Necrologia

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Frei Leônidas Lourenço Salvador

21/08/1929
26/05/2005

Nasceu no dia 21 de Agosto de 1929 em Nova Roma (Flores da Cunha-RS). Filho de João Salvador e Sylvia Boscato.

Professou no dia 06 de Janeiro de 1949 e ordenado sacerdote no dia 13 de Fevereiro de 1955.

No Rio Grande do Sul trabalhou São João da Urtiga e no ano de 1958 veio para a região do Brasil Central como missionário. Atuou na Pastoral Paroquial em Piracanjuba, Hidrolândia, Goiânia e Rio Verde-MS e São Gabriel do Oeste-MS.

Faleceu em 2005 em Goiânia, em consequência de infecção generalizada. Seu corpo foi levado a Flores da Cunha-RS, onde foi sepultado no cemitério da capela de Nova Roma.

Contava 76 anos, 56 de vida religiosa e 50 de sacerdócio. Dotado de uma voz potente, era jovial, alegre, bondoso, bem humorado, de bem com a vida. Gostava de descansar em meio a natureza.

Frei Geraldo Luiz Rodrigues Machado

12/09/1967
04/05/2012

Irmão Leigo Consagrado. Nasceu em Patrocínio-MG no dia 12 de Setembro de 1967. Filho de Realino Antonio Machado e Herondina Reis Machado.

Professou no dia 03 de Dezembro de 2000, em Nova Fátima – Hidrolândia-GO. Residiu, como estudante de filosofia, em Campo Grande (Rainha dos Apóstolos e Fátima). Em 2004 (estágio) em Piracanjuba-GO. De 2005 a 2009 cursou teologia, residindo em Goiânia (Frei Demétrio) e Nova Fátima (Noviciado). Em 2007 faz os Votos Perpétuos, permanecendo no noviciado, exercendo o ofício de ecônomo e auxiliar na formação. Em dezembro de 2011 foi transferido para a Fraternidade São Pio de Pietrelcina, em Marianópolis-TO.

Não chegou a conhecer e nem residir na nova fraternidade, pois necessitava de um tratamento de saúde que realizou em Goiânia, não sendo bem sucedido e falecendo durante a realização de um segundo procedimento cirúrgico, de choque séptico, em 2012 em Goiânia-GO. Após velório e missa em Nova Fátima-GO, seu corpo foi transladado para Patrocínio-MG, onde foi sepultado na presença do Ministro Provincial Frei Cláudio, outros frades da Província do Brasil Central e de Minas Gerais, seus pais, familiares e muita população. Contava com 44 anos de idade e 11 de Profissão Religiosa.

Frade simples, humilde, generoso, calmo e alegre. Curiosidade: O Pároco da Paróquia onde foi sepultado, não permitiu a celebração da Missa de corpo presente, sendo, então, realizada uma celebração de exéquias.

Frei Carlos Smiderle

15/12/1927
08/05/2010

Nasceu em Nova Pádua (Flores da Cunha-RS) no dia 15 de Dezembro de 1927. Filho de Modesto Smiderle e Ros Baréa. Professou em 06 de Janeiro de 1951 em Flores da Cunha-RS e Ordenado em 23 de Novembro de 1956. No Rio Grande do Sul trabalhou em Porto Alegre e Sananduva. Em 1960 veio para a Província do Brasil Central, trabalhando sempre no Mato Grosso do Sul em Sidrolândia, Coxim, São Gabriel do Oeste, Pedro Gomes e Rio Verde-MS. Foi também Professor, Diretor de Escolas e fotógrafo.  Faleceu em Campo Grande-MS. onde está sepultado, no ano de 2010, vitimado por um câncer fulminante no Pâncreas. Contava 83 anos, 59 de vida religiosa e 53 de Presbítero. Frade zeloso, bem humorado, alegre, amante da natureza, das caminhadas e de expressões verbais espontâneas e hilárias.

