeiro de 1922, quando veio a falecer. Tinha 71 anos de idade. Suas últimas palavras foram: “Viva a morte, porque é o princípio da vida”!

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
18 Bem-aventurado Manoel Domingos e Sol
18/01/2017
Sacerdote da Ordem Franciscana Secular (1836-1909). Fundador dos Sacerdotes Operários do Sagrado Coração de Jesus. Foi beatificado por João Paulo II em 29 de março de 1987.

Nascido em Tortosa (Tarragona, Espanha) em 1º de abril de 1836 em um período de intensas lutas políticas e anticlericais; de seus pais, aprendeu o amor à Eucaristia e aos pobres. Entrou no seminário aos 15 anos e foi ordenado sacerdote em 2 de junho de 1860. Pároco por 2 anos, se dedicou à catequese e à pregação.A pedido de seu bispo, se doutorou em Teologia na Universidade de Valença. Trabalhou em prol da juventude e na educação religiosa nas escolas; foi diretor espiritual de inúmeras pessoas; fundou a Juventude Católica; promoveu o culto eucarístico, teve especial cuidado para com os pobres. Expressão de sua profunda humanidade e zelo sacerdotal são as 4630 cartas suas conservadas ainda hoje. Seu encontro com Ramon Velero deu impulso à sua atividade eucarística, as vocações eclesiásticas, para as quais viu a necessidade de providenciar uma sede adequada.

Fundou diversos colégios na Espanha e Portugal, um colégio espanhol em Roma. Para a direção dos seminários, movido pela inspiração sobrenatural, em 1881, fundou a Congregação dos Operários Diocesanos do Sagrado Coração. Foi especialmente amigo das clarissas. Morreu com a idade de 73 anos, cansado mais pelos trabalhos, que pela idade.

Fonte:“Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
19 Santa Eustáquia Calafato de Messina
19/01/2017
Virgem da Segunda Ordem (1434-1486). Fundadora do Mosteiro de Montevergine, tendo sido canonizada por João Paulo II em 11 de junho de 1988.

Nasceu em Messina em 25 de março de 1434. Aprendeu de sua mãe, fervorosa cristã e entusiasta do franciscanismo, as primeiras orações, o amor ao sacrifício, às boas obras e ao Crucificado. Foi discípula do Beato Mateus de Agrigento, de São Bernardino de Sena, de São João de Capistrano e de São Jaime da Marca, que se tornaram filhos de São Francisco, pela observância da Regra e foram artífices do “século de ouro do franciscanismo”.

Em 1444 seu pai lhe prometeu em matrimônio a um viúvo de idade avançada, que veio morrer logo antes de se realizar o projeto. Entretanto, o Esposo Celestial a atraía fortemente a si, e ela, fortalecida pela oração e penitência, decidiu deixar o mundo para consagrar-se inteiramente ao Senhor na vida religiosa. Em 1449, superadas as fortes resistências de seus familiares, foi admitida entre as clarissas de Santa Maria de Basicó, em Messina. Desde noviça, se distinguiu por grandes qualidades.

Para guiar a comunidade a uma autêntica observância da regra, decidiu fundar um novo mosteiro. Com a ajuda de seus familiares e de benfeitores de Montevergine, próximo à Messina, realizou a fundação acompanhada de um bom número de jovens decididas a ingressar na Vida Religiosa. Ao começar a nova fundação se pôs em sintonia com a reforma para o retorno às fontes do franciscanismo, iniciada por São Bernardino de Sena, depois por Santa Coleta, São Pedro de Alcântara e Santa Teresa d’Ávila.

Permaneceu abadessa e mãe de suas coirmãs até a sua morte, podendo dar uma fisionomia autêntica franciscana à nova fundação. Dirigiu a comunidade na perfeição da caridade, com prudência, solicitude e bondade. Com exemplo e exortações motivava a todas ao amor à cruz, à pobreza e à perfeição seráfica.

