Necrologia

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Fr. Anacleto de Coroados

13/07/1937
29/07/1966

Frei Anacleto de Coroados (Antônio Aguilar) nasceu em Coroados, diocese de Lins, SP, aos 13 de julho de 1937.

Era filho de Salvador Aguilar e Dolores Colo. Vestiu o hábito aos 17 de setembro de 1962, fazendo a primeira profissão a 19 de setembro de 1963. Estava em Mococa, onde atendia a portaria. Muito desejava professar solenemente, mas fôra aconselhado a renovar os votos por mais um ano a fim de preparar-se melhor para ato tão importante. Não realizou seu desejo, pois faleceu aos 29 de julho de 1966. A pedido de uma pessoa foi colher umas carambolas; subiu na árvore, um galho cedeu e o frei despencou com cesta e frutas, morrendo instantaneamente naquela tarde triste. Havia completado 29 anos a 13 de julho.

Frei Mansueto de Jaboticabal

18/03/1914
30/07/1970

Frei Mansueto de Jaboticabal (Heládio Varani Calvo) nasceu aos 18 de março de 1914, em Guariba, diocese de Jaboticabal; filho de Heládio Calvo e Olga Varani. Crismado aos 9 de dezembro de 1929 em Curitiba (PR), por Dom João Braga. Primeira eucaristia aos 12 de junho de 1921 em Jaboticabal. Entrou para o Seminário Seráfico aos 24 de dezembro de 1929. Vestiu o hábito em Piracicaba, a 21 de fevereiro de 1932. Foram seus mestres Frei Felicíssimo (10 meses) e Frei Tiago de Cavêdine (2 meses). Votos simples em Piracicaba aos 26 de fevereiro de 1933; solenes, em Mococa, a 19 de março de 1936, perante Frei Salvador de Cavêdine. Estudos filosóficos em Piracicaba (1 ano), em São Paulo (1 ano e meio) e em Mococa (meio ano) :1933 a 1935 - Teologia em Mococa (1936-1937) e em São Paulo (1938-1939).

Recebeu o Diaconato em São Paulo aos 24 de setembro de 1938, de Dom José Gaspar de Afonseca e Silva. Ordenado sacerdote aos 8 de dezembro do mesmo ano, pelo mesmo Dom José. Em 1939 concluiu os estudos. Exerceu os cargos de Lente, em Mococa, a partir de dezembro 1947; - vigário cooperador e assistente do Comissariato em São Paulo (dezembro 1950). Aos 7 de outubro de 1952 partiu para Roma, como vice-secretário geral da Ordem. Aos 31 de agosto de 1958 embarcava de regresso para o Brasil, sendo nomeado cooperador em Santos, em janeiro de 1959. Em janeiro de 1960 foi eleito Ministro Provincial, sendo reeleito aos 12 de dezembro de 1962. Terminado seu mandato, foi para Rio Preto, como cooperador na Basílica Nossa Senhora Aparecida (1965). Já estava bastante enfermo. Por ocasião do Capítulo Geral de 1968 submeteu-se a tratamentos no Hospital de Parma, Itália, sob orientação do Prof. Ferioli, melhorando bastante. Voltando para a Província foi novamente para Rio Preto onde a doença teve seus súbitos progressos. Em 1969 prossegue os tratamentos também em Ribeirão Preto e até no Rio de Janeiro, numa clínica de olhos, pois a cegueira aumentava com o diabete e complicações renais graves. Posteriormente, em setembro do mesmo ano é internado no hospital Santa Catarina em São Paulo, sem resultados.

Frei Marcelo de Assis Pereira

30/07/2011

Frei Epifânio A. Menegazzo

27/07/1906
01/07/2002

Frei Epifânio nasceu em Limeira no dia 27 de julho de 1906. Seu nome de batismo e civil era Antônio Menegazzo. Era filho de Agostinho Menegazzo e Letícia Cia. Foi batizado na igreja de Vila Americana, Tatu, em Limeira, aos 1º de setembro de 1906 e crismado na mesma igreja no dia 10 de fevereiro de 1909. Fez a Primeira Eucaristia na igreja de Santana, São Paulo, em setembro de 1915. Cursou os primeiros estudos no Grupo Escolar de Santana, em São Paulo.

Vocação adulta

Entrou para o Seminário São Fidélis de Piracicaba aos 29 de janeiro de 1930, com 24 anos de idade. Sua profissão era seleiro. Tinha uma selaria num sobradinho atrás da Estação Sorocabana em São Paulo.

