Necrologia

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Frei João Estevão Costa

27/06/1932
28/02/1980

27.06.1932 - Colombo/Paraná
28.02.1980 - Santo Antônio da Platina/Paraná

Aos 27 de junho de 1932, na cidade de Colombo, Paraná, perto de Curitiba, nasceu frei João Estêvãm Costa. Com dez anos de idade entrou no seminário de Butiatuba. Vestiu o hábito no dia 11 de janeiro de 1948, em Butiatuba, em cerimônia presidida pelo superior dos Capuchinhos, frei Inácio de Ribeirão Preto. Professou no ano (16.01.1949) nas mãos de frei Germano Barison de Lion. Durante seus estudos, professou perpetuamente aos 15 de agosto de 1953, em nossa igreja Nossa Senhora das Mercês, em Curitiba. Recebidas todas as ordens menores e o diaconato (14.08.155) foi ordenado sacerdote pelo arcebispo Dom Manuel da Silveira d'Elboux, em Curitiba, em nossa Igreja Nossa Senhora das Mercês.

Iniciou o ministério pastoral na mesma cidade onde veio falecer: Santo Antônio da Platina, onde fez o curso de pastoral (1956). Foram seus campos de apostolado: Jaguariaíva (1956-1957), Curitiba(1958-1962), Umuarama (1963), Butiatuba (1964-1966), São Lourenço do Oeste (1966-1969), Ponta Grossa-Bom Jesus (1970) e Santo Antônio da Platina (1974-1978). Nesses lugares dedicou sua vida e semeou a paz e o bem, exercendo os cargos de vigário paroquial e pároco. Em Curitiba, no período de 1958 a 1962 exerceu o cargo de capelão militar de Curitiba e arredores. Desde 1964 até seu falecimento, nas casas onde viveu sempre foi, além de pároco, também superior local. Participou dos diversos cursos de renovação e formação permanente promovidos pela Província.

A todos passou fazendo o bem, não medindo sacrifícios, deixando nos corações a tranqüilidade. Alma piedosa, vivia unido sempre a Deus com a oração mais profunda. Deus olhou com carinho particular este seu filho e o provou com duro sofrimento.

Após ter sido operado de câncer, na região de um dos maxilares no hospital Bom Jesus em Ponta Grossa, frei João apresentou alguma melhora. Embora não se queixasse de dores, todos quantos o viam sabiam que estava carregando uma cruz de dores incríveis. Incrédulo diante da realidade e dos que procuravam falar claro sobre sua situação, reagia violentamente afirmando: "Não é o que vocês estão pensando, não!" Mas o mal avançava a passos largos e o prostrou.

Em meados de outubro foi descansar, a convite da Irmã Valéria, no hospital Santa Casa Jesus Maria José em São Bernardino do Campo, São Paulo. A direção desse hospital convocou (19.10.1979) nosso Ministro provincial frei Adelino Frigo, que viajou (21.10.1979) com o ecônomo provincial (frei Alfredo J. Lazzarotto). Os médicos explicaram que se tratava de um câncer metastático da parótida, com ramificações nos pulmões e uma previsão de vida de uns três meses. Com dificuldade, retornou com o Ministro provincial até sua paróquia Santo Antônio da Platina, Paraná. às tentativas de explicar-lhe a situação, frei João respondia: "Não é o que vocês estão pensando, não".

Chegou em Santo Antônio da Platina aparentando boa disposição e certo grau de humor. No dia 22 de outubro de 1979, foram feitos todos os trâmites de pagamentos e de suspensão de trabalhos materiais na paróquia e a administração da mesma passou às mãos de frei Honorato Saccardo. O prefeito e médico da cidade (Alício Dias dos Reis) providenciou uma ambulância e frei João rumo para Curitiba, sendo internado no hospital Nossa Senhora das Graças.

Após tratamento intensivo, frei João conseguiu retornar à paróquia de Santo Antônio da Platina. Não conseguia mais sair de seu quarto, e sentia fortes dores nas costelas e coluna vertebral. Os freis Admir de Matos e Serafim de Oliveira (este substituído por frei Ludovico Toso) foram enviados para cuidar de frei João Costa. Em seu leito de dor, era visitado por muitos amigos, confrades, familiares e superiores.