Messina estava entusiasmada com sua Santa e com o Mosteiro de Montevergine, jardim de santidade e perfeição, dos singulares carismas, das curas com que Jesus havia exaltado sua esposa fiel. Faleceu no dia 20 de janeiro de 1485.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
20 Bem-aventurado Pedro Bonilli
20/01/2017
Sacerdote Terciário Franciscano (1841-1935). Fundador das Irmãs da Sagrada Família. Beatificado por João Paulo II em 24 de abril de 1988.

Nasceu em São Lourenço de Trevi (Perusa) em 15 de março de 1841 e morreu em Espoleto em 5 de janeiro de 1935. De família com pequenas propriedades, foi o primeiro dos quatro irmãos. De um ambiente familiar favorável, teve uma mãe piedosíssima e sentiu logo a influência de um santo sacerdote no Colégio Lucarini, que foi seu orientador espiritual, D. Ludovico Pieri, chamado também de o “D. Bosco” de Trevi.

Em 1857 sentiu o chamado para a vocação sacerdotal, sendo ordenado presbítero em Terni e em 19 de dezembro de 1863 foi enviado como pároco a Cannaiola, uma região pobre, onde esteve 35 anos exercendo uma pastoral renovadora, altamente frutuosa, que culminou com a fundação da Congregação das Irmãs da Sagrada Família. Em Cannaiola reinava muita pobreza material e espiritual, como: a libertinagem, o jogo, a embriaguez.

Pedro se empenhou em alimentar seu povo com catequese e formação religiosa, servindo-se dos meios de comunicação social existentes, levando os leigos a assumirem o seu papel na Igreja. Via na família o renascimento da sociedade e da vida eclesial. “Ser família, dar família e construir família”, foi o seu programa.

Em 1898 deixou Cannaiola ao ser nomeado Cônego da Catedral de Espoleto e Reitor do Seminário, colocando a serviço dos futuros sacerdotes a sua riqueza espiritual e a vasta experiência adquirida nos largos anos de seu ministério pastoral. Em sua espiritualidade se destaca a grande difusão do culto à Sagrada Família, a qual a imitou com verdadeiro espírito franciscano na humildade e pobreza.

Em 5 de janeiro de 1935 terminou a sua jornada na terra, vindo a falecer aos 95 anos de idade, cuja vida foi consagrada ao serviço da formação do clero e na ajuda aos pobres.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
21 Bem-aventurado João Batista Triquerie
21/01/2017
Sacerdote e mártir da Primeira Ordem (1747-1794). Beatificado por Pio XII em 19 de junho de 1955.

João Batista Triquerie, religioso e sacerdote da Ordem dos Frades Menores Conventuais, fez parte do glorioso grupo dos 19 mártires de Laval, assassinados em 21 de janeiro de 1794 por causa da fidelidade à Igreja e ao Pontífice Romano. Ele tinha se distinguido pelo seu zelo sacerdotal e pela sua fiel observância à Regra de São Francisco.

Tentado com adulações e ameaças a renegar a fé católica, declarou abertamente: “Sou cristão, católico, sacerdote e filho de São Francisco, manterei a minha fé em Cristo até à morte”. Tinha 57 anos quando sofreu o martírio. O ano de 1794 foi marcado para Laval e toda a França uma forte perseguição religiosa. As humilhações contra os sacerdotes, religiosos e fiéis foram de caráter repressivo.

Entre os catorze sacerdotes que compareceram perante a Comissão Revolucionária do Distrito estava João Batista, juntamente com ele subiram ao patíbulo 359 homens e 102 mulheres. Os mártires tombaram mortos ao cântico do Te Deum. Os cristãos iniciaram o seu culto às ocultas nas tumbas dos mártires.

