Necrologia

Selecione o Mês:

Frei Antônio Lira

13/01/1901
16/01/1998

* Indaiatuba (Helvécia) - SP, 13.01.1901
+ Piracicaba - SP, 16.01.1998

De imigrantes italianos

Filho de imigrantes italianos, Frei Antônio Lira nasceu em Helvécia, município de Indaiatuba-SP aos 13 de janeiro de 1901. Dos 14 filhos de José Lira e Ângela Sartori, quatro se consagraram a Deus na Vida Religiosa. Frei Antônio é um deles. Pio Sebastião é seu nome recebido no Batismo aos 20 de janeiro de 1901 na igreja de Helvécia. Fez a Primeira Eucarístia na mesma igreja aos 13 de junho de 1911.

Noviciado e profissão

Vestiu o hábito de Postulante em Piracicaba, convento Sagrado Coração de Jesus aos 30 de outubro de 1920. Iniciou o noviciado no mesmo convento no dia 1º de maio de 1921. Foi seu Mestre Frei Felicíssimo de Prada. Fez a profissão temporária, em Piracicaba, perante Frei Aleixo de Gries no dia 21 de junho de 1922. Emitiu a profissão perpétua, perante Frei Afonso de Condino, em Penápolis, aos 5 de julho de 1925.

Vida na obediência

Com espírito de obediência e entrega total a Deus e aos irmãos, findo o noviciado, Frei Antônio morou em Penápolis, (1922-1929); São Paulo, convento Imaculada Conceição, (1930-1932); Piracicaba. convento Sagrado Coração de Jesus e Penápolis, (1933-1935); São Paulo, (1936); Seminário de Piracicaba (Março/1936-1946); Santos, (1947-1950); São Paulo, de 1951 a outubro de 1952 quando foi para Roma até 1978; Nova Veneza, no Seminário São Francisco de Assis, (1979-1983). Em 1984 foi transferido de Nova Veneza para o convento Sagrado Coração de Jesus, Piracicaba. Aí permaneceu dez anos, sendo transferido em 1994 para a Fraternidade Nossa Senhora dos Anjos, enfermaria da Província, em Piracicaba.

Bom exemplo do trabalho

“Eu trabalhava e quero firmemente que também os outros frades trabalhem”, disse São Francisco de Assis em seu Testamento. Frei Antônio Lira foi fiel a este desejo do Seráfico Pai. Nas fraternidades onde morou realizou os seguintes trabalhos: cozinheiro, porteiro, sacristão e roupeiro. No Seminário São Fidélis de Piracicaba foi vigilante dos seminaristas e roupeiro durante quatro anos.

Em Roma

Em outubro de 1952 foi ser sacristão no Colégio Internacional dos Frades Capuchinhos em Roma. Numa de suas cartas ao Ministro Provincial de São Paulo afirma que havia 150 Frades Capuchinhos naquele Colégio. Ali permaneceu 27 anos. Todos os frades italianos, brasileiros e latino-americanos que por lá passaram só fizeram ótimas referências ao nosso confrade Frei Antônio.

Liberto de todas as limitações

Aos 97 anos de idade, Frei Antônio Lira que, há algum tempo estava carregando o pesado fardo da doença e do sofrimento, faleceu na Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba na madrugada de 16 de janeiro de 1998. No dia 16, à tarde, após missa exequial, presidida por Frei Nicolau da Silva, Vigário Provincial, concelebrada pelo Ministro Provincial Frei Sermo Dorizontto e diversos confrades, seu corpo foi sepultado no Jazigo dos Frades Capuchinhos no Cemitério da Saúdade, Piracicaba.

Frei Joaquim Dutra Alves, O.F.M. Cap

Frei José de Cassana

14/02/1855
19/01/1930

* Cassana (Itália), 14.02.1855
+ Taubaté-SP, 19.01.1930

Frei José de Cassana (Faustino Comini) nasceu em Cassana (São Tiago) aos 14 de fevereiro de 1855. Era filho de José e Brígida Comini. Vestiu o santo hábito aos 14 de setembro de 1877. Profissão simples no ano seguinte, aos 18 de setembro; solene, aos 21 de setembro de 1881.