Foi avisado que iria morrer logo e, portanto, não Ihe restava senão a purificação de sua alma, a aceitação e a entrega nas mãos de Deus. Vendo afastarse qualquer esperança, frei João aceitou, e grossas lágrimas rolaram pela sua face e foram a resposta silenciosa ao aviso do Ministro provincial.

A convite do médico, aceitou ser internado no hospital de Santo Antônio da Platina (17.12.1979) onde encontrou admirável carinho e tratamento atencioso. No entanto, o mal progredia e os sinais de desenlace fatal começaram ser evidentes.

No dia 28 de fevereiro de 1980 falecia, às 02h30 na presença dos confrades no hospital de Santo Antônio da Platina. Morreu acreditando na sua consagração. A sua aflita mãe respondeu: "Não pertenço mais à tua família, minha família é outra".

A missa de sepultamento foi concelebrada por 32 sacerdotes, participada por muitos religiosos e religiosas e uma verdadeira multidão de povo que veio participar das cerimônias de despedida, oficiadas por Dom Conrado Walter, bispo auxiliar de Jacarezinho. O prefeito decretou feriado municipal e assim o povo teve oportunidade de se revezar, rezando o dia todo diante do seu zeloso pastor.

O enterro foi uma festa, uma apoteose, um triunfo. O canto "Lenta e calma", entoado pelos nossos estudantes religiosos, que a todos impressionaram pelo testemunho e presença, marcou a última cena do sepultamento, quando o caixão baixava à sepultura na igreja Santo Antônio da Platina, ao lado do altar de Nossa Senhora da Saúde. A lenta purificação de frei João durante os 130 dias do final de sua doença foi uma pregação silenciosa que produziu frutos maravilhosos.

Frei Jorge José Tessaro

12/09/1929
28/02/2007

Frei JORGE (Dorvalino), filho de Eugênio Tessaro e Ana Poggere Tessaro, nasceu aos 12.9.1929, em Antônio Prado RS. Foi batizado, crismado e recebeu a Primeira Eucaristia na paró­quia do Sagrado Coração de Jesus, em Antônio Prado, RS. Quem lhe deu a primeira comunhão foi o padre Henrique Gelain que, mais tarde, foi eleito bispo.

Ingressou no seminário de Barra Fria, em 1943. Em 1944 foi para Butiatuba onde completou o curso ginasial, tendo como diretor frei Gaspar de Fellette. Recebeu o hábito capuchinho também em Butiatuba, aos 15.01.1948, tendo por mestre do novi­ciado o mesmo frei Gaspar No ano seguinte, no mesmo local emitiu a profissão tempo­rária aos 16.1.1949, nas mãos do seu mes­tre, e a perpétua aos 02.02.1952 no convento Nossa Senhora das Mercês, sendo celebrante frei Norberto De Carli. Foi ordenado sacerdote em nossa igreja Nossa Senhora das Mercês, em Curitiba, aos 19.5.1955, pelo arcebispo Dom Manuel da Silveira D’Elboux.

Licenciou-se em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras - Universidade Católica do Paraná aos 12.12.1962.

Frei Jorge exerceu ministério sacerdotal nas seguintes localidades; Seminário Santa Maria em Irati PR, (1956-1961; 1963-1970); Irati (1973-1975), São Domingos (1976- 1983), Dois vizinhos (1983), Curitiba: Cúria Provincial (1984-1990), Uraí (1990-1994), Curitiba: Mercês (1994), Cruzeiro do Oeste (1994-2007).

No Seminário Santa Maria exerceu os cargos de assistente dos seminaristas, professor, vigário conventual, diretor dos Irmãos e guardião. Além de seu papel importante na formação de jovens e de excelente professor de matemática e orientador dos seminaristas, frei Jorge destacou-se na atividade apostólica nas localidades supracitadas, com amor e constância, todas as funções inerentes ao ministério de pároco. Soube atender o povo de Deus com verdadeiro espírito eclesial, franciscano e capuchinho.

Em Cruzeiro do Oeste melhorou o som da igreja matriz e na mesma fez reformas e pintura; favoreceu e apoiou feiras e gincanas bíblicas, campanha de alimentos para pobres, congressos paroquiais; construiu e inaugurou capelas e salões sociais; e muitas outras atividades nas capelas urbanas e rurais. Nesta paróquia celebrou, com a participação de freis e de toda a comunidade paroquial, seus 50 anos de sacerdócio, aos 19.05.2005.