Em 1861, em Laval, houve uma grande missão pregada pelos sacerdotes, a qual deu muitos frutos de conversão. Para os mártires foi erigido um monumento com essa inscrição: “Aqui, a 21 de janeiro de 1794, catorze sacerdotes heroicos, cujos nomes estão escritos no Livro da Vida, foram convidados a escolher o juramento contra a Igreja e o Papa ou o martírio; preferiram selar com o seu sangue a pureza de sua fé. Eles, depois de haver nos ensinado o bem, também nos ensinaram a morrer bem para conseguir a vida eterna”.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
22 São Vicente Pallotti
22/01/2017
Sacerdote da Terceira Ordem (1795-1850). Fundou a Congregação dos Padres Palotinos e das Irmãs Palotinas

Vicente Pallotti nasceu em Roma , dia 21 de abril de 1795, numa família de classe média. Com sua mãe aprendeu a amar os irmãos mais pobres, crescendo generoso e bondoso. Enquanto nos estudos mostrava grande esforço e dedicação, nas orações mostrava devoção extremada ao Espírito Santo. Passava as férias no campo, na casa do tio, onde distribuía aos empregados os doces que recebia, gesto que o pai lhe ensinara: nenhum pobre saía de sua mercearia de mãos vazias.

Às vezes sua generosidade preocupava, pois geralmente no inverno, voltava para casa sem os sapatos e o casaco. Pallotti admirava Francisco de Assis, pensou em ser capuchinho, mas não foi possível devido sua frágil saúde. Em 1818, se consagrou sacerdote pela diocese de Roma, onde ocupou cargos importantes na hierarquia da Igreja. Muito culto obteve o doutorado em Filosofia e Teologia.

Mas foi a sua atuação em obras sociais e religiosas que lhe trouxe a santidade. Teve uma vida de profunda espiritualidade, jamais se afastando das atividades apostólicas. É fruto do seu trabalho, a importância que o Concílio Vaticano II, cento e trinta anos após sua morte, decretou para o apostolado dos leigos, dando espaço para o trabalho deles junto às comunidades cristãs. Necessidade primeira deste novo milênio, onde a proliferação dos pobres e da miséria, infelizmente se faz cada vez mais presente.

Vicente defendia que todo cristão leigo, através do sacramento do batismo, tem o legítimo direito assim como a obrigação de trabalhar pela pregação da fé católica, da mesma forma que os sacerdotes. Esta ação de apostolado que os novos tempos exigiria de todos os católicos, foi sem dúvida seu carisma de inspiração visionária. Fundou, em 1835, a Obra do Apostolado Católico, que envolvia e preparava os leigos para promoverem as suas associações evangelizadoras e de caridade, orientados pelos religiosos das duas Congregações criadas por ele para esta finalidade, a dos Padres Palotinos e das Irmãs Palotinas.

Vicente Pallotti morreu em Roma, no dia 22 de janeiro 1850, aos cinquenta e cinco anos de idade. De saúde frágil, doou naquele inverno seu casaco a um pobre, adquirindo a doença que o vitimou. Assim sendo não pôde ver as duas famílias religiosas serem aprovadas pelo Vaticano, que devolvia as Regras indicando sempre algum erro. Com certeza um engano abençoado, pois a continuidade e a persistência destas Obras trouxeram o novo ânimo que a Igreja necessitava. Em 1904, foram reconhecidas pela Santa Sé, motivando o pedido de sua canonização.

O papa Pio XI o beatificou reconhecendo sua atuação de inspirado e “verdadeiro operário das missões”. Em 1963, as suas ideias e carisma espiritual foi plenamente reconhecido pelo papa João XXIII que proclamou Vicente Pallotti, Santo.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
23 São Gonçalo Garcia
23/01/2017
Mártir no Japão, religioso da Primeira Ordem (1557-1597). Canonizado por Pio IX em 8 de junho de 1862.

Gonçalo Garcia nasceu em Bazain (Índia Oriental) de pai português e mãe indiana. Fez seus estudos no Colégio dos jesuítas de sua cidade e aos vinte e cinco anos mudou-se para o Japão, na intenção de dedicar-se ao comércio.

