Necrologia

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Frei Daniel de Santa Maria de Gardena

21/10/1861
25/02/1940

* Gardena (Itália), 21.10.1861
+ Taubaté-SP, 25.02.1940

Frei Daniel de Santa Maria (João Batista Massner) nasceu aos 21 de outubro de 1861. Era filho de Francisco Massner e Catarina Sononer. Vestiu o hábito aos 6 de março de 1880. Professou solenemente a 13 de maio de 1884, sendo ordenado sacerdote aos 28 de dezembro do mesmo ano. Seis anos após a ordenação partiu para o Brasil, chegando a Santos aos 25 de agosto de 1891. Dois dias depois estava no seu primeiro campo de trabalho: Piracicaba.

Um dos primeiros missionários a demandarem o Brasil, já por volta de 1892 Frei Daniel se dedicava de corpo e alma em favor dos atingidos pela terrível febre amarela especialmente em Descalvado. A cavalo, percorria os locais onde houvesse doentes, “administrando-lhes os últimos sacramentos e preparando-os a bem morrer”. O mesmo apostolado desenvolveu em Sorocaba, em princípios de 1900, no grande surto de epidemia também de febre amarela que vitimou tanta gente, acompanhando o bispo de São Paulo, Dom Antônio Cândido de Alvarenga. Um quadro de De Servi registrou o generoso gesto do bispo e de Frei Daniel que escreveu com sua dedicação uma das mais belas páginas da História da Missão. Enquanto Frei Daniel atendia Sorocaba, Frei Silvério atendia Rio Claro. Também Frei Fernando de Seregnano dedicou-se a esses doentes.

Em 1896 Frei Daniel está em Araraquara em companhia de Frei Vicente de São Tiago, substituindo o vigário daquela cidade.

Foi Guardião de Piracicaba, de agosto de 1898 a dezembro de 1899; igualmente, no Largo São Francisco, de 1900 a 1902.

Com Frei Boaventura de Aldeno e Frei Paulo de Sorocaba, Frei Daniel inaugurava, a 4 de maio de 1903, a Missão ou Catequese São Fidélis, em Campos Novos do Paranapanema, tentando contactar os índios Coroados. De lá escreve muitas cartas aos superiores, contando o dia-a-dia na floresta, com detalhes interessantes. Apesar das várias incursões ao encontro dos índios tal missão não obteve os efeitos esperados. Na última excursão permaneceram dezessete dias em plena selva. Não estavam bem acompanhados; o principal cabeça dessas excursões era o Coronel Francisco Sanches de Figueiredo, de quem os índios tinham grande medo e ódio, pois ele fazia freqüentes batidas nas selvas, com capangas armados.

Frei Daniel ficou ali até 1905; em novembro desse ano, está em Piracicaba onde foi guardião, de junho de 1906 até janeiro de 1908. Aí dedicou-se muito ao apostolado, tendo fundado o antigo “Abrigo Santa Isabel” para as Terceiras idosas. De 1908 a 1911 foi guardião em São Paulo, ocasião em que o esperto italiano Roque Ronchi conseguiu explorar a simplicidade do guardião e ganhar uma demanda de 60 contos, pondo em polvorosa os superiores. Certo dia o telhado da igreja em construção ruiu, matando um empregado; felizmente não era hora de trabalho.

Em 1912, Frei Daniel está na distante Conceição de Monte Alegre como vigário, em companhia de Frei Leonardo de Campinas e Frei Elzeário de Strigno. De 1914 a 1916 é guardião em Botucatu.

Esta diocese, desmembrada da imensa diocese de São Paulo por decreto de 7 de junho de 1908, abrangia todo o território paulista à esquerda do Tietê, desde Porto Feliz, estendendo-se até o Oceano pela Serra de Paranapiacaba, além de Sorocaba e Piedade. O resto dos limites eram os Estados de Paraná e Mato Grosso! Frei Daniel foi um dos primeiros que se instalaram em Botucatu. O bispo Dom Lúcio Antunes de Sousa, em suas infindáveis peregrinações e visitas pastorais, sempre queria a companhia de um capuchinho, pois foi essa uma das finalidades pelas quais lá se instalaram. Tinham o compromisso de seguir e servir o Bispo, embora este tivesse maior preferência por Frei Modesto de Rezende, por seus dotes missionários e por ser brasileiro. Mas, Frei Daniel também acompanhou muitas vezes o bispo mineiro e sabia contornar dificuldades com a sua espontaneidade tirolesa e sua grande simplicidade.