A cidade de Irati concedeu-lhe o título de Cidadão Honorário de Irati a 1o de julho de 2003.

Durante toda sua vida, procurou me­lhorar este aspecto de formador e orientador,

atendendo, pastoral e espiritualmente, todos os que o procuravam. Era multo atencioso, afetuoso e grande companheiro dos freis e do povo. Incentivava a todos.

Apesar de suas atividades apostólicas, frei Jorge sabia programar-se e não perdia sadios descansos. A pesca era sua prefe­rência. Passava horas à beira de um rio ou lago e tinha muita sorte!

Além das atividades acima indicadas e muitas outras, frei Jorge foi eleito 3o conse­lheiro de nosso Comissariado (07.10.1966), Vigário Provincial e ecónomo provincial (01.12.1972), quarto Definidor Provincial e ecónomo provincial (08.10.1984).

Em fevereiro de 2006, após exames minunciosos constatou-se a presença de câncer difuso. Frei Jorge fez todos os trata­mentos possíveis. Faleceu no dia 28.2.2007, no hospital, em Umuarama. Contava 77 anos de idade, 58 de vida religiosa e 51 de sacerdócio.

A missa exequiel foi presidida por frei Cláudio Nori Sturm, Ministro Provincial, com a presença de diversos familiares, repleta de fiéis. A seguir, procedeu-se o seu sepultamento no cemitério de Butiatuba.                                      

Frei valério Marchesini

20/05/1920
02/02/2002

20.05.1920 - Pescantina(Verona)/Itália
02.02.2002 - Bassano del Grappa/Itália

Frei Valério Marchesini nasceu em Pescantina (Verona – Itália) aos 28.05.1920. Era filho de Afonso Marchesini e Maria Zardini. Foi batizado aos 06.06.1920 e recebeu o nome de Alexandre e César. Foi crismado aos 11.09.1927 pelo bispo diocesano, Dom Jerônimo Cardinal, na paróquia de Fumane , diocese de Verona.

Estudou da 1ª à 3ª série Primária em Marano di Valpolicella. Aos 05.09.1930 ingressou no Seminário Seráfico de Rovigo e ali cursou a 4ª e 5ª série Primária e a 1ª e 2ª do ginásio. O pároco Padre Benvenuto Ottoboni declarou no certificado de boa conduta: "o menino é um anjo e pelo quanto se pode conhecer, de ótimas qualidades e boas esperanças".

Aos 11.08.1937, em Bassano Del Grappa, com a vestição religiosa e o nome de Frei Valério de Pescantina, começa o ano de noviciado, com o mestre Frei Romualdo de Soave. Aos 12 de agosto de 1938 emite a Profissão temporária nas mãos de Frei Elzeario de Talmassons. Emitiu a Profissão perpétua em Veneza, aos 29.06.1943, nas mãos do Ministro Provincial, Frei Jerônimo de Fellette.

Após ter freqüentado o liceu clássico em Pádua, estudou em údine e Veneza a teologia, com bom aproveitamento. Foi ordenado sacerdote aos 21.05.1944, na Basílica Nossa Senhora. da Saúde, pelas mãos do Cardeal Patriarca de Veneza, Dom Adeodato Piaza. Frei Valério permaneceu em Veneza por mais dois anos, durante os quais comcluiu o curso teológico e eloqüência sacra.

Aos 22.10.1946, de Lendinara, onde Frei Valério tinha sido transferido de Veneza, com a missão de evangelizador, escreveu ao Ministro Provincial: "Exprimo-lhe o meu vivo desejo, a minha firme vontade de ser missionário e partir para as missões... Temos irrevogavelmente colocado e incarnado o essencial da nossa vocação no lugar de honra , dentro do nosso coração".

No dia 21.10.1947, no porto de Gênova, Frei Valério de Pescantina embarcou no navio Campana da Societé de Navigation de Marseille rumo ao Brasil, com os freis Crispim de Vigorovêa, Cleto de Maserà, Gilberto de Badia, Donato de ênego, Germano de Lion e Norberto de Capodístria. Passaram por Dakar aos 27.10.1947. Desembarcaram no Rio de Janeiro no dia 06.11.1947. Dali, por terra foram a São Paulo, chegando em Curitiba no dia 12.11.1947.

