Necrologia

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Frei Eronides Firmino de Souza

17/04/1941
26/03/2013

Irmão Leigo Consagrado. 

Nasceu no dia 17 de abril de 1941, em Rio Verde-MS. Filho de João Júlio de Souza e Luzia Francisca de Jesus.

* Professou no dia 25 de Janeiro de 1968, em Flores da Cunha-RS. 

Trabalhou alguns anos em Rio Verde-MS como auxiliar na Pastoral e depois sempre em Goiânia-GO, dedicando muito de sua vida à biblioteca pública Frei Demétrio e auxiliando na Paróquia Santo Antônio.

No mês de março apresentou quadro de doença, dentre elas diabetes em alto grau, sendo internado em Goiânia onde se submeteu, dentre outros procedimentos, a uma cirurgia de amputação de uma parte de um dos pés. O quadro foi se agravando e veio a falecer por volta das 22h do dia 26 de março de 2013, em Goiânia, de choque séptico, insuficiência respiratória e renal e senilidade. No dia seguinte foi celebrada a Missa de corpo presente na Igreja Santo Antônio em Goiânia, presidida pelo Ministro Provincial Frei Cláudio Fumegalli, com a presença de outros frades, religiosos(as), leigos e alguns parentes. Seu corpo foi transladado para Anápolis-G0, onde foi sepultado no jazigo da Província. Contava 72 anos e 45 de vida Religiosa.

Frade introvertido, enigmático, simples e austero que viveu a pobreza radical.

Frei Angélico Aresi (Jerônimo Benedetto)

14/04/1909
27/03/1997

Na Província Brasil Central, por 20 anos prestou seus serviços fraternos e apostólicos, em Brasília-DF, Goiânia-GO, Rio Verde-GO e Jaraguá-GO.capuchinhos.

Registro

Fez o noviciado em Flores da Cunha, onde professou no dia 08 de dezembro de 1932. Emitiu os Votos Perpétuos, no dia 08 de dezembro de 1935, na Capela do Convento Sagrado Coração de Jesus, Flores da Cunha. foi recebido pelo Frei Roberto D'Apprieu (Ministro Provincial de Sabóia, França). Atuou sempre em serviços fraternos, nos cuidados da cozinha, da casa, da horta, da catequese e da orientação cristã. Também foi Ministro Extraordinário da Eucaristia. Trabalhou em duas oportunidades em Sananduva e Flores da Cunha, em Garibaldi, Porto Alegre, Veranópolis, Ijuí, Dom Pedrito, Fontoura Xavier, Soledade, Tunas e na Província Brasil Central. No dia 1º.01.1993, recolhe-se no Convento São Francisco de Assis, em Garibaldi. Não se deixou abater nem diante da velhice e nem frente às três cirurgias do fêmur esquerdo. Faleceu placidamente de enfarto, no dia 27.03.1997, às 5horas. Foi encontrado em seu leito às 7h15min.. Era quinta-feira santa. A missa de corpo presente, às 9horas na sexta-feira santa, foi celebrada com a autorização do bispo diocesano, dom Paulo Moretto. Contava 88 anos. Foi sepultado no jazigo dos Frades Capuchinhos, no Cemitério Público Municipal de Garibaldi.

Informações pessoais

Filho de João Aresi e Carolina Curti Aresi. Na pia batismal recebeu o nome de JERÔNYMO BENEDETTO ARESI. é irmão de sangue dos sacerdotes, frei Ricardo, frei Vital e Frei Albino

Frade alegre, bem disposto, empreendedor. Irmão de outros três frades

Frei Evaristo Parisotto

30/08/1934
28/03/1995

Nasceu no dia 30 de agosto de 1934, em Ipê-RS. Professou no dia 25 de Janeiro de 1953 em Flores da Cunha-RS e ordenado Sacerdote aos 25 de Fevereiro de 1960 em Porto Alegre-RS. Filho de Angelo Parisotto e Maria Roncen. Trabalho no Rio Grande do Sul em Ipê e Vacaria como Professor e com a OFS. Em 1973, transferiu-se para o Brasil Central. Exerceu o ministério sacerdotal em Goiânia, Brasília, Anápolis, Campo Grande e Coxim. Foi Definidor Provincial. Residindo em Goiânia-GO, descobriu que havia adquirido Leucemia, doença que provocou seu falecimento no ano de 1995, com 60 anos, 42 de vida religiosa e 35 de Presbítero. Seus restos mortais repousam no Cemitério de Hidrolândia-GO. Destacou-se pela organização e planejamento, pela jovialidade, alegria, espiritualidade e pregações.