Foi sempre muito dedicado às confissões, especialmente em Taubaté, onde tinha as horas marcadas para atendê-las em seu quarto. Bastante “manga larga”, todos o preferiam e até houve um penitente que mandou recados a Frei Daniel em Botucatu, chamando-o para São Paulo a fim de confessar-se com ele antes de morrer. E Frei Daniel o atendeu de boa vontade.

Guardião em Botucatu – de 1914 a 1916 – Frei Ricardo ali fica praticamente até 1934 quando é transferido para Taubaté. No dia lº de janeiro de 1938, em companhia de grande número de colegas, celebra seus 50 anos de sacerdócio, ocorridos no dia 28 de dezembro de 1934.

Além dos cargos citados, Frei Daniel foi guardião também de Taubaté, de 1919 a 1921.

Enfim, após uma vida de grande dedicação, veio a falecer nessa mesma cidade, aos 25 de fevereiro de 1940.

Frei Jerônimo Gaspar Lopes

21/04/1911
28/02/2003

* Souto da Carpalhosa (Portugal), 21.04.1911
+ Porto (Portugal) , 28.02.2003

De nacionalidade portuguesa

Frei Jerônimo Gaspar Lopes (Gregório Gaspar Lopes) nasceu em Souto da Carpalhosa, Leiria, Portugal, aos 21 de abril de 1911. Era irmão gêmeo de Frei Mateus Gaspar Lopes. Era filho de Antônio Gaspar Lopes e Teresa Soares Lopes. Foi batizado pelo Pe. Manoel Ferreira Geraldo, na igreja de Souto da Carpalhosa no dia 25 de maio de 1911. Foi crismado por Dom Manoel Matos, na mesma igreja, aos 31 de outubro de 1915. Fez a Primeira Eucaristia, recebida das mãos de Dom José da Silva, Bispo de Leiria, no Santuário do Senhor dos Milagres, sentindo nesse dia o primeiro apelo de Deus quanto à sua vocação religiosa, em 1919. Cursou os primeiros estudos em Mata dos Milagres. Em fevereiro de 1923, com toda a sua família partiu para o Brasil. Aos 18 de fevereiro de 1924, com seu irmão gêmeo Frei Mateus, entrou para o Seminário São Fidélis, em São Paulo.

Noviciado e Profissão

Vestiu o hábito franciscano capuchinho, no convento Santa Clara, Taubaté, iniciando o noviciado aos 17 de fevereiro de 1929. Foi seu Mestre Frei Ricardo de Denno. Fez a profissão temporária perante Frei Tiago de Cavêdine, em Taubaté, aos 23 de fevereiro de 1930. Emitiu a profissão perpétua, perante Frei Manuel de Seregnano, Comissário Provincial, em São Paulo aos 17 de setembro de 1933.

Filosofia, Teologia e Ordenação

Estudou Filosofia e Teologia no convento imaculada Conceição, em São Paulo nos anos 1930 a 1932 e 1933 a 1936. Dom Frei Luís Maria de Santana conferiu-lhe a Primeira Tonsura e as Ordens Menores, de 19 a 20 de agosto de 1935, em São Paulo. Foi ordenado Subdiácono por Dom José Carlos Aguirre, em São Paulo, igreja Nossa Senhora do Carmo, aos 10 de novembro de 1935 e Diácono por Dom José Gaspar de Afonseca e Silva, na igreja do Mosteiro São Bento, aos 21 de dezembro de 1935. Recebeu a Ordenação sacerdotal pela imposição das mãos de Dom Duarte Leopoldo e Silva, Arcebispo de São Paulo, na igreja Santa Ifigênia, funcionando como Catedral provisória, aos 29 de dezembro de 1935. Concluiu os estudos em São Paulo, em novembro de 1936.

