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Seminário Nacional da Vida Consagrada

12/05/2018 - 07h59

Aconteceu de 04 a 08 de maio de 2018 no Santuário da Mãe Aparecida (SP), o segundo seminário nacional, promovido pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional). Tivemos Eucaristia todos os dias, sendo que, no dia 06, Domingo, foi presidida na Basílica.

Na tarde do dia 04 tivemos a Assembleia Geral Ordenaria (AGO), para prestação de contas. Dos dias 05 a 08 aconteceram mesas temáticas, oficinas e testemunhos. Vejamos os principais destaques:

 

Dia 05, sábado: O mundo que nos toca (Prof. Sergio Coutinho). Abordou o tema na perspectiva de crises em tempos escatológicos, mostrando que podemos ter as seguintes posturas diante destes desafios: negação, revolta, barganha, depressão, aceitação:

1 – Negação: fim da globalização e obscurecimento ideológico (protecionismo, nacionalismo; proteção; antimigração...);

2 – Revolta-raiva: intolerância, pré-conceito, violência;

3 – Barganha: uberização do trabalho (autonomia X abandono);

4 – Depressão: mídias sociais, novas formas de criar patologias subjetivas – desencanto com os sistemas diante de suas incapacidades, liquidez; comunidade (eu pertenço) X redes sociais (elas me pertencem, onde não se ensina a dialogar, mas acentuar a si mesmo); o diferencial é a forma como nos relacionamos a partir das redes sociais;

5 – Aceitação: práticas de democracias participativas (economia solidaria e ocupação de alunos as instituições educacionais...); a emancipação coletivas como potencialização que emancipa (proporciona liberdade, capaz de escolher);

Projetos relevantes: CEB’s e inserção da VRC;

TARDE: 11 Oficinas temáticas para aprofundamento e convivência.

 

Dia 06, domingo: Profetismo na vida religiosa consagrada hoje (Ir Máriam Ambrósio, idp).  Começou provocando com a pergunta “será que conhecemos algum profeta ou profetiza nos tempos atuais?”; disse que ser profeta é viver sem ter privilégios. Fez analogia da Vida Religiosa Consagrada com a árvore, chamando de “A silenciosa profecia das raízes”, onde é preciso cavar; aprofundar; nutrir (cativar)... Ter fé a partir da raiz, estando vinculada e revelando:

* O testemunho vivo do carisma fundacional;
* A profissão dos votos religiosos;
* A opção pelos pobres;
* O silêncio de nossas dores cotidianas;
* Urgente profecia da esperança:
* Aprender a acariciar os conflitos;
* Autoridade do tronco: autoridade serviço;
* Copa: missão (com suas adversidades ajudando a polir as flores, formar os frutos, amadurecer...);
* VRC, por ter origem em um carisma, não é primeiro para o apostolado ministerial, mas sim para o Reino (gera conflito com o ministério ordenado);
* É importante integrar as três dimensões: raiz (profundidade, espiritualidade); tronco (articulação, convivência) e copa (missão).

TARDE:

I - Testemunhos:

1 – Sobre a vivencia nas periferias de Florianópolis (Pe. Vilson) > disse que em sua experiência o que sustenta a profecia e o crucifixo; o mistério da vida; a realidade junto aos empobrecidos; a Eucaristia; o ecumenismo. Disse ainda que é preciso aprender a trabalhar em rede, pois é uma possibilidade para concretizar a missão junto aos excluídos;

2 – Vivência junto aos Povos Indígena (Ir Joana Maria Roriz): junto aos povos Guarani Kaiowa;

3 – Junto à Educação (Ir Lucia, salesiana): relatando a experiência das escolas salesianas.

4 – Junto aos Migrantes (Ir Telma Lage) – em Roraima: com a chegada dos irmãos Venezuelanos, o trabalho na acolhida e encaminhamentos;

5 – Sobre a Saúde (Frei Francisco Belotti): junto aos povos ribeirinhos-AM, com a construção de um navio-hospital.

3ª Conferência: “SEGUIR JESUS COM MARIA” (Irmão Afonso Murad e Ir Rejane Paiva). Refletiram sobre Maria, mulher que ajuda a conjugar afeto (coração) e razão (cabeça); que ensina-nos a lidar com as surpresas (anuncio do Anjo): é importante deixar espaços para as novidades e imprevistos que podem desvelar o divino (visita a Izabel).

 

Na manhã do dia 07, segunda-feira houve a 4ª Conferência: “ESPIRITUALIDADE PARA OS NOSSOS TEMPOS” (Pe. Marcelo Barros). Iniciou provocando sobre qual Deus testemunhamos ao mundo? Afirmou que a espiritualidade é a vivencia da vida em todas as suas dimensões, vitalidades e profetismo (com atitudes no cotidiano). Refletiu o tema a partir de três termos:

CRISES: Espiritualidade a partir da identidade: é preciso haver inserção nas realidades para que as espiritualidades não estejam reclusas em identidades mortíferas (aquelas que se acham únicas, melhores, capazes de destruir as demais).

POSSIBLIDADES: Retomar o primeiro amor: espiritualidade da aliança; Deserto interior e social e político; A evangelicidade; A caminhada (dimensão erética e revolucionária);

RELIGIÃO DE HOJE: O império religioso do capital (marca da besta na fronte e nas mãos); A religião dos sacrifícios humanos (que morram os pobres e sobrantes) e da natureza (devastação em vista da produção); o outro é uma ameaça e não uma promessa;

- Disse ainda que a espiritualidade da aliança se dá com Deus e com a pessoa, evitando a lei entre nós (barreira), mas que venha para nos ajudar na mesma caminhada;

 Encerrou alertando para que os processos formativos ajudem as pessoas a serem mais maduras, inteiras, realizadas.

TARDE: segundo momento para as Oficinas;

 

No ultimo dia, 08 de maio, terça-feira, tivemos a ultima conferência com o tema: Missão da VRC e Filantropia (Ir. Adelir Weber e Dr. Hugo Sarubbi Cysneiros de Oliveira - Assessoria Jurídica da CRB Nacional), que tratou da filantropia como característica da VRC, mesmo que nem todas as congregações utilizam a certificação e as devidas documentações para sua regulação.

Encerramos o seminário com a leitura da mensagem final do seminário e envio dos participantes.

 

Clique aqui e leia a mensagem final do seminário.

Fonte: Capuchinhos do Brasil /CCB

Por Frei Rubens Nunes da Mota (Fraternidade Nossa Senhora de Fátima - Pós-Noviciado (Filosofia))

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