Necrologia

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Frei Zeferino de Cassacco

19/10/1899
25/03/1990

19.10.1899 - Cassaco/Itália
25.03.1990 - Conegliano/Itália

Frei Zeferino (Remígio) Giordano de Cassacco era filho de ângelo Giordano e Catarina Gerussi, nascido em Cassacco (údine- Itália) aos 19 de outubro de 1899. Entrou no seminário menor de Rovigo aos 28 de fevereiro de 1912.

Em Bassano del Grappa recebeu o hábito capuchinho do mestre de noviços Frei Teodoro de Codróipo aos 21 de abril de 1915. Terminado o noviciado Professou temporariamente no mesmo lugar aos 23 de abril de 1916, e no convento de Pádua emitiu sua Profissão perpétua aos 08 de dezembro de 1921 nas mãos de Frei Odorico de Pordenone.

Terminados os estudos foi ordenado sacerdote em Veneza pelo cardeal Pedro La Fontaine, Patriarca de Veneza, aos 22 de setembro de 1923.

Iniciou suas atividades na Província como professor e vice-diretor nos seminários de Verona e de Santa Cruz de Aidússina.

Seus reiterados pedidos para ser missionários foram atendidos. Junto aos freis Beda de Gavello, Barnabé de Guarda Vêneta, Galdino de Vigorovêa e Marcos de Longarone partiram de Veneza aos 17.09.1933, embarcando em Nápoles, no navio Oceania, aos 24.09.1933. Desembarcaram em Santos, aos 07.10.1933. Frei Inácio de Ribeirão Preto, superior regular da Missão os esperava em São Paulo. Viajaram de trem ao Paraná, chegando em Jaguariaíva dia 11 e, finalmente, em Curitiba aos 13.10.1933.

No Paraná, Frei Zeferino exerceu seu ministério apostólico e missionário em Siqueira Campos (1933), Tomazina (1934-1935), Joaquim Távora (1936), Capinzal (1937-1938), Butiatuba (1939) e em Curitiba (1940). Foram anos de intensos sacrifícios, mas pode ver o reflorescimento da vida cristã e a organização e a formação de novas paróquias.

Retornou definitivamente à Itália a 1 de março de 1940, vivendo nas fraternidades de Thiene (Pregador), Lendinara (Pregador), Hospital civil de Veneza (capelão), ásolo (Pregador) e ádria (vigário paroquial).

Depois de sete anos na Província de Veneza, partiu em 1947 para Lisboa e, em 1948, foi para a Angola, em Luanda, onde, durante três anos, se dedicou com fervor e constância em favor das almas. Em 1950, Frei Zeferino deixou a Angola e foi para Portugal, onde permaneceu trabalhando até 1960 nas fraternidade de Vale Formoso, Poiares, Porto e Barcelos.

Regressando à Província de Veneza no final de 1960, viveu nas fraternidades de Lendinara, Bassano del Grappa, Castelmonte, Gorizia.

Sua última residência foi a enfermaria de Conegliano, onde chegou em 1978. Nela permaneceu, com problemas de saúde, até o seu falecimento, ocorrido aos 25 de março de 1990. 

Frei Juliano de Fonzasso

04/04/1876
26/03/1966

04.04.1876 Fonzaso/Itália
26.03.1966 - Conegliano/Itália

Frei Juliano nasceu em Fonzaso (Itália), diocese de Belluno, no dia 4 de abril de 1876. Vestiu o hábito no dia 21 de dezembro de 1904 e professou perpetuamente no dia 24 de janeiro de 1909.

Chegou às terras paranaenses com a segunda turma de missionários vênetos, que partiu de Gênova aos 12 de agosto de 1920 com o navio Vittorio Emanuele, e chegou em Jaguariaíva, Paraná, aos 02 de setembro do mesmo ano. Voltou à Província de Veneza em 1940, depois de ter passado vinte anos no Paraná.