Ministério sacerdotal no Estado de São Paulo

Em novembro de 1936, concluídos os estudos, recebeu transferência para o Seminário São Fidélis de Piracicaba, primeiro como professor, sendo depois nomeado Diretor Espiritual. Em novembro de 1937 foi transferido para Santos, como Vigário Cooperador na paróquia Santo Antônio do Embaré.

Em Portugal

Aos 1º de fevereiro de 1939, recebeu do Ministro Geral a obediência para deixar São Paulo e partir para Portugal a fim de trabalhar na implantação da Ordem naquele país. Em Portugal, residiu em Serpa, Fafe, Porto, Coimbra, Lisboa, Fátima e Gondomar.

De volta à Província de São Paulo

Em 1968, com seu irmão gêmeo Frei Mateus, regressou à Província de São Paulo e se encarregou da paróquia e da construção do Santuário Nossa Senhora de Fátima, em Sapopemba. Aí permaneceu como Vigário Cooperador até janeiro de 1978, sendo transferido com seu irmão Frei Mateus para Mococa.

Definitivamente em Portugal

O Definitório Geral, aos 2 de fevereiro de 1979, atendeu o pedido e decidiu conceder licença ao Frei Jerônimo Gaspar Lopes e Frei Mateus Gaspar Lopes para se transferirem para a Província Capuchinha Portuguesa enviando-lhes a respectiva “obediência”.

Falecimento

Frei Jerônimo Gaspar Lopes faleceu na Enfermaria Provincial, na Fraternidade do Porto, Portugal, no dia 28 de fevereiro de 2003. Contava 91 anos de idade, quase 92, sendo 73 de vida religiosa na Ordem Franciscana Capuchinha e 68 de ministério sacerdotal.

Frei Mansueto de Valfloriana

27/05/1863
01/02/1921

* Valfloriana (Itália), 27.05.1863
+ Taubaté-SP, 01.02.1921

Frei Mansueto (Virgílio Barcata) nasceu aos 27 de maio de 1863. Era filho de João Batista e Margarida Barcata. Vestiu o hábito a 16 de outubro de 1879; professou solenemente a 2 de julho de 1884. Foi ordenado sacerdote aos 11 de julho de 1886.

Quatro anos depois partia para o Brasil, chegando a Piracicaba aos 24 de julho de 1890, com os colegas Frei Gregório de Rumo e Frei Benjamim de Vigo Meano. Residiu quase sempre nos conventos de Taubaté, Piracicaba e São Paulo, dedicando-se muito ao magistério em seminários e estudantado. Foi um dos primeiros professores do Colégio Seráfico fundado em 1896, ali lecionando de 1896 a 1901; nesse ano prossegue como professor e guardião em Piracicaba até 1904. Em seguida vai a São Paulo, no teologado, de 1905 a 1907; depois, a Taubaté, de 1907 a 1911. De 1911 (outubro) até junho de 1912 esteve como missionário em Jataí, no Paraná. Esteve também como vigário por certo tempo em Conceição de Monte Alegre.

Como professor lecionou Dogma, Moral, língua hebraica, música e Direito Canônico. Homem de vasta cultura e ampla inteligência, dedicava-se de corpo e alma aos estudos e ao apostolado.

Por várias vezes Frei Mansueto foi Conselheiro da Missão. Nomeado Superior Regular, não aceitou o cargo, preferindo prosseguir como professor no colégio diocesano de Taubaté (1919) onde consagrou grande parte da vida formando futuros sacerdotes e religiosos.

Seu ex-aluno Frei Liberato o chamou de “ un gran cuore, sotto una ruvida corteccia”.

Frei Mansueto faleceu em Taubaté a 1º de fevereiro de l92l, antes de completar seus 58 anos de idade.

Frei Jacinto de Prada

11/10/1935
04/02/1935

* Prada (Itália), 11.10.1883
+ Piracicaba-SP, 04.02.1935

Com Frei Liberato, Frei Jacinto (Guido Zenatti) foi um dos 10 missionários jovens que chegaram ao Brasil a 17 de março de 1907.

Nasceu a 11 de outubro de 1883; filho de Francisco Zenatti e Teresa Moschini. Vestiu o hábito a 21 de novembro de 1899; profissão simples a 25-11-1900; solene, 18-10-1904. Ordenado a lº de julho de 1906.

Como Frei Liberato, concluiu os estudos no Brasil.