Dez anos depois, ainda, jovem, partia para o Brasil juntamente com seus colegas sacerdotes Frei Daniel de Santa Maria e Frei Virgílio de Breguzzo, aqui chegando aos 27 de agosto de 1891.

Residiu em todos os conventos da Missão, edificando a todos pelo espírito de oração, de obediência e de trabalho, sempre observante das mínimas determinações da Regra.

Como um dos primeiros missionários, além das tarefas executadas em favor das fraternidades (sacristia, portaria etc.), Frei José acompanhava os Sacerdotes em suas peregrinações missionárias. Já em 1903, com o veterano Frei Bernardino, percorreu a antiga paróquia de Rio Preto, à procura de um local para abrir residência que fosse posto avançado para a Catequese indígena em nosso Estado. Dessa excursão resultou o princípio de trabalho em Campos Novos de Paranapanema.

Posteriormente, de 6 a 16 de julho de 1908 percorre com Frei Boaventura as regiões de Itapura, passando grande perigo na travessia do Tietê, como foi escrito no histórico sobre as tentativas de Missões Indígenas. Aos 25 de outubro de 1908 está com o mesmo Frei Boaventura e Frei Sigismundo de Canazzei na primeira Missa celebrada por Frei Bernardino de Lavalle na antiga Santa Cruz do Avanhandava, atual Penápolis.

Ainda hoje Frei José é lembrado em Penápolis pelos mais antigos moradores e primeiros alunos dos frades na antiga escolinha São Francisco que funcionava na primitiva casa de tábuas, ainda existente. Descrevem ainda Frei José como o carpinteiro, o marceneiro, encanador, eletricisita, a receber e a cuidar com esmero daqueles crianças que recebiam as primeiras letras.

Como registrou “Anais Franciscanos”, Frei José “foi de uma abnegação rara e de uma dedicação a toda prova pelos interesses da Ordem. Com grande conformidade recebeu a dura provação de uma moléstia pertinaz que o reteve no leito por longos meses.

“Confortado pelos sacramentos e assistido por todos os religiosos, expirou na manhã de 19 de janeiro de 1930, em Taubaté.

“Morreu como viveu, coração puro e leal, temente a Deus e caritativo para com todos”. (março de 1930, p. 32).

Nosso confrade residiu nas seguintes casas: Piracicaba, em 1891; Taubaté (1894); São Paulo, Penápolis (1908). Depois reside novamente em Piracicaba e em Taubaté, onde veio a falecer.

Frei José esteve presente também nas missões do Rio Verde e Das marrecas (1912 a 1914).

Referindo-se a Frei José e seus companheiros, um ex-aluno da primitiva Escola ainda na Casa de Tábuas, Sr. Lírio Ribeiro de Barros declarou com espontânea simplicidade: “Era muito bom, muito bom mesmo, muito mesmo, mas muito, mas muito mesmo”. Foi em 1982 e ele tinha 82 anos. Lembrou-se detalhadamente da “vidinha” dos primeiros alunos com os capuchinhos, no longínquo 1908, na humilde Escola, Casa e Igreja de Tábuas... (Penápolis)

Frei Isidoro de Telve

28/03/1888
19/01/1963

* Telve di Sopra (Itália), 28.03.1888
+ São Paulo-SP, 19.01.1963

Podemos dizer que um homem verdadeiramente santo viveu entre nós, deixando a todos, clero e povo, ilustres exemplos de abnegação, humildade, zelo e ardor pela causa de Deus e do Evangelho. Seu desejo ardente era levar todos para o céu, formar uma família humana onde todos fossem irmãos, e seu Deus fosse a primeira preocupação.

Frei Isidoro de Telve (José Borgogno) nasceu no mês de São José, a 28 de março de 1888, na paróquia de Telve di Sopra, no Trentino. Era filho de Pedro Batista Borgogno e Isabel Campestrini, santos e laboriosos agricultores. Foi batizado no dia seguinte ao nascimento, na matriz local. Crismado em outubro de 1894 por Dom Eugênio Carlos Valussi. Primeira comunhão em abril de 1897.