Frei Valério trabalhou em nossa Província em Santo Antônio da Platina (1947-1948; 1951-1952); Congoinhas (1948-1951); São Lourenço d'Oeste (1952-1958). Aos 15.05.1958 retorna à Itália devido à morte de sua mãe.

Trabalhou um tempo na Angola, na Etiópia, retornou à Itália. De 1974 a 1984 trabalhou no Acre, sob a jurisdição da Vice-Província do Amazonas. Depois, Frei Valério retornou definitivamente à Província Veneta.

Faleceu em Bassano del Grappa aos 02.02.2002 e foi sepultado em Pescantina, sua terra natal.

Frei Ambrósio Canato

31/08/1912
08/02/1995

31.08.1912 - Pádua/Itália
08.02.1995 - Conegliano/Itália

Frei Ambrósio era filho de José Canato e Eugênia Carturan. Nasceu em Bagnoli (Pádua, Itália), aos 31 de agosto de 1912.

Encantado com a presença de um capuchinho esmoler, sentiu-se atraído a segui-lo e, de fato, entrou para o seminário de Rovigo (Itália) aos 29 de setembro de 1923, tendo como diretor Frei Miguel de Mason. Sua vestição foi em Bassano del Grappa, aos 29 de setembro de 1927, tendo por mestre de noviciado Frei Rufino de Cadore. Emitiu a profissão temporária na casa de noviciado aos 30 de setembro de 1928 e a perpétua em Pádua aos 2 de fevereiro de 1934, sendo ministro provincial Frei Jacinto de Trieste. Foi ordenado sacerdote por Dom João Jeremich, em Veneza, aos 30 de agosto de 1936.

Logo após sua ordenação foi transferido para Ásolo até 1938, como estudante de sacra eloqüência. De 1938 a 1939 seguiu para Belluno como pregador. De 1939 a 1943, para Ádria, como vigário paroquial. Em 1944 foi designado capelão militar do Exército. Em 1945, pregador em Bassano del Grappa e, em 1946, em Seccassessola,, capelão do hospital.

Aos 17 de abril de 1947 embarcou para o Brasil com mais cinco confrades: freis Lúcio de Ásolo, Salvador de Megliadino, Vitório de Údine, Bernardino de Venzone e Crispim de Vigorovéa, chegando aos 14 de maio de 1947.

Em nossa Província trabalhou com ardor nas mais diversas localidades: Barra Fria (1947-1948), Tomazina (1948-1949), Curitiba, como vigário conventual (1949-1950), Ponta Grossa, Imaculada (1950-1952), Capinzal (1952). Aos 28 de dezembro de 1960 foi eleito segundo assistente do Comissariado, exercendo esta função até 25 de outubro de 1963. Viveu em Florianópolis (1962-1964), Mandaguaçu (1953), Arapongas (1964-1980), Irati (1980-1981), Ponta Grossa, São Cristóvão (1981), Curitiba (Mercês), Campo Magro e Butiatuba; em tratamento de saúde (1982-1988).

No triênio de 28.12.1960 até 25.10.1963 foi eleito conselheiro do Comissariado provincial quando Frei Patrício Kódermaz era o superior Comissário (superior Vice-provincial).

Algumas de suas atividades especiais: em 1950 fez a reforma da igreja da Imaculada Conceição, em Ponta Grossa, Paraná. Nesta cidade, lecionou italiano na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, nos anos letivos de 1950 e 1951. Frei Ambrósio gostava da arte e arquitetura. Estas qualidades apareceram quando, em 1953 iniciou a construção da igreja matriz de Mandaguau, Paraná, e a Escola São Francisco de Assis. Em Arapongas, também construiu a igreja matriz, inaugurando-a em 1964, e a Escola Artes e Ofícios.

Retornou Província de Veneza em 1987, sendo ali incardinado com o decreto da Cúria geral de 15 de setembro de 1988. Passou seus últimos anos na enfermaria de Conegliano da Província de Veneza. Em uma carta ao nosso Ministro provincial, assim dizia: «Decidi permanecer na Província de Veneza. Porém, com toda sinceridade, confesso que esta decisão custou-me muito. Devo dizer, com sinceridade, que senti muito em não poder regressar ao Brasil, porque nesta terra eu me realizei como pessoa e sacerdote. Vivi 40 anos nesta terra bendita que amei como a minha pátria, a Itália». De fato, ele demonstrava sentir muita saudade do Brasil.