Noviciado e profissão

Vestiu o hábito franciscano capuchinho, iniciando o noviciado no convento Sagrado Coração de Jesus, em Piracicaba, no dia 21 de fevereiro de 1932. Foi seu Mestre Frei Felicíssimo de Prada. Fez a profissão temporária perante Frei Jacinto de Prada no convento de noviciado, no dia 26 de fevereiro de 1933. Emitiu a profissão perpétua perante Frei Salvador de Cavêdine, no convento São José de Mococa, aos 1º de março de 1936.

Filosofia, Teologia e Ordenação

Estudou Filosofia em Piracicaba, Mococa e São Paulo, nos anos 1933 a 1935 e Teologia em São Paulo e Mococa, nos anos 1936 a 1939. Recebeu a Primeira Tonsura e duas Ordens Menores conferidas por Dom Alberto José Gonçalves, em São José do Rio Pardo, aos 17 e 18 de agosto de 1937 e as outras Ordens Menores conferidas por Dom José Gaspar de Afonseca e Silva, em São Paulo no dia 6 de março de 1938. Foi ordenado Subdiácono aos 11 de junho de 1938 e Diácono por Dom José Gaspar de Afonseca e Silva, em São Paulo aos 24 de setembro de 1938. Recebeu a Ordenação Sacerdotal pela imposição das mãos, de Dom José Gaspar de Afonseca e Silva, em São Paulo, no dia 8 de dezembro de 1938.

Mestre de Noviços

Concluídos os estudos em novembro de 1939, aos 7 de dezembro foi ser Vice-Mestre de Noviços no convento Santa Clara de Taubaté. Dois anos depois, em dezembro de 1942 foi nomeado Mestre de Noviços. Por oito anos desempenhou este serviço até dezembro de 1950, sendo nomeado Guardião do convento Santa Clara em Taubaté. De novembro de 1952 a dezembro de 1960 foi Mestre de Noviços em Barcelos, Portugal. De junho de 1955 a junho de 1958, Assistente do Comissário Geral de Portugal e Vice-Guardião do convento. Anos mais tarde, de 17 de janeiro de 1963 a 17 de janeiro de 1964, desempenhou outra vez o serviço de Mestre de Noviços, no convento Santa Clara, em Taubaté. Prestou serviços no noviciado por 20 anos, 3 como Vice-Mestre e 17 anos Mestre de Noviços.

Guardião e Pároco

Frei Epifânio foi Guardião em Taubaté nos anos 1951 e 1952. Em Marília foi Guardião e Pároco, de 1964 a 1969. Em Penápolis, foi Guardião e Pároco de 1975 a 1978.

Outros conventos e paróquias

Além do serviço de Mestre de Noviços, Guardião e Pároco, Frei Epifânio trabalhou em São Paulo, Imaculada Conceição, Piracicaba, no convento Sagrado Coração de Jesus, Santo André, Botucatu e Santos. Em todos estes conventos e paróquias foi Vigário Cooperador, confessor, orientador espiritual e sempre disponível para qualquer atendimento pastoral.

Obediência derradeira

Desde 1985 residia em Taubaté. Participou do último Capítulo Provincial no Seminário São Fidélis, de 13 a 16 de novembro de 2001. No início de 2002 foi para a Fraternidade Nossa Senhora dos Anjos, em Piracicaba, para tratamento de saúde. Aí recebeu a obediência derradeira, o chamado de Deus para a vida na eternidade. Frei Epifânio faleceu na Santa Casa de Piracicaba no dia 1º de julho de 2002, às 2 horas e 10 minutos da madrugada. O atestado de óbito deu como causa da morte: Septicemia, Arritmia Cardíaca, Broncopneumonia. Foi velado na igreja do convento Sagrado Coração de Jesus. Às 10 horas foi celebrada uma missa exequial. Seu corpo foi transladado para Taubaté a pedido de seus familiares.

Às 15 horas do dia 1º de julho, na igreja do convento Santa Clara, foi celebrada a missa exequial presidida por Dom Carmo João Rhoden, SCJ, Bispo diocesano de Taubaté, concelebrada pelo Ministro Provincial, Frei João Alves dos Santos, por vários sacerdotes capuchinhos, sacerdotes diocesanos, com participação dos pós-noviços, postulantes, grande multidão de fiéis, amigos e familiares. Após a celebração exequial, o corpo de Frei Epifânio foi sepultado na capela dos Frades Capuchinhos, no cemitério ao lado do convento Santa Clara, em Taubaté.

Estimado Confessor e Diretor Espiritual

Frei Epifânio era muito estimado como confessor e orientador espiritual, sendo considerado Pai Espiritual pelos fiéis, pelos sacerdotes e religiosas. Foi homem de verdadeira experiência de Deus em fervorosas e continuas orações.