Com vivas, simples e emocionantes palavras o futuro frei nos deixou retratada sua vida e a de sua família nos bons tempos de sua infância e juventude. Posteriormente, sobre sua vida dedicada ao bem, no Convento.

Por ocasião de umas missões pregadas por dois Menores em sua terra, impressionou-se muito com o sermão em que o padre abordou o adágio muito comum em sua região: “Mille e non piú mille”, i.e. “o mundo está para terminar”, ou: chegará a mil e não a dois mil. Então, disse a um colega vizinho: “Nós somos ainda crianças, e acontecendo o fim do mundo neste século – 1900 – o que faremos nós, estando num mundo no meio de tantos perigos? É melhor recolher-nos num convento”!!

Foi uma das motivações de sua vocação. E de fato, concluídos seus estudos primários e pouco mais, decide-se a entrar para a Ordem capuchinha. O pai mandou-o pensar bem. Depois, disse: “Vai, meu filho; mas, se não se sentir bem lá, pode voltar, que as portas estarão sempre abertas”.
Dia 11 de abril de 1904 foi levado a Trento, pelo Vigário, para fazer o exame de latim... Depois, o almoço de despedida em casa.. Depois, a viagem em trem com o irmão Antônio, até Trento e de lá a Condino. No trem, ao chegar a São Cristoforo que é o final da Valsugana, exclama: “Adeus, Valsugana, não te verei mais”, pois sua intenção era ir à China, e lá ficar até morrer...

Com imensa alegria vestiu o hábito capuchinho aos 20 de abril de 1904, tendo como mestre Frei Eusébio de Condino. Como observa, “estando no Noviciado e vendo-me lá fechado numa cela o dia todo, no terceiro dia fui ter com o Mestre, dizendo: eu me fiz frade para ir à China, como missionário”. – “Agora não é tempo de pensar nisso, mas poderá ir ao Brasil, mais tarde”, respondeu aquele.

Feito o Noviciado, professa aos 20 de abril de 1905. E solenemente, professa a 3 de maio de 1909. Fez os estudos filosóficos em Ala, Trento e Rovereto, de 1908 a 1910 e de 1910 a 1913. Ordenação sacerdotal em Trento, na Basílica São Virgílio, a 6 de julho de 1913, por Dom Celestino Endrici. Concluiu os estudos em Rovereto, – junho de 1914.

No ministério sacerdotal foi sempre dedicado e zeloso. Além dos trabalhos no convento e auxiliando vigários, exercia também o trabalho manual reservado mais aos não-clérigos. Sempre disponível e no silêncio...

Manteve sempre a chama e o desejo missionário, sempre sonhando com as Missões. Ainda na Itália, propaga a devoção à Pia União do Trânsito de São José a favor dos moribundos e à Obra da Santa Infância...

E certo dia vem-lhe o convite do Provincial que pedia até por favor se não queria vir para o Brasil. Nesses tempos a Missão não tinha boa propaganda na Província. Ninguém queria vir. Por isso, respondeu ao Provincial: “Querer, não quero, mas, se se trata de fazer um favor, irei. E assim se fez. “Faça-se a vontade de Deus”, pensou consigo. Não que menosprezasse a Missão, mas temia muito essa delicada empresa e não se julgava bem preparado, desconhecendo a língua, costumes e tudo o mais. Além do que ouvia muitas vezes: “fate bene perché si nó i ve manda in Mérica”.

Partiu de Genova com Frei Camilo de Valda aos 8 de setembro de 1921, festa da Natividade de Maria. Chegam a Santos no dia 25. Chegando a São Paulo, ali reside até 6 de maio de 1922. Embora desconhecendo a língua mandavam-no a pregar e a confessar. Assim escreve: “Sofri bastante por não ter quem me ensinasse a Língua vernácula da Missão.. Barbaridade!”

Aos 6 de maio foi transferido para a paróquia de Bom Jesus dos Perdões, como coadjutor. Foi-lhe dado um professor com pouco resultado, pois o mestre não entendia o italiano e o aluno não compreendia o português. Era intenso o trabalho e nem sequer restava tempo para estudos.