Seu primeiro campo de trabalho foi Taubaté como professor no Colégio Seráfico. Tendo sido transferido o Estudantado de São Paulo para Piracicaba, no ano de 1909, Frei Jacinto foi designado professor no mesmo. Dois anos depois, a 27 de junho de 1911, novamente para Taubaté, como Diretor do mesmo Colégio Seráfico. A 20 de dezembro de 1911 também os seminaristas são transferidos para Piracicaba e Frei Jacinto prossegue como professor e guardião do Convento. Em 1916 o colégio é fechado. Frei Jacinto volta para Taubaté, onde reside até 1919; dali vai para Botucatu, como guardião, até 1924.

De 1927 a 1930 e de 1932 a 1935, foi guardião em Piracicaba. E como tal, amenizava bastante a vida dos Noviços severamente conduzidos por seu primo Frei Felicíssimo de Prada. Enquanto este se recolhia a seu quarto, Frei Jacinto se entretinha com os jovens, dispensando-lhes o silêncio tão rigoroso exigido pelo Mestre.

Era homem de ampla visão e de grande bondade e caridade. Chamado "Pai dos Pobres", simples entre os simples, era muito querido por frades e pelo povo. Sua longanimidade e prodigalidade nem sempre foram compreendidas por alguns colegas. Considerado bastante cumpridor da célebre "observância regular", não reduzia a isso as suas virtudes, mas a estendia especialmente a uma vivência de fraternidade, compreensão e perdão.

Ainda moço, com apenas 52 anos, veio a falecer a 4 de fevereiro de 1935, como Guardião de Piracicaba.

Uma Rua de Piracicaba traz o nome de Frei Jacinto.

Frei Germano Chisté

08/01/1913
04/02/2004

* Pindamonhangaba-SP, 08.04.1913
+ Santos-SP, 04.02.2004

Frei Germano nasceu em Piracuama, município de Pindamonhangaba-SP, aos 08 de abril de 1913. Seu nome de batismo e civil era Francisco Chisté. Era filho de Henrique Chisté e Escolástica Gonçalves Chisté. Foi batizado pelo monge trapista francês Frei Leão no Santuário Senhor Bom Jesus, em Tremembé, no dia 2 de setembro de 1913. Com seis anos de idade começou a freqüentar o Externato Santa Clara anexo ao convento dos Frades Capuchinhos em Taubaté. Em 1920, com sete anos de idade, foi para uma espécie de Pré-Seminário numa casa da família Ferraz, em Piracicaba. Fez a Primeira Eucaristia no convento Sagrado Coração de Jesus, em Piracicaba, e foi crismado por Dom Joaquim Mamede da Silva Leite, Bispo de Campinas-SP. Com apenas nove anos ingressou no Seminário São Fidélis em São Manoel aos 22 de julho de 1922.

Noviciado e Profissão

Vestiu o hábito franciscano capuchinho, iniciando o noviciado no convento Santa Clara, Taubaté, aos 17 de fevereiro de 1929. Foi seu Mestre Frei Ricardo de Denno. Fez a profissão temporária, perante Frei Tiago de Cavêdine, no convento Santa Clara, aos 23 de fevereiro de 1930. Emitiu a profissão perpétua, perante Frei Manoel de Seregnano, no convento Imaculada Conceição, São Paulo, no dia 3 de maio de 1934.

Filosofia, Teologia e Ordenação

Estudou Filosofia e Teologia em São Paulo nos anos 1930 a 1932 e 1933 a 1936. Dom Frei Luís Maria de Santana conferiu-lhe a Primeira Tonsura e as Ordens Menores nos dias 20 e 21 de agosto de 1933, em São Paulo. Foi ordenado Subdiácono por Dom José Gaspar de Afonseca e Silva aos 10 de novembro de 1935 e Diácono por Dom Duarte Leopoldo e Silva, aos 8 de março de 1936, em São Paulo. Recebeu a Ordenação Sacerdotal pela imposição das mãos de Dom Frei Luís Maria de Santana, na igreja Imaculada Conceição de São Paulo, no dia 6 de junho de 1936. Concluiu os estudos em novembro de 1936. Concluído o Curso Teológico, Frei Germano foi transferido para o convento São José de Mococa para lecionar Filosofia. Aí permaneceu durante todo o ano de 1937.