Chegando ali, mudou de ideia, tornando-se catequista, para ajudar os padres jesuítas, serviço esse que prestou durante dez anos, no qual houve muitas conversões. Em seguida viajou para as Filipinas e ali motivado pela vida pobre e penitente dos franciscanos, pediu para ser aceito na Ordem dos Frades Menores como irmão religioso.

Neste mesmo lugar foi designado para ser o companheiro e intérprete do Comissário São Pedro Batista, quando este viajou para o Japão. Os cristãos que haviam conhecido Gonçalo antes de ingressar na Ordem, o acolheram com muita alegria o que facilitou seu trabalho nas diversas obras missionárias.

Um decreto de prisão contra os franciscanos, expedido pelo Imperador Taicosama na noite de 8 de dezembro de 1596, abriu também para Gonçalo o caminho do martírio. Detido com seus co-irmãos e levado a Meaco, cortaram-lhe a orelha esquerda, e em seguida, colocado em um carro junto com seus companheiros percorreu toda a cidade e várias regiões até chegar a Nagasaki. Ali, na colina dos mártires, foi crucificado, tendo suas costas transpassadas por duas lanças cruzadas, que atingiram seu coração. Tinha então, 40 anos de idade.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
24 Bem-aventurada Paula Gambara Costa
24/01/2017
Viúva da Terceira Ordem (1473-1515). Seu culto foi aprovado por Gregório IX em 14 de agosto de 1845.

Paula nasceu em Bréscia, em 5 de maio de 1473, filha de nobre família cristã. Por ocasião do seu nascimento, a família dividiu bens com famílias pobres e instituições beneficentes. Ela recebeu uma boa educação e foi orientada espiritualmente pelo franciscano Andrés de Quinzano. Casou-se em 1485 com o conde Ludovico Antonio Costa, e foram viver em Bene Vagienna.

Entre os anos de 1493 a 1503 houve uma grande fome no país, o que lhe deu ocasião de exercitar a generosidade com os mais necessitados, que vinham à sua porta. Em 1488, nasceu o filho, a quem deu o nome de João Francisco. Os primeiros anos de matrimônio tinham transcorridos sem problemas sérios. Mas, logo o conde começou a manifestar a soberba, avareza, a dureza de coração e a inclinação aos vícios. Levou à sua casa a amante, que ficou ali durante doze anos. Paula esteve como prisioneira, e muitas vezes era maltratada com bofetadas e pontapés pelo seu marido.

Em 1504, a amante ficou enferma e foi abandonada. Paula dedicou-se a ela, cuidou caridosamente e a preparou para morrer com Deus. Finalmente, o conde se converteu e lhe permitiu levar externamente o hábito franciscano. Ela, educou o filho, assistiu aos pobres e enfermos. Pela sua caridade, foi premiada com muitos prodígios. Morreu em 24 de janeiro de 1515, com a idade de 42 anos.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
25 São Paulo Ibaraki
25/01/2017
Mártir japonês da Terceira Ordem (+1597). Canonizado por Pio IX em 8 de junho de 1862.

Os missionários franciscanos na efervescência do cristianismo no Japão, difundiram amplamente a Terceira Ordem para melhor formar os colaboradores em seu apostolado. Muitos terciários prestaram generosamente sua colaboração como catequistas, enfermeiros, mestres nas escolas, colaboradores na evangelização.

Deus abençoou esses bravos ajudantes com muitas conversões dos pagãos. Quando aconteceu a perseguição contra os cristãos, eram 170 na Ordem Terceira. Eles declararam veementemente: “Somos todos cristãos, discípulos dos missionários franciscanos; com eles temos aprendido a fé em Cristo e com eles queremos morrer!” Os oficiais do império se limitaram a capturar doze terciários de Meaco, três de Osaka e logo em seguida se uniram a outros dois.