Taubaté é sua nova morada desde 6 de dezembro de 1922. Percorria as capelas, horas e horas a cavalo, sempre no desgosto de não ter capacidade de bem pregar, além de um defeito natural da língua. Em suas demoradas excursões adoeceu gravemente, apanhando uma doença molesta que o seguiu durante toda vida, verdadeira cruz a perturbá-lo a cada segundo.

Aos 6 de setembro de 1924 está em São Paulo, onde reside até 17 de dezembro de 1938. Ali trabalha incansável especialmente na difusão da Pia União pelos moribundos, tendo sido nomeado primeiro Diretor da mesma, no Brasil, a lº de fevereiro de 1927. Conseguiu com ingentes esforços que o Centro Nacional dessa associação fosse sediado no convento Imaculada Conceição.

No ano de 1938 vai para Piracicaba onde reside por 4 anos e muito lutou pela construção do Lar Franciscano. Isso de tal forma que pode ser chamado o Pai ou o Patrono dessa obra, embora sem sair de seu cantinho. Em 1942, é transferido para Mococa.

Em dezembro de 1944 é transferido de Mococa para São Paulo. Ali foi confessor de quase todos, se não de todos os frades da comunidade.

Depois de São Paulo, é transferido para Mococa (1948), Botucatu (1949), Taubaté (1950). Em 1953 vem para São Paulo, aí ficando até o fim de sua vida..

Traduziu sua vida nas últimas palavras de suas MEMÓRIAS, dois meses antes do falecimento, quando ainda tinha forças para escrever.

No dia 6 de novembro de 1962 escrevia, entre outras:

“Senhor meu Deus, se eu posso servir para Vossa Maior Glória e para o maior bem desta Província, eis-me aqui, Vítima de Caridade. Jesus, Maria, José, São Francisco”.

E no dia 16, escrevia: “Senhor meu Jesus Cristo, que acabastes vossa Vida Mortal na cruz, dai-me a graça de imitar-vos, porquanto me for possível”...

E a 19: “Cupio dissolvi et esse cum Christo... (desejo desfazer-me deste corpo e estar com Cristo). Ora, se assim São Paulo Apóstolo, por que não eu também? Santa Isabel Rainha da Hungria, por caridade alcançai-me a graça de imitar-vos: imitar-vos na imitação do meu tempo, tudo, tudo... Sei que devo morrer e então devo e quero preparar-me bem, bem sim, e depois, venha a morte, que será bem vinda. E morrer quero por amor de Deus e para imitar Jesus, Maria e os santos todos. E assim seja”.

Foram as últimas palavras escritas por Frei Isidoro.. Mais preciosas ainda terão sido suas últimas palavras vividas e pronunciadas.

E assim veio a falecer a 19 de janeiro de 1963, após devota recepção de todos os sacramentos.

Frei Isidoro foi uma riqueza e uma preciosidade para nossa Missão e Província.
Sua consagração foi total: corpo e alma.

Frei Estevão M. de Piracicaba

17/08/1912
19/01/1967

19/01/1967 Fr. Estevão M. de Piracicaba

* Piracicaba-SP, 17.08.1912
+ São Paulo-SP, 19.01.1967

Frei Estêvão (Miguel Brajon) nasceu em Piracicaba a 17 de agosto de 1912. Era filho de João Batista Brajon e Joana Cancellieri Scatamburg. Entrou para o seminário São Fidélis aos 4 de julho de 1922, em São Manoel. Vestiu o hábito aos 17 de fevereiro de 1929, em Taubaté e teve como Mestre Frei Ricardo de Denno. Votos simples aos 23 de fevereiro de 1930; solenes, em São Paulo, aos 19 agosto de 1933. Ali fez os estudos filosóficos, de 1930 a 1932; e teológicos, de 1933 a 1936. As ordens menores foram-lhe conferidas por Dom Frei Luís de Sant’Ana, em 1933. Diaconato aos 8 de março de 1936, na mesma cidade, por Dom Duarte Leopoldo e Silva. Sacerdócio aos 6 de junho, em São Paulo, por Dom Luís. Concluiu os estudos a 30 de novembro de 1936. Em dezembro desse ano é nomeado professor do Seminário de Piracicaba. Ali foi prefeito de disciplina, regente do Coral, permanecendo como mestre e vice-diretor até dezembro de 1950... portanto, por 14 anos. Em seguida, Diretor do Instituto de Ensino Imaculada Conceição – escola que estivera cedido por certo tempo a uma Associação – em São Paulo. Ao mesmo tempo era secretário provincial e arquivista. Exerceu ainda os seguintes cargos:

Superior e vigário em Santos, a partir de janeiro de 1954; - Superior no Sagrado Coração de Jesus (janeiro 1957); - vice-superior e cooperador em Votuporanga (fevereiro 1960; - Reitor do Pré-Seminário de Birigüi, em dezembro de 1960; Reitor do Seminário de Piracicaba, em dezembro de 1962; - Assistente Geral do SASM, em São Paulo, (dezembro 1965) ; - Botucatu, 1966; - Acometido de hepatite, fica em tratamento por dois meses em Piracicaba, sendo depois hospitalizado no Santa Catarina, capital, onde veio a falecer aos 19 de janeiro de 1967. Em junho de 1966 completara 30 anos de sacerdócio; em agosto, 54 de idade.

Frei Sigismundo de Canazei

09/04/1874
20/01/1961

* Canazei (Itália), 09.04.1874
+ Rovereto (Itália), 20.01.1961

Frei Sigismundo de Canazei (Ricardo Valentini) nasceu a 9 de abril de 1874. Era filho de João Batísta Valentini e Isabel Costa. Vestiu o hábito aos 13 de setembro de 1889; profissão solene aos 29 de abril de 1895; ordenado sacerdote a 16 de agosto de 1896.

Em 1907 veio para o Brasil, chegando a São Paulo a 17 de dezembro. Em 1908 já estava com Frei Boaventura de Aldeno e Frei José de Cassana em Santa Cruz do Avanhandava, atual Penápolis, quando de sua fundação a 25 de outubro desse ano. Com os demais, percorria toda a região Noroeste pregando as missões e catequizando o povo e as comunidades primitivas. Locais e povoados das atuais dioceses de Rio Preto, Lins, Bauru, Marília, Três Lagoas, eram visitados e percorridos pelos frades.

Dia 4 de setembro de 1911 Frei Sigismundo fazia sua primeira excursão apostólica por Aracanguá, Mata, Macaúbas, Palmeiras, Capitão Vicente, Santa Bárbara, São Jerônimo, Lagoa, Bela Vista do Chico Pereira, Salto e outros núcleos, permanecendo por cerca de um mês nesse apostolado que depois é prosseguido religiosamente por seus coirmãos.

No dia 4 de janeiro de 1912 parte, com Frei Boaventura, de Penápolis, para a Missão entre os Xavantes, no Mato Grosso, foz do Taquarussu. A missão foi transferida, posteriormente, para a embocadura do Ribeirão das Marrecas, em nosso Estado, próximo à atual cidade de Panorama. Frei Sigismundo ali ficou até 1915 quando vai novamente para Penápolis. Em 1918 foi nomeado primeiro capelão residente em Birigüi, onde, a 21 de novembro de 1915 Frei Ricardo de Denno celebrara primeira Missa. Frei Sigismundo ali trabalha, e muito, de agosto de 1918 a 2 de julho de 1919...

A 3 de maio de 1920 retorna à pátria onde foi por muitos anos professor de latim no “Liceu” de Rovereto e depois superior em Primiero. Faleceu aos 20 de janeiro de 1961. Segundo “Anais Franciscanos”, com ele tombou “um dos nossos pioneiros da evangelização dos habitantes de nossas selvas” (Fevereiro 1961, p. 90). Segundo o Necrológio de Trento, foi “vero francescano e uomo di Dio”... Seus 13 anos de Missão foram fecundos e marcantes para nossa Província.

(Cf. AOMC, 77, 142).

Veja Mais