Frei Ildefonso Marchesini (Olímpio)

13/05/1923
04/03/2011

Frei Ildefonso Marchesini (Olímpio), Filho de Antonio Marchesini e de Angelina Onzi. Nasceu na Segunda Légua, Capela São Virgilio, Caxias do Sul, no dia 13 de maio de 1923.
Ingressou no Seminário Seráfico São José, Veranópolis, em julho de 1937. 
Fez o ano do noviciado e professou dia 06/01/1944, no Convento Sagrado Coração de Jesus, Flores da Cunha.

Registro

Foi Ordenado Presbítero no dia 24 de dezembro de 1950 por dom José Baréa, na Matriz São Pedro, Garibaldi.
Na Província do Rio Grande do Sul, no ano de 1952 foi formador e professor no Seminário Diocesano, Caxias do Sul. No ano de 1953, atuou como Capelão na Colônia Penal “Daltro Filho”.
De 1954 a 1956, atuou como professor em Veranópolis, também neste cargo em Soledade por 11 anos, de 1957 a 1968. Durante este período, no ano de 1958, atuou com o grupo de missionários, atendendo os três estados do sul do país. Foi também, Capelão das irmãs de Nossa Senhora Aparecida.
 

Em 1969, inicia sua atuação na então Custódia Províncial, hoje Província Nossa Senhora de Fátima, Brasil Central, primeiramente em Sidrolândia-MS, de 1969 a 1976, como diretor e professor do Ginásio e na Pastoral, atuou também em Rio Negro, Pedro Gomes, Sonora, também na área da formação e pastoral. De 1996 a 2000, em Brasília, DF, e a partir de 2001 novamente em Campo Grande-MS, na pastoral de atendimento espiritual.

Informações pessoais

Frei Ildefonso contava 87 anos, faleceu em Campo Grande-MS, devido a complicações pulmonares, no dia 04 de março de 2011, às 10h. O corpo foi trasladado para o Rio Grande do Sul, foi sepultado no Cemitério da Comunidade de São Virgilio, 2ª Légua/Forqueta, Caxias do Sul-RS.

Sacerdote zeloso, paciente e bondoso.

Frei Domingos Bortoli Bruzamarello (Frei Sebastião)

19/01/1939
05/03/2004

Registro

No Hospital Saúde, em Caxias do Sul-MS, faleceu Frei Domingos Bortoli Bruzamarello (Frei Sebastião), de falência múltipla de órgãos. Transladado a Sananduva-MS, foi velado na Igreja Matriz São João Batista. Da missa exequial, dia 6, participaram os bispos Dom Orlando Dotti, Dom Osório Bebber e Dom Pedro Sbalchiero, bispo de Vacaria-MS, 24 sacerdotes, 50 religiosos e numerosos fiéis.

Frei Domingos nasceu na Linha Mão Curta, em Sananduva, a 19 de janeiro de 1939, filho de Henrique Bruzamarello e Maria Thereza Zanella, pais de três filhos e 11 filhas, uma das quais é Irmã Mafalda Bruzamarello, franciscana de Nossa Senhora Aparecida.

A 25 de janeiro de 1939, na capela São Paulo, Frei Domingos foi batizado pelo Capuchinho Frei Domingos Rigon, pároco de Sananduva, e a 19 de fevereiro de 1941, foi crismado pelo Capuchinho Dom Frei Cândido Maria Bampi, prelado de Vacaria.

A 22 de fevereiro de 1952, ingressou no Seminário Seráfico São José, em Veranópolis, onde cursou, de 1952 a 1954, as três primeiras séries ginasiais. Em Ipê, no Seminário Nossa Senhora de Fátima, concluiu o ginásio e cursou o 1° Ano Colegial. Em Marau, no Convento São Boaventura, concluiu o curso colegial. De 1960 a 1962, bacharelou-se em Filosofia, na UNIJUÍ, e de 1963 a 1967, cursou Teologia no Convento São Lourenço de Brindes de Porto Alegre. A 24 de janeiro de 1957 ingressou no Noviciado dos Capuchinhos no Convento Sagrado Coração de Jesus de Flores da Cunha, tendo por mestre o Frei Urbano Poli, emitindo os votos temporários a 25 de janeiro de 1958 e, a 25 de janeiro de 1961, fez a Profissão solene, no Convento São Geraldo de Ijuí. Foi ordenado subdiácono, diácono e sacerdote em Porto Alegre, respectivamente aos 14 de setembro, 15 de setembro, e 10 de dezembro de 1967, na Paróquia Santo Antônio do Partenon, por Dom Vicente Scherer.