Em Roma

Em julho de 1938 partiu para Roma, Itália, para cursar Filosofia na Pontifícia Universidade Gregoriana. Partiu de Santos no dia 1º de julho de 1938, chegando a Genova, aos 14 de julho do mesmo ano. Permaneceu em Trento por três meses. De lá viajou para Roma, chegando ao Colégio Internacional no dia 8 de outubro de 1938. Em novembro começou a freqüentar a Universidade Gregoriana, inscrevendo-se na Faculdade de Filosofia e Sociologia. Concluiu os estudos em fevereiro de 1942. Permaneceu em Roma até fevereiro de 1942, quando defendeu tese, obtendo a láurea em Filosofia e Sociologia.

Em Porto - Portugal

Concluídos os estudos em Roma, recebeu obediência para lecionar Filosofia em Porto, Portugal. Aí permaneceu até outubro de 1942. Tendo o Brasil entrado na guerra, foi obrigado a retornar à sua pátria, saindo de Lisboa no dia 4 de outubro. Depois de longa viagem cheia de perigos e dificuldades, chegou ao Rio de Janeiro aos 25 de dezembro de 1942.

Professor

Já em São Paulo, Frei Germano foi nomeado Diretor dos Estudos e professor de Filosofia no convento São José de Mococa. Aí permaneceu desde início de 1943 até dezembro de 1945. Depois de dois anos em São Paulo, retornou para Mococa como Prefeito dos Estudos, Lente e Guardião do convento São José, até 10 de janeiro de 1954. De 1960 a 1963, esteve novamente em Mococa como professor de Filosofia e Guardião nos anos 1961 a 1962. Na década de 1970 lecionou Filosofia no Curso Integrado de Filosofia e Teologia de Nova Veneza-SP.

Ministério Sacerdotal

Nos anos de 1946 e 1947, Frei Germano exerceu o cargo de Pároco da paróquia Imaculada Conceição, em São Paulo e Diretor do IMACO (Instituto Imaculada Conceição) de janeiro de 1954 a dezembro de 1956. Aos 15 de janeiro de 1963 foi transferido para o Santuário Nossa Senhora de Lourdes, Botucatu, como Guardião do convento. Em janeiro de 1966 recebeu a última transferência para a paróquia Santo Antônio do Embaré, Santos-SP, como encarregado do expediente paroquial. Aí permaneceu até seu falecimento aos 4 de fevereiro de 2004.

Definidor Provincial

No 1º Capítulo Provincial realizado no convento Imaculada Conceição, São Paulo, de 21 a 23 de dezembro de 1953, Frei Germano Chisté foi eleito 2º Definidor Provincial. No 4º Capítulo Provincial, realizado em São Paulo, nos dias 11 a 12 de dezembro de 1962, Frei Germano foi eleito 3º Definidor Provincial para o triênio 1963 a 1965.

Ministro Provincial

Em janeiro de 1957, no 2° Capítulo Provincial, realizado no convento Imaculada Conceição, São Paulo, Frei Germano foi eleito Ministro Provincial. Foi o 2° Ministro Provincial da Província e o 1º brasileiro da Província dos Capuchinhos de São Paulo.

Falecimento

Frei Germano Chisté sempre gozou boa saúde. Já aos 85 anos de idade não precisava tomar remédios. Era moderado na alimentação. Não dispensava um copo de vinho nas refeições, um ou outro charuto durante o dia e cervejinha à noite. Na alimentação e na maneira de se cuidar, seguia os costumes romanos. Com isso chegou a viver mais de 90 anos.

Em dezembro de 2003, era notório seu definhamento físico, voz sumida e dificuldade na coordenação e comunicação de idéias. Colocava resistência ao tratamento de uma grande hérnia inguinal. Os médicos detectaram um tumor maligno na próstata. Cirurgia em um paciente de 90 anos seria fatal. O enfraquecimento foi tal que exigiu internação. Poucos dias depois de internado ficou inconsciente, foi definhando até ir a óbito na madrugada do dia 4 de fevereiro de 2004. Faleceu no Hospital Ana Costa em Santos.

Frei Joaquim Dutra Alves, O.F.M. Cap

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