Frei Silvio Aurélio Armiliato

13/01/1918
14/05/2012

Nasceu na vila São Manoel – Vacaria-RS, no dia 13 de janeiro de 1918. Filho de Afonso Armiliato e Maria Tamagno. Professou dia 02 de Fevereiro de 1936, em Flores da Cunha-RS e ordenado Sacerdote no dia 18 de Janeiro de 1942 em Garibaldi-RS, por Dom José Baréa. No Rio Grande do Sul foi Professor, Diretor Espiritual e Pároco em Veranópolis, trabalhando também em outros lugares. Foi secretário Provincial e, por oito anos, Diretor e Administrador do Correio Riograndense, transferido a sede do jornal de Garibaldi para Caxias do Sul. Divulgou, pelo Brasil, o “Movimento por um mundo melhor” e colaborou na elaboração do Plano de Emergência da CNBB em 1964.  Em 1967 veio para o Brasil Central como diretor do Santuário de Fátima em Brasília e assistente do Custódio (frei Jaime Biazus). Foi Custódio e Vice-Provincial de 1969 até 1975. Trabalhou também em Hidrolândia, Goiânia e Anápolis-GO; em Campo Grande-MS e especialmente em Brasília por mais de 20 anos. Mestre de noviços entre 1981-1987, quando foi eleito Provincial até 1989, tendo participado do Capitulo Geral da Ordem. Desde 1981 até o falecimento trabalhou em Brasília-DF, no Santuário e Igrejinha, acompanhando, como assistente espiritual, a Ordem Franciscana Secular (local e regional), bem como Ordens e Congregações religiosas. Fundou a primeiro grupo de oração do São Padre Pio no Brasil e acompanhou-o até a enfermidade. Destacou-se como Conselheiro Espiritual e Confessor de Bispos, Presbíteros, frades, religiosos(as), casais e leigos. Frade convicto, de personalidade e liderança marcantes, de profunda espiritualidade e intensa vida de oração, viveu a simplicidade, a humildade, a pobreza e a minoridade franciscanas, com zelo pelas coisas de Deus e pelo bem dos freis e fiéis. Homem Eucarístico, animador vocacional e devoto da Virgem Maria, São Francisco e Santa Clara de Assis e de São Frei Pio. Em dezembro de 2011 teve uma queda que provocou lesões ósseas e, alguns meses depois, teve fratura do fêmur. Seu estado de saúde agravou-se por complicações renais e cardíacas, falecendo, em 2012, de choque séptico, pneumonia e fratura do fêmur, na UTI do hospital onde estava internado. Contava 94 anos de idade, 76 de vida religiosa a 70 de Sacerdócio. No velório compareceram muitas pessoas (inclusive o Núncio Apostólico no Brasil) e a Missa de corpo presente foi presidida pelo Arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha e concelebrada pelo Ministro Provincial, Frei Cláudio e 21 sacerdotes, muitos frades, religiosos(as) e leigos de Brasília e outras cidades. Está sepultado no cemitério Campo da Esperança, na Capital Federal.

Frei Firmino Battistella

25/04/1919
17/05/2015

Frei Firmino Battistella morre às 5h15 do domingo 17 de maio de 2015 , no Hospital Pompeia, em Caxias do Sul, de parada cardiorrespiratória. Estava hospitalizado desde o dia 30 de abril de 2015

 É  velado na capela particular da Casa São Frei Pio, junto ao Convento Imaculada Conceição, em Caxias do Sul. Às 16 horas é realizada  missa de despedida e, a seguir é sepultado no Memorial dos Capuchinhos, também junto ao convento e igreja matriz Imaculada Conceição, em Caxias do Sul.

 

Filho de Antônio Battistella e Escolástica Cesca Battistella, nasceu em 25 de abril de 1919, em Casca, RS. O nome civil era Reonildo Balduino Battistella. Foi crismado por Dom João Becker, arcebispo de Porto Alegre, na capela Santo Antônio, de Casca.

    Em abril de 1936, aos 17 anos, ingressou no Seminário São José, de Veranópolis. No ano seguinte, em 5.01.1937, vestiu o hábito capuchinho e iniciou o ano do noviciado, no Convento Sagrado Coração de Jesus, em Flores da Cunha, sendo mestre Frei Cláudio Mocelini. Em 6 de janeiro de 1938, fez a profissão dos votos religiosos na Ordem dos Frade Menores Capuchinhos, Província do Rio Grande do Sul.