Atuou como vigário paroquial, em Veranópolis (1968), Bom Jesus (1969-1970) e Soledade (1971-1972).

De 1973-1976 percorreu o Sul do Brasil, pregando missões populares. Em 1977, em Medellín, na Colômbia, realizou um curso de Missiologia. Retornou em 1978 às Missões Populares.

A partir de 1979, integrou a Província do Brasil Central, trabalhando até junho como Vigário paroquial em Piracanjuba-GO, e de 1979-1988 em BrasìliaDF. De 1989-1990, com desejo de aprofundar sua definição vocacional, viveu fora da fraternidade, num sítio ao sul do Tocantins. De 1991-1993 foi vigário paroquial em Coxim-MS. No primeiro semestre de 1994, cursou Missiologia na Faculdade Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo. A partir do 2° semestre de 1994 até fim de 1995, atuou nas Missões Populares. De 1996-1999, foi superior do Convento São Sebastião, em Anápolis-GO, e vigário paroquial; de 2000-2001, foi vigário paroquial em Piracanjuba-GO.

A 23 de outubro de 2001 se reintegrou à Província do Rio Grande do Sul, atuando como vigário paroquial de Tramandaí, de 2001-2. Em 2003 atuava como capelão do Hospital São Paulo de Lagoa Vermelha –RS, quando um exame de rotina dignosticou câncer no esôfago, que meses depois lhe ceifou a vida. Em seus 43 anos de vida religiosa e 37 anos de sacerdócio me encantou como religioso e sacerdote. Recordo suas palavras candentes na minha ordenação sacerdotal na Linha Mão Curta, em Sananduva, sua e minha terra natal, a 22-1-1989. Devo a Frei Domingos o despertar de minha vocação de sacerdote capuchinho. Conheci-o desde a infância, recordo suas visitas aos irmãos, parentes e amigos nos tempos de férias, especialmente à minha mãe, Ana Bruzamarello. Cada vez que ele partia, eu dizia que queria ir junto com ele. Tinha um carinho especial pelo meu pai, Felix Justino Pertile. Sua figura capuchinha de hábito, barba, cabelos longos e sandália, me cativava. Sempre animado, caminhava leve como pássaro, sorria e brincava. Eu e meus irmãos o amávamos. Antes que eu ingressasse no Seminário, celebrou uma missa na casa de meus pais e, na homilia, me disse: “Você vai ao Seminário, mas não esqueça das mãos e os pés calejados do teu pai, a dedicação da mãe, e sobretudo, não esqueça os chinelos de dedo, que recordam as tuas origens”. Estas palavras breves, densas de significado, me acompanham até hoje. Em 1986, meu pai precisava de cirurgia, mas estava sem condições financeiras. Frei Sebastião o levou a Brasília, e conseguiu a cirurgia no Hospital Militar, onde o visitava todos os dias e, depois, na residência dos freis o assistiu nos três meses que lá passou engessado, sem condições de andar. Assim Frei Sebastião procedia com todos os doentes que estavam sob seus cuidados nos hospitais e fora. Em Brasília acompanhou de perto o frei Odorico Dalmonin que, nos últimos anos, precisava ser auxiliado em tudo, dando-lhe banho diário, e levando-o a passeio. No início de 1970 acompanhou o longo sofrimento do próprio pai, vítima de câncer no esôfago. A uma senhora que chorava a morte de um familiar, disse: “Olha, eu não tenho nada para dizer a você, mas eu estou aqui”. Em 1985, em Brasilia, arrecadou alimentos, roupas, dinheiro e jóias para socorrer famílias nordestinas, vítimas da seca e/ou das enchentes. Conseguiu um caminhão e um avião cargueiro para lhes enviar os resultados da campanha. Com parte do dinheiro arrecadado fez abrir cisternas em vilarejos do sertão, e outra parte foi enviado à Cáritas Arquidiocesana de Fortaleza (7 milhões de cruzeiros), para socorrer às vítimas das enchentes. Frei Domingos era um missionário carismático, tinha dom da palavra. Ouvindo seus sermões a viva voz ou ao microfone, muitos se converteram. Na Igrejinha de Fátima, em Brasília, era denominado de João Batista. Através da palavra