Austeridade de vida

Viveu uma vida de austeridade mostrada em rigorosas abstinências, jejuns e práticas penitenciais, sendo prudente e zeloso com a saúde pessoal e dos outros. Manifestou austeridade na vida de pobreza e obediência. Até o fim da vida, em tudo dependia da obediência aos Superiores.

Gostava de fazer suas férias nos conventos da Província. Celebrava a santa missa de manhã ou nos horários permitidos, tomava refeições, lavava suas roupas pessoais e passava o dia na cela em oração.

Nos conventos onde morou era assim que vivia estando sempre atento ao chamado do porteiro ou ao toque da campainha para o pronto atendimento às confissões ou aconselhamentos na sala conventual.

Comprendia o trabalho como dom divino. Na segunda-feira, dia de folga para o descanso, ele atendia confissões, às vezes, o dia inteiro. Jamais se negava ao atendimento de quem o procurasse. A quem o questionasse sobre o cansaço respondia: “Se Deus me envia trabalho é porque sabe que darei conta”.

Apaixonado pelo Evangelho e por São Francisco

Nos Capítulos e Assembléias Provinciais, nos encontros regionais, reciclagens e retiros da Província, fazia eloqüentes intervenções em que demonstrava amor apaixonado pelo Evangelho, tendo como modelo nosso Seráfico Pai São Francisco ao escrever: “A Regra e Vida dos Frades Menores é esta: observar o Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo vivendo em obediência, sem propriedade e em castidade” (RB, Cap. I).

Em suas cartas e anotações pessoais afirmava com segurança que os Reitores, Diretores de Estudantes, Mestres de Noviços e frades nos conventos deviam ser exemplos vivos do Evangelho, da Regra e das Constituições, como fez São Francisco, Santa Clara e um exuberante catálogo de santos franciscanos e capuchinhos. Nas afirmações orais e escritas, com freqüência, fazia citações do Evangelho e das Cartas dos Apóstolos.

Escreveu e publicou “Opúsculo” sobre a vida de São Francisco, por ocasião do jubileu de sua morte (750 anos), mais uma novena de São Francisco de Assis.

Exemplo de vida capuchina

Frei Epifânio foi um exemplo vivo de simplicidade e alegria franciscana capuchinha. Acreditava e confiava na Providência Divina. Para ele, Deus, o único e supremo Senhor, é tão bom que liberta de todas as preocupações da vida aqueles que se põem ao seu serviço e se abandonam à sua Providência Divina. Nunca se deixava levar pela angústia. Não se inquietava, nem se afligia, mas “buscava em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça” (Mt 6, 33).

Os problemas da vida não lhe tiravam a alegria de viver. Acordava muito antes dos outros confrades, tomava seu suco de laranja e se dedicava ao seu cultivo espiritual nas primeiras horas da manhã. No convento onde morava e nos outros onde se realizavam encontros fraternos, era o primeiro a comparecer ao coro, à capela para o Ofício Divino e orações da comunidade.

Era muito compreensivo diante das mudanças provocadas pela renovação da Igreja e pelo progresso do mundo atual. Tinha capacidade de abertura ao novo, ao diálogo e de respeitar o diferente sem perder o que para ele era essencial. Participava intensamente de todos os eventos programados e de todos os encontros fraternos da vida da Província.

Gostava de futebol

Sem nenhum prejuízo para sua vida austera de observância regular, de orações e santas meditações, acompanhava o esporte de futebol. Conhecia tudo sobre times, jogadores, técnicos, árbitros atuais e antigos, sendo grande torcedor, especialmente da seleção brasileira quando havia copa mundial. Vibrava quando o Brasil ganhava e sofria com as derrotas. Não pôde torcer na copa de 2002 porque seu estado de saúde não permitia e foi comemorar o “Penta” no céu.

A cura pelo limão

Deixou uma pasta com muitas receitas de medicina caseira, tiradas de revistas, jornais e pequenos impressos. A principal delas, por ele fielmente utilizada, é a cura pelo limão, útil para tantas doenças, desde a simples gripe ao pior dos males. Acreditava que o limão é o remédio da longa vida, prolonga a juventude e afasta a velhice, rejuvenescendo as células do sangue e tecidos.

Frei Epifânio viveu 95 anos e 11 meses de idade. Faleceu no dia 1º de julho de 2002. No dia 27 do mesmo mês completaria 96 anos, sendo 69 de vida religiosa na Ordem Franciscana Capuchinha, 63 anos e 7 meses de ministério sacerdotal.

(Cf. “Vida Freterna” nº 237, 357 e 401. “Regra e Vida” nº 106, pag. 236-238).