Faleceu em Conegliano (Itália) na noite de 8 de fevereiro de 1995. Seus funerais foram celebrados em Conselve (Bagnoli). Estiveram presentes os freis de nossa Província: Cláudio Nori Sturm, Dionysio Destéfani, José Gislon. Frei Celestino Coletti fez a homilia, ressaltando muito bem o trabalho de Frei Ambrósio em nossa Província e sua grande vontade de morrer no Brasil. Está sepultado no cemitério de Conselve, junto a seus familiares.

Frei Alfredo João Lazzaroto

21/09/1942
08/02/1995

21.09.1942 - Caxias do Sul/Rio Grande do Sul
08.02.1995 - Reserva/Paraná

Frei Alfredo João Lazzaroto nasceu em Santa Lúcia do Piaí, município de Caxias do Sul-Rio grande do Sul, aos 21 de setembro de 1942. é filho de Pedro Maria Lazzaroto e Ernestina Carola Dall'Agnol. São seus irmãos: Ana, Ivo, Hélio, francisco e Maristela (vivos) e Amado, Mário, Maria, Inês e Luiz (falecidos). Frei Alfredo é o segundo mais velho.

Em sua cidade natal foi batizado aos 24.09.1942, crismado aos 16.07.1947 e recebeu a primeira Eucaristia aos 28.08.1952.

Entrou para o Seminário Santa Maria, em Engenheiro Gutierrez, aos 12.03.1958. Seu diretor era o frei Domingos de Ourinhos. Vestiu o hábito capuchinho aos 10.02.1960, emitindo sua primeira profissão religiosa aos 12.02.1961, nas mãos de frei Patrício de Nébola, em Siqueira Campos. Fez a profissão perpétua aos 15.02.1964, em Curitiba. Recebeu os ministérios de leitor, aos 13.03.1965 e acólito, aos 29.09.1965. Foi ordenado diácono aos 25.04.1967 e sacerdote, aos 06.08.1967, por Dom Agostinho José Sartori. Celebrou a primeira missa solene aos 08.12.1967, na igreja matriz de São Lourenço d'Oeste-Santa Catarina, onde reside sua família, desde 1957.

Durante os seus 29 anos de sacerdócio trabalhou em Siqueira Campos, como vigário paroquial, fundando o Centro Social Siqueirense para os Indigentes e os desempregados. De 1970 a 1978 trabalhou em Engenheiro Gutierrez-Irati, no Seminário Santa Maria, onde foi professor e ecônomo local. Como Vigário paroquial construiu a igreja de Engenheiro Gutierrez. Em seguida foi convidade a assumir em Ponta Grossa o ofício de Ecônomo Provincial. Como ecônomo foi responsável pela construção da nova Cúria Provincial em Curitiba, durante o ano de 1980. Em 1981 é eleito Definidor Provincial, assumindo a Secretaria provincial de Administração. Em Roma, durante o ano de 1985, fez o curso de Espiritualidade Franciscana, no Instituto Franciscano. Ao retornar, em 1986, assume como missionário popular, na equipe provincial. Em 1987 foi para Siqueira Campos, como pároco, vice-diretor da Rádio Bom Jesus e membro do Conselho de Pastoral da Diocese de Jacarezinho. Em 1994 vai para Reserva, como vigário paroquial e a partir de 14.02.96, assume o trabalho como pároco.

Frei Alfredo João Lazzaroto foi religioso sacerdote, fraterno, muito organizado, de inteligência prática, espírito de oração, ótimo professor e retidão de caráter. Assumia os trabalhos com muito empenho e competência.

As exéquias foram realizadas no dia 25, em Reserva, presidida por Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, Bispo Diocesano de ponta Grossa, com a presença de grande multidão de fiéis e, no dia 26, na capela do Convento Santo Antônio, em Butiatuba-Almirante Tamandaré, pnistro Provincial, muitos sacerdotes da Província e outros sacerdotes respresentantes da diocese de Ponta Grossa e da arquidiocese de Curitiba, com a presença de todos os seus irmãos, sua mãe, dona Ernestina, muitos confrades, diversos ex-alunos, amigos e fiéis de Siquiera Campos e Reserva.

Seus restos mortais repousam no cemitério de Butiatuba.

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