sorria, fazia rir, chorava e fazia chorar. Com linguajar simples, ilustrava suas mensagens com comparações da vida e da natureza. Falava com poesia e emoção. Já de cabelos e barbas brancas, nos últimos anos, continuava a exercer o fascínio do tempo das missões. Brincava de papai Noel, para melhor atrair as crianças. Em Brasilia, além de atuar na paróquia e capelinha de Fátima, nas escolas e na OAB, notabilizou-se pelos programas religiosos radiofônicos e televisivos: ave-maria, momento da prece, missas dominicais, através dos quais, através dos quais levava palavras de esperança e respondia a questões sociais e religiosas. Rádio Planalto (Ondas Médias), Rádio Nacional de Brasília e Rádio da Amazônia, de cobertura nacional, disputavam sua participação, sem esquecer a atuação de Frei Domingos e dos Capuchinhos de Brasilia em programas religiosos e educativos da TV Globo, TV Manchete e TV Nacional. Ocasionalmente, participava de um ou outro programa radiofônico de entrevistas. Em Lagoa Vermelha-RS, nos últimos anos, conquistou os ouvintes da região com o programa “Paróquia Santo Antônio”, pela Rádio Cacique. Dedicava ao estudo do Grego e Hebraico para melhor conhecimento das Escrituras e nas suas pregações fundamentava os valores da família, os princípios da justiça social, da moral e da religião, com citações bíblicas precisas, no original. Frei Domingos cultivou o carisma paulino e franciscano da itinerância missionária, do desapego a lugares, do amor incondicional à evangelização. Nas homilias mostrava a necessidade da vida espiritual, através da oração pessoal, da contemplação e da oração comunitária, com o povo. Era decidamente a favor da paz, energicamente contra a luta armada, a guerra, a violência. Ao mencionar estes temas em suas pregações, ia às lágrimas. Na homilia em minha primeira missa, ao lembrar que os seguidores de Jesus e os filhos espirituais de São Francisco de Assis são portadores da paz, suplicou que eu resistisse incondicionalmente à luta armada, como meio para salvaguardar os direitos humanos. Disse: “Francisco não foi violento. Mas a vida, Nédio, reserva as suas surpresas. Se eu pudesse lhe dizer, dentro do possível, não seja violento. Não é do seu estilo, nem de seu pai, nem de sua mãe. Mas quando a dor é demais, quando a fome faz cantar o estômago e faz das tripas viola, quando o coração não tem mais nada a perder, quando os desamores da vida arrebentarem com os olhos e não se enxerga mais, o homem precisa viver. E, além das obediências à lei, além das obediências à instituição, está a obediência à lei de viver. Você precisa viver. Sempre você terá que dizer: eu não quero morrer. Eu quero viver! Nédio, hoje é fácil. E para mim é fácil falar, mas você terá que dizer ‘eu quero viver’. E tudo isso junto à comunidade”. Na missa funeral, um dos símbolos apresentados foi o microfone, instrumento que usou para anunciar o Evangelho. Logo que tomou conhecimento de sua morte, Dom Pedro Sbalchiero Neto, bispo de Vacaria, escreveu enviou uma a carta ao Frei Luiz Sebastião Turra, Provincial dos Capuchinhos, expressando sua gratidão pela via apostólica de Frei Domingos, evocando a imagem do pregador que guarda desde a infância: “Conheci o frei Domingos numa festa de Nossa Senhora da Salette, na capela do Santuário em Marcelino Ramos, quando animava a procissão. Conservo a imagem em minha memória. Agradeço a Deus por tê-lo conhecido assim”. Frei Nédio Pértile

Informações pessoais

Filho de Henrique Bruzamarello e Maria Thereza Zanella, nasceu em Sananduva a 19.1.1939. À Pia Batismal, recebeu o nome de SEBASTIÃO BRUZAMARELLO.

Frade muito popular, de vibrantes pregações, muita coragem, dinâmico, amante da natureza e das tradições gaúchas.

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