Assim, foram dezessete terciários que derramaram seu sangue pela causa de Cristo, entre eles estava Paulo Ibaraki, nascido no reino japonês e convertido ao cristianismo por São Leão Karasuma. Ele desenvolveu grande parte de suas atividades na região de Meaco, colaborando com os franciscanos na difusão do catolicismo, na assistência aos enfermos, como enfermeiro. Submeteu seu corpo a severas penitências. Em 1596, após um período de tolerância religiosa, Taicosama, imperador, ordenou que fossem presos os franciscanos e seus colaboradores.

Também Paulo foi capturado e condenado à morte. A sentença devia ser cumprida em Nagasaki, mas antes, porém, com seus irmãos, foi submetido a duras provas. Sua orelha esquerda foi cortada, exposto ao desprezo da população e depois conduzido pelas ruas da cidade. Morreu crucificado em 5 de fevereiro de 1597. Os enfermeiros dos hospitais e das clínicas deviam ver em São Paulo Ibaraki seu patrono e protetor na assistência aos enfermos para exercer com amor a profissão e missão junto aos doentes de corpo de alma.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
26 São Gabriel de Duisco
26/01/2017
Mártir japonês da Terceira Ordem (1578-1597). Foi canonizado por Pio IX em 8 de junho de 1862.

Gabriel, jovem criado do governador de Meaco veio de uma nobre e antiga família japonesa. Gentil no trato e no caráter, sua personalidade agradou a muitos.

Era amigo dos franciscanos de Meaco, sempre conversava com eles quando vinha à corte do governador. Iluminado pela graça de Deus, pediu o batismo e decidiu tornar-se franciscano da Ordem Terceira. Quis consagrar sua vida para o bem dos irmãos e foi acolhido no convento para iniciar os estudos e preparar-se para a vida franciscana e o sacerdócio.

Muitos amigos, instigados pelos budistas iam ao convento para persuadi-lo a voltar para casa. Seus pais também ficaram irritadíssimos com a sua decisão e quiseram trazê-lo à força para a casa. Gabriel, ajoelhado aos seus pés, implorou que o deixassem em paz. Eles foram exortados por ele a abraçar a religião católica. Sua mãe lhe dizia: “Filho, não compreendo o seu erro. Que pode conseguir, com esses estrangeiros tão pobres que para sobreviverem devem pedir esmolas?” Gabriel contestou: “Mãe, sigo esses pobres, porque eles seguem a Jesus Cristo. Eles têm indicado o caminho verdadeiro aos filhos das trevas. Eu desejo seguir o caminho deles para alcançar os bens eternos e peço-lhe, me deixe em paz; não poderás me convencer nem com promessas, nem com ameaças e nem mesmo com a morte!”

Essas palavras comoveram muito a seus pais, que o abraçaram ternamente. Gabriel ficou três anos no convento de Meaco. Com a idade de dezenove anos sua fronte foi coroada com a auréola dos mártires, na colina de Nagasaki, em 5 de fevereiro de 1597.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
27 Santa Ângela de Mérici
27/01/2017
Virgem da Ordem Terceira (1470-1540). Fundadora das Congregação das Irmãs de Santa Úrsula. Canonizada por Pio VII no dia 24 de maio de 1807

A glória de Santa Ângela de Merici está ligada à difusão da Congregação das Ursulinas com suas escolas para a juventude feminina espalhadas em todo o mundo. Nascida em 1474, em Desenzano, Garda, recebeu uma profunda formação religiosa. Passou sua infância trabalhando em casa. Com a morte de seus pais, aos quinze anos, foi acolhida junto com sua irmã na casa de um tio. Através de lutas e dolorosas provas, encontrou-se com Deus, recebendo grande consolo. Foi admitida na Terceira Ordem Franciscana no convento de Garda, tendo este programa: Renúncia a tudo para alcançar e possuir somente a Deus, Sumo e Eterno Bem; considerar-se nada para encontrar-se todo em Deus. Dedicou sua vida à piedade, às santas leituras, meditações e às obras de misericórdia.