    Fez os estudos do primeiro grau na Comunidade São Luiz, de Casca e no Seminário de Veranópolis. Em 1970 fez um curso de apicultura na Estação Experimental de Taquari, RS.

    Como irmão capuchinho, dedicou-se aos serviços gerais em vários seminários e conventos: Veranópolis (1938-39), Flores da Cunha (1940-48) e durante 27 anos, em Vila Flores (1949-1976), período em que acompanhou centenas e até milhares de seminaristas. A seguir, passou dois anos como auxiliar no seminário menor de Hidrolândia, Goiás (na hoje Província do Brasil Central). Em 1979 retornou ao Rio Grande do Sul, onde, até meados de 1985, retoma sua vida e atividades no Seminário de Vila Flores como apicultor e horticultor.

    O dia 15 de julho de 1985 marca o início de uma nova experiência na vida de Frei Firmino: transfere-se para a cidade de Barra, na Bahia, onde passa a ser o companheiro do bispo Dom Itamar Vian, nomeado como bispo de Barra. Nesse período, como especialista que era, foi um grande incentivador da apicultura junto aos sertanejos da região do semiárido da Bahia, ampliando significativamente a fonte de renda de muitas famílias através da produção de mel. Foi o fundador de uma associação de apicultores e, quando deixou a Barra, doou a ela todos os equipamentos que possuía para o trato das abelhas e produção de mel.

     Em Barra, atuou também como Ministro Extraordinário da Eucaristia - ordenado por Dom Itamar Vian para atendimento aos enfermos -, na promoção social, sempre lutando por melhor alimentação e higiene junto às populações, e em todos os serviços de apoio na residência episcopal.

    No período em que esteve na Bahia manifestou vontade de ser missionário na África. Convencê-lo das limitações de saúde não foi tarefa fácil. Em 1994, teve a oportunidade de fazer uma experiência intensiva de espiritualidade focolarina e franciscana em Lopiano e Assis, na Itália, período que lhe renovou o ânimo quanto à vida e missão de frade capuchinho.

    No final de 1997 e início de 1998 passou alguns meses em Caxias do Sul para tratamento de saúde. Mas, em maio de 1998 já estava em Cuiabá, na sede da Custódia Provincial Brasil Oeste, sempre prestativo em todas as necessidades da casa e dos confrades.

    Em dezembro do ano 2000, durante a realização de um Congresso de Apicultores do Município de Barra, BA, Frei Firmino recebeu um troféu e foi homenageado por ter sido o fundador da Associação dos apicultores do Município de Barra, fato que propiciou a muitas famílias viver do cuidado das abelhas, da extração e do comércio do mel.

    Permaneceu no Mato Grosso até o final de 2013, quando retornou à Província do Rio Grande do Sul. Desde o início de 2014 era membro da Casa São Frei Pio, em Caxias do Sul, mostrando-se sempre ativo, lendo tudo o que podia, porém sentindo as dificuldades de locomoção que os 95 anos lhe apresentavam.

    Sempre foi uma pessoa disposta, fazendo pouca conta das limitações de saúde. Há mais tempo havia extraído um dos rins, teve fratura no crânio em acidente de trabalho, fez cirurgia de próstata, tinha alguma dificuldade de andar, problemas dentários e, em 2014, exames revelaram grave cardiopatia, precisamente, entupimento de válvula cardíaca.

    De 20 a 27 de março deste ano havia sido internado por dificuldade respiratória. Dia 30 de abril, com os primeiros frios, – aliás, frei Firmino nunca gostou do frio do Rio Grande do Sul – por dificuldade respiratória, novamente foi hospitalizado no Pompéia, onde, só conseguia respirar com utilização de oxigênio. Tratou de infecção respiratória com antibiótico, mas, em consequência dos corticoides passou a apresentar edema nos pés, mãos e rosto. Apesar de controlar a infecção, persistia a dificuldade de respirar sem o auxílio do oxigênio.

    No dia 6 de março de 1988, celebrou o jubileu de ouro de vida religiosa, em Vila Flores. De uma simplicidade realmente franciscana, Frei Firmino foi estimado por todos, em todas as fases de sua vida de irmão capuchinho. Trabalho e oração, oração e trabalho são as palavras simples que bem retratam sua vida simples.

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