Frei Joaquim Dutra Alves, O.F.M. Cap.

Frei Carlos Vendrame

21/01/1920
04/07/1985

Bondade

 

A qualidade característica de Frei Carlos Vendrame era a bondade, afirma seu colega de turma Frei José Antônio Leonel Vieira. Todos nós que o tivemos como Diretor Espiritual e Reitor do Seminário São Fidélis podemos testemunhar sua benevolência, benignidade e magnanimidade. Era de alma nobre e generosa.

 

Dados biográficos

 

Nasceu em Birigüi-SP no dia 21 de janeiro de 1920. Era filho de Antônio Vendrame e Rita Torelli. Foi batizado por Frei Leonardo de Campinas na igreja Imaculada Conceição de Birigui, aos 7 de março de 1920, e crismado por Dom Lúcio Antunes de Souza, Bispo de Botucatu, na capela Santo Antônio de Tupi, aos 2 de dezembro de 1927. Fez os primeiros estudos na escola municipal da fazenda São Roque. Entrou para o Seminário São Fidélis de Piracicaba, com 11 anos de idade, aos 23 de janeiro de 1931.

 

Noviciado e Profissão

 

Vestiu o hábito franciscano capuchinho e iniciou o noviciado no convento Sagrado Coração de Jesus, Piracicaba, aos 3 de fevereiro de 1937. Foi seu Mestre Frei Felicíssimo de Prada. Fez a profissão temporária, em Piracicaba, aos 4 de fevereiro de 1938, perante Frei Eliseu de Cavêdine, na ocasião, Provincial de Trento que visitava a Missão transformada em Custódia Provincial. Emitiu a profissão perpétua perante Frei Plácido Bruschetta no convento São José, Mococa, aos 5 de fevereiro de 1941.

 

Filosofia, Teologia e Ordenação

 

Estudou Filosofia em Mococa nos anos 1938 a 1940 e Teologia em Mococa e São Paulo, de 1941 a 1944. De 10 a 13 de junho de 1942, em Mococa, recebeu a Primeira Tonsura e as Ordens Menores conferidas por Dom Manoel Silveira Delboux, Arcebispo de Ribeirão Preto. Em São Paulo, foi ordenado Subdiácono por Dom José Gaspar de Afonseca e Silva, aos 19 de junho de 1943. Foi ordenado Diácono aos 18 de setembro de 1943. Recebeu a Ordenação Sacerdotal pela imposição das mãos de Dom Frei Luís Maria de Santana, em Botucatu, aos 8 de dezembro de 1943.

 

Formador no Seminário São Fidélis

 

Concluídos os estudos aos 19 de novembro de 1944, em dezembro do mesmo ano Frei Carlos foi transferido para o Seminário São Fidélis de Piracicaba, onde permaneceu seguidamente por 15 anos, sendo aí professor, Prefeito de Disciplina, Diretor Espiritual e Reitor. Com dedicação e alegria teve grande atuação na formação dos candidatos ao sacerdócio e à vida religiosa. Era enérgico, sem deixar de ser carinhoso e bondoso.

 

Professor

 

No seminário, lecionou Português durante 6 anos; Latim, 8 anos; Grego, 8 anos; Matemática, 5 anos; Italiano e Caligrafia, 10 anos.

 

Diretor Espiritual

 

A atuação que mais marcou os aspirantes ao sacerdócio e à vida religiosa foi a direção espiritual concedida por Frei Carlos. Com o Reitor e outros sacerdotes zelava pela vida de oração e sacramental dos seminaristas. Desenvolvia direção espiritual comunitária e individual. Demonstrava zelo extraordinário pela Liturgia. Durante o primeiro semestre do ano, ensinava aos seminaristas iniciantes as funções litúrgicas desempenhadas no Seminário, especialmente o serviço de Acólito. Preparava com perfeição a equipe de Liturgia para as celebrações pontificais da Semana Santa na Catedral e Missas Pontificais em outras igrejas de Piracicaba. A limpeza da capela e da sacristia, a ornamentação dos altares, o zelo com as alfaias sagradas, roquetes, cálices, hóstias, lâmpada do Santíssimo mostravam obediência ao espírito de São Francisco.

No acompanhamento comunitário e individual, insistia na importância da oração, em primeiro lugar, na vida eucarística e devoção à Nossa Senhora para a perseverança na vocação. Aconselhava praticar a caridade, a humildade e a pureza. Recomendava a leitura espiritual a ser feita na “Concordância dos Evangelhos”.