Ângela pensou em melhorar a sociedade de seu tempo, atuando na família, na formação religiosa das mulheres cristãs. Depois de haver consagrado sua virgindade a Deus, buscou seu verdadeiro caminho. Realizou peregrinações por toda a Itália. Esteve na Terra Santa e no regresso teve uma aparição: viu uma longa escada que chegava aos céus sendo percorrida por muitas meninas, e uma voz a convidava para fundar uma comunidade religiosa. Ela se lembrou da célebre obra de Santa Úrsula, que foi martirizada pelos Hunos juntamente com onze moças. Tudo isso foram motivos para que Ângela iniciasse a nova instituição colocando o nome de Santa Úrsula.

Em 1525, foi à Roma para ganhar indulgência do jubileu e nessa ocasião teve a graça de contar ao Papa Clemente VII seu programa religioso e social para a instituição. O Papa a animou e abençoou seus propósitos. Ângela, junto com Catarina Patengla, mudou-se para Bréscia, onde pôde realizar o seu ideal. As ursulinas difundiram-se rapidamente. A regra de vida era moderna, ajustada às necessidades da sociedade de seu tempo. Viviam no mundo e não tinham nenhum sinal que as distinguisse das demais; observavam a pobreza e se ocupavam com jovens formandas. No mundo devastado pelos maus costumes, com a pureza de suas vidas, salvaram muitas jovens.

A morte de Ângela de Merici se deu no dia 27 de janeiro de 1540, tendo 66 anos de idade. Às ursulinas, ela deixou seu testamento espiritual com os primeiros esboços da Regra, que constituíram a herança da Santa.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
28 São João Kisaka ou Kinoia
28/01/2017
Mártir japonês, da Terceira Ordem. Canonizado por Pio IX no dia 8 de junho de 1862.

Nasceu em Meaco, no Japão, em data não identificada por nós. Viveu sua infância observando e admirando o trabalho de assistência ao físico e espiritual praticado pelos Franciscanos. Casou-se e teve um filho. Mais tarde pede para fazer parte da Ordem Terceira e é aceito. Pediu para ser enfermeiro e assim prestar todo tipo de assistência aos doentes que eram acolhidos nos hospitais pelos Franciscanos. Era um enfermeiro dedicado, atencioso e solícito, não apenas na cura dos males físicos, mas também dos espirituais. Aos enfermos que não tinham mais esperança e também aos  terminais sempre teve uma palavra para restaurar a esperança e de conforto.

Consegue convencer seu filho a se converter. Quando o governo inicia a perseguição aos Franciscanos e determina a prisão de todos, também é preso por ser um colaborador e como todos tem a sua orelha esquerda amputada, é colocado em cortejo aberto até a chegada a Nagasaki.

Faleceram, crucificados, em 08 de dezembro de 1596, em Nagasaki, Japão. Seu corpo foi transpassado por duas lanças para garantir a morte. Foi Canonizado pelo Papa Pio IX, em 08 de junho de 1862.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
29 Bem-aventurada Ludovica Albertoni
29/01/2017
Viúva da Terceira Ordem (1473-1533). Clemente X aprovou seu culto no dia 28 de janeiro de 1671.

Nasceu em Roma de família nobre em 1473. Aos dois anos morreu seu pai e, ao casar-se novamente sua mãe, ela foi encomendada às tias paternas e à avó materna. Aos vinte anos se casou e teve três filhas. Suas características foram a fidelidade aos próprios deveres e o amor para com os pobres. Amou a seu esposo com santo afeto. Se dedicou à educação de suas filhas dirigindo sua oração e suas leituras.

