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Igrejas Cristãs unidas em favor da justiça

10/11/2016 - 23h12
Momento de oração pelo País contou com a presença dos Capuchinhos e aconteceu nesta quinta-feira (11), em Salvador

SALVADOR - No fim da tarde desta quinta-feira (11), na Igreja Matriz de São Pedro, na Praça da Piedade em Salvador, aconteceu a “Vigília pela vida do povo”, promovida pela ASA (Ação Social Arquidiocesana), CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviço) e CEBIC (Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs). Um momento de clamor pelo bem e pela justiça para com os pobres, contra a PEC 241 (atual PEC 55/2016).

Sobre esta Proposta de Emenda à Constituição (PEC), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em nota, diz:

“Apresentada como fórmula para alcançar o equilíbrio dos gastos públicos, a PEC 241 limita, a partir de 2017, as despesas primárias do Estado – educação, saúde, infraestrutura, segurança, funcionalismo e outros – criando um teto para essas mesmas despesas, a ser aplicado nos próximos vinte anos. Significa, na prática, que nenhum aumento real de investimento nas áreas primárias poderá ser feito durante duas décadas. No entanto, ela não menciona nenhum teto para despesas financeiras, como, por exemplo, o pagamento dos juros da dívida pública. Por que esse tratamento diferenciado? A PEC 241 é injusta e seletiva. Ela elege, para pagar a conta do descontrole dos gastos, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles que mais precisam do Estado para que seus direitos constitucionais sejam garantidos. Além disso, beneficia os detentores do capital financeiro, quando não coloca teto para o pagamento de juros, não taxa grandes fortunas e não propõe auditar a dívida pública. A PEC 241 supervaloriza o mercado em detrimento do Estado. “O dinheiro deve servir e não governar! ” (Evangelii Gaudium, 58). Diante do risco de uma idolatria do mercado, a Doutrina Social da Igreja ressalta o limite e a incapacidade do mesmo em satisfazer as necessidades humanas que, por sua natureza, não são e não podem ser simples mercadorias (cf. Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 349).” 

Desta forma, os Frades Menores Capuchinhos residentes na Fraternidade Frei Urbano (casa de formação do pós-noviciado), fizeram-se presentes neste evento, mostrando seu compromisso com as causas sociais e políticas, em unidade com a Igreja, com todos os cristãos e pessoas de boa vontade, para que unidos possam, a exemplo do Profeta Moisés, clamar pela vida dos mais pobres, dos irmãos que cada vez mais são oprimidos por projetos de leis que não promovem a justiça e o bem, mas ao contrário, querem promover a exclusão e a degradação das classes mais baixas da sociedade.

A programação da vigília contou com momento de acolhida, cantos, leituras da Sagrada Escritura, orações e uma pequena procissão pela praça, sendo concluída com um gesto simbólico de queima da PEC 241 (PEC 55) ao canto do hino nacional brasileiro. Toda a vigília foi conduzida com tranquilidade, em clima de oração!

Fizeram-se presentes vários leigos de movimentos eclesiais, religiosas e religiosos, bem como representantes das demais Igrejas do CEBIC.

Fonte: Capuchinhos do Brasil /CCB

Por Frei Luan Vinhas da Silva (Fraternidade Frei Urbano)

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