 

Ordem Terceira Franciscana

 

A formação espiritual franciscana começava na Ordem Terceira Franciscana, hoje, OFS. A partir dos 15 anos de idade, os seminaristas eram admitidos à vestição e noviciado na Ordem Terceira Franciscana da Fraternidade do Seminário São Fidélis. O Diretor Espiritual do Seminário dava ótima assistência espiritual aos irmãos terceiros, formando-os no espírito franciscano.

 

Reitor

 

Frei Carlos foi Reitor do Seminário São Fidélis durante seis anos, de 1954 a 1960. Iniciou sua atividade no ano centenário da proclamação do dogma da Imaculada Conceição, em 1854. Era também o primeiro ano da Província de São Paulo. Grande foi o seu trabalho e intenso esforço para levar todos os seminaristas a São Paulo na celebração do centenário da Imaculada Conceição, dia 8 de dezembro de 1954. Atuações como esta marcaram os seis anos de Reitor do Seminário.

 

Vigário Provincial

 

No 2º Capítulo Provincial realizado aos 9 de janeiro de 1957, Frei Carlos foi eleito 1º Definidor e Vigário Provincial. Ocupou o serviço de Definidor Provincial durante 15 anos, sendo 1º Definidor e Vigário Provincial, 12 anos.

 

Guardião e Pároco em São Paulo

 

Em fevereiro de 1960 foi transferido para São Paulo, nomeado Guardião do convento e Pároco da paróquia Imaculada Conceição. Foi Guardião do convento por 3 triênios e Pároco 12 anos. Aí realizou muitas obras, como a continuação das reformas da igreja paroquial, o aumento do convento para abrigar os Estudantes de Teologia e construção do prédio do SASM, posteriormente transformado em SESIC, com auxílio da “Misereor”.

 

Penápolis, Sapopemba, Marília e Piracicaba

 

De São Paulo, Frei Carlos recebeu transferência para Penápolis em fevereiro de 1969, como Guardião do convento e Pároco da paróquia São Francisco de Assis. Aí permaneceu até janeiro de 1972, sendo transferido para Sapopemba, São Paulo, como Vice-Guardião e Pároco na paróquia Nossa Senhora de Fátima, na região leste de São Paulo. Sofreu muito naquela paróquia de periferia, mas ficou feliz no serviço aos pobres.

Em janeiro de 1975, pela quarta vez foi eleito Vigário Provincial. Depois de um triênio novamente em São Paulo, como Guardião do convento e Pároco da paróquia Imaculada Conceição, recebeu transferência para a paróquia São Miguel Arcanjo de Marília-SP. Aí foi Guardião e Pároco até janeiro de 1981, quando foi transferido para o Seminário São Fidélis de Piracicaba, como Guardião. Permaneceu apenas um ano no Seminário e transferiu-se para o convento Sagrado Coração de Jesus de Piracicaba, sendo Pároco da paróquia Santa Catarina na mesma cidade.

 

Derrame Cerebral

 

Quando exercia as funções de Pároco na paróquia Santa Catarina, em Piracicaba, dois anos antes de sua morte, sofreu um derrame cerebral que o deixou prostrado no leito, na cadeira de rodas, quase impossibilitado de falar e caminhar. Sem nunca lhe ter faltado o carinho e atenção dos confrades, muitos deles seus ex-alunos, dos amigos e antigos paroquianos, faleceu aos 4 de julho de 1985. Completara 65 anos de idade, sendo 48 como religioso franciscano capuchinho e quase 42 anos de ministério sacerdotal a serviço da Santa Igreja. Foi sepultado no Cemitério da Saudade de Piracicaba no Jazigo dos Frades Capuchinhos.

 

Catequista

 

No arquivo da Província, com sua ficha e documentos pessoais, encontram-se oito cadernos com suas homilias escritas. Desde a reforma litúrgica apresentada nos anos A, B e C, teve o cuidado e zelo de escrever as homilias de todos os domingos. Nelas, apresenta uma verdadeira catequese baseada na Palavra de Deus no estilo de perguntas e respostas. Nas suas pregrações, era de fato um extraordinário catequista, especialmente nas missas das crianças. A catequese a partir da Palavra de Deus está muito semelhante ao Catecismo da Igreja Católica publicado em 1993.
Muitos padres atuais da nossa Província devemos grande parte da nossa formação ao Frei Carlos Vendrame.
Dois irmãos capuchinhos
Frei Carlos era irmão de Frei José Vendrame. Era mais novo do que Frei José (+1998). Mesmo sendo mais novo, faleceu 13 anos antes do seu irmão. “Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus” (Mt. 5,12).

Frei Joaquim Dutra Alves, O.F.M. Cap.

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