Quando tinha trinta e três anos ficou viúva, duro golpe que finalmente soube aceitar com resignação. À morte de seu esposo se suscitaram problemas de herança que lhe causaram vexações de parte dos parentes. Viveu todo o drama do saque de Roma e se prodigalizou a favor dos necessitados. Dedicava parte da noite ao descanso, o resto à penitência.

Apenas repetia: «Como é possível viver sem sofrer, quando se contempla a nosso Deus pregado numa Cruz?». Pela manhã participava na eucaristia e recebia devotamente a comunhão. Logo distribuía o tempo do dia entre os trabalhos de casa e a assistência aos pobres e enfermos, a quem visitava em casa ou nos hospitais.

Dedicava todos seus cuidados às jovens abandonadas ou em perigo. Dizia para si: «Deus nos deu os bens da terra para que os compartilhemos com os que os necessitam». Distribuiu todos seus bens entre os pobres e passou os últimos anos de sua vida na maior pobreza. Morreu em 31 de Janeiro de 1533 aos 60 anos de idade. Toda a Roma chorou sua morte, julgando-a como a perda da mãe de todos. Seu corpo se venera na igreja de São Francisco a Ripa, em Roma.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
30 Santa Jacinta de Marescotti
30/01/2017
Religiosa da Terceira Ordem Regular (1585 – 1640). Canonizada por Pio VII no dia 24 de maio de 1807.

Jacinta era uma das filhas da nobre família do príncipe Marco Antonio Marescotti e estava ligada, por parentesco, com os príncipes Orsini. Esses nobres, da alta aristocracia romana, possuíam fortes vínculos com a Igreja Católica e a educação cristã era a mais preciosa herança a ser deixada aos filhos. E, com certeza, foi para Jacinta e seus irmãos.

Jacinta foi batizada com o nome de Clarice, nasceu em Viterbo, perto de Roma, em 1585. Recebeu uma educação refinada, digna da nobreza, como todos os irmãos. Ainda menina, foi entregue pelos pais a religiosas franciscanas, onde sua irmã mais velha, Inocência, seguia a vida religiosa com o fervor de uma santa. Os pais desejavam que Jacinta tivesse esse mesmo futuro. Mas, ela não demonstrava o mesmo desejo.

Muito bonita, culta e independente, Jacinta levava uma vida fútil, cheia de luxo e vaidades. Sonhava com um matrimonio e não com a vida religiosa. Sua primeira decepção foi quando sua irmã mais nova se casou com um marquês, que ela pretendia conquistar. Logo depois, outro casamento não se realizou. Depois disso, Jacinta assumiu uma atitude mais altiva, insuportável e fútil, frequentando todas as diversões que a alta sociedade oferecia. Nessa ocasião, seu pai a enviou para o convento das Irmãs da Ordem Franciscana Secular, junto de sua irmã Inocência, em Viterbo.

Embora à contra gosto, vestiu o hábito, trocou o nome de Clarice por Jacinta, iniciando sua experiência religiosa. Infelizmente levou para o convento muitas de suas vaidades e durante dez anos não deu bom exemplo às suas irmãs de hábito. Não respeitou o voto de pobreza, vivendo num quarto decorado com luxo e usando roupas de seda. Mas Deus havia reservado o momento certo para a conversão definitiva de Jacinta.

A notícia do assassinato de seu pai foi o início da sua transformação interior, começando a questionar o valor dos títulos de nobreza e da riqueza. Depois, adoecendo gravemente, o capelão do convento não atendeu seu pedido de confissão, se recusando entrar no seu quarto luxuoso. Percebendo o escândalo que causara durante tantos anos, Jacinta sinceramente se arrepende pedindo perdão a toda a comunidade, publicamente. Nesse momento se converteu verdadeiramente, passando a partir daí a ser exemplo heroico de mortificação e pobreza, atingindo os cumes da mais alta santidade.

Mesmo contra sua vontade foi eleita mais tarde mestra das noviças e superiora do convento. Suas prolongadas orações e severas penitências eram em favor dos pecadores. Com sua orientação muitos, depois de convertidos, chegaram a fundar instituições religiosas, asilos e orfanatos. Faleceu em 30 de janeiro de 1640 e foi enterrada na igreja do convento onde se converteu, em Viterbo. Foi declarada Santa pelo papa Pio VII em 1807.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
31 São João Bosco
31/01/2017
Sacerdote da Terceira Ordem (1815-1888). Fundador da Congregação dos Padres Salesianos e o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e os Cooperadores Salesianos. Foi canonizado por Pio XI no dia 1º de abril de 1934.

João Melquior Bosco, nasceu no dia 16 de agosto de 1815, numa família católica de humildes camponeses em Castelnuovo d’Asti, no norte da Itália, perto de Turim. Órfão de pai aos dois de idade, cresceu cercado do carinho da mãe, Margarida, e amparo dos irmãos. Recebeu uma sólida formação humana e religiosa, mas a instrução básica ficou prejudicada, pois a família precisava de sua ajuda na lida do campo.

Aos nove anos, teve um sonho que marcou a sua vida. Nossa Senhora o conduzia junto a um grupo de rapazes desordeiros que o destratava. João queria reagir, mas a Senhora lhe disse: “Não com pancadas e sim com amor. Torna-te forte, humilde e robusto. À seu tempo tudo compreenderás”. Nesta ocasião decidiu dedicar sua vida a Cristo e a Mãe Maria; quis se tornar padre. Com sacrifício, ajudado pelos vizinhos e orientado pela família, entrou no seminário salesiano de Chieri, daquela diocese.

Inteligente e dedicado, João trabalhou como aprendiz de alfaiate, ferreiro, garçom, tipógrafo e assim, pôde se ordenar sacerdote, em 1841. Em meio à revolução industrial, aconselhado pelo seu diretor espiritual, padre Cafasso, desistiu de ser missionário na Índia. Ficou em Turim, dando início ao seu apostolado da educação de crianças e jovens carentes. Este “produto da era da industrialização”, se tornou a matéria prima de sua Obra e vida.

Neste mesmo ano, criou o Oratório de Dom Bosco, onde os jovens recebiam instrução, formação religiosa, alimentação, tendo apoio e acompanhamento até a colocação em um emprego digno. Depois, sentiu necessidade de recolher os meninos em internatos-escola, em seguida implantou em toda a Obra as escolas profissionais, com as oficinas de alfaiate, encadernação, marcenaria, tipografia e mecânica, repostas às necessidades da época. Para mestres das oficinas, inventou um novo tipo de religioso: o coadjutor salesiano.

Em 1859, ele reuniu esse primeiro grupo de jovens educadores no Oratório, fundando a Congregação dos Salesianos. Nos anos seguintes, Dom Bosco criou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e os Cooperadores Salesianos. Construiu, em Turim, a basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, e fundou sessenta casas salesianas em seis países. Abriu as missões na América Latina. Publicou as Leituras Católicas para o povo mais simples.

Dom Bosco agia rápido, acompanhou a ação do seu tempo e viveu o modo de educar, que passou à humanidade como referência de ensino chamando-o de “Sistema Preventivo de Formação”. Não esqueceu do seu sonho de menino, mas, sobretudo compreendeu a missão que lhe investiu Nossa Senhora. Quando lhe recordavam tudo o que fizera, respondia com um sorriso sereno: “Eu não fiz nada. Foi Nossa Senhora quem tudo fez”.

Morreu no dia 31 de janeiro de 1888. Foi beatificado em 1929 e canonizado por Pio XI em 1934. São João Bosco, foi proclamado “modelo por excelência” para sacerdotes e educadores. Ecumênico, era amigo de todos os povos, estimado em todas as religiões, amado por pobres e ricos; escreveu: “Reprovemos os erros, mas respeitemos as pessoas” e se fez , ele próprio, o exemplo perfeito desta máxima.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.