Seu aspecto exterior era rude como as ásperas montanhas entre as quais nascera e transcorrera os seus primeiros vinte anos de vida. Tinha, porém, uma índole que transpirava, a seu modo, a delicadeza.

Religioso sempre disponível para todas as tarefas próprias dos irmãos nãoclérigos. Sua espiritualidade era simples, mas profunda. As devoções características que sempre cultivava foram à Santíssima Eucaristia e a Jesus Crucificado. Austero, penitente. Aceitou humildemente os achaques da velhice e com paciência edificante transcorreu seus últimos dias. Os confrades enfermeiros atestam que nunca tiveram um enfermo tão pouco exigente, sempre contente e sereno. Frei Juliano faleceu em Conegliano (Itália) no dia 26 de março de 1966. Em uma sua carta enviada do Paraná ao Provincial de Veneza, assim escrevia: "Desejo ardentemente, se Deus quiser, voltar à casa do Pai entre os confrades que me receberam na Ordem". E continua queixando-se de sua saúde abalada e sobretudo uma grande saudade dos Superiores da Província vêneta.

Descansa esperando a alegre ressurreição, na terra de sua aldeia natal: Fonzaso.

Frei Jorge Dudu da Silva

26/12/1962
27/03/2013

* 26.12.1962, Rondon-PR

+ 27.03.2013, Curitiba-PR

Frei Jorge Dudu da Silva nasceu em Rondon-PR aos 26.12.1962, filho de Dionisio Dudu da Silva e de Elvira Maria dos Santos. Fez seus primeiros estudos em Assis Chateabriand-PR e Santa Lúcia-PR. Na paróquia São Pedro de Rondon-PR, o padre José Balisieper o batizou aos 30.11.1963 e recebeu a primeira eucaristia na paróquia Noss Senhora Aparecida de Brasiliana-PR, aos 14.04.1074.

Vida religiosa - Ingressou no Seminário Santa Maria de Irati- PR aos 16.02.1984 e aos 10.02.1987 iniciou o postulantado no Convento Bom Jesus em Ponta Grossa-PR. Recebeu o hábito capuchinho em Butiatuba-PR a 01.02.1980 e emitiu sua primeira profissão religiosa na igreja matriz de Almirante Tamandaré-PR aos 02.02.1991. Em Londrina, enquanto vivia na fraternidade Santa Clara e fazia o curso teológico, fez a profissão perpétua aos 30.04.1994.     Depois de ter recebido os ministérios do leitorado e acolitado aos 21.7.1993, Dom Albano Cavallin conferiu-lhe a ordem do diaconato na capela do Km 9 (São Lourenço) em Londrina- PR, aos 09.07.1994. 0 arcebispo de Cascavel-PR, Dom Armando Círio, ordenou-o presbítero aos 06.05.1995 na capela Santa Lúcia na cidade do mesmo nome. Celebrou sua primeira missa solene na comunidade São Pedro, da paróquia Santa Lúcia-PR, aos

07.06.1995.

Ministérios - Trabalhou na Equipe Missionária (1994-1995) como diácono, em Santo Antônio da Platina (1996-2000) como diretor da Escola Vocacional e coordenador vocacional local. Transferido para Ponta Grossa, residiu na fraternidade Imaculada Conceição e assumiu a coordenação do Centro Vocacional Provincial (2001-2004). Aos 30.04.2005 viajou para Roma onde fez o Mestrado de filosofia na Pontifícia Universidade Gregoriana. Retornou do curso em 2008 e foi nomeado, professor (2008), secretário provincial da formação inicial mestre do Aspirantado, mestre dos pós-noviços e ecónomo local (2009) residindo no convento Bom Jesus em Ponta Grossa-PR (2008-2011). Em 09.12.2011 foi transferido para a fraternidade e paróquia de Capinzal-SC, onde exerceu o cargo de pároco e se dedicava também à coordenação local e regional do Serviço de Animação Vocacional.

Etapa final - Durante o ano de 2012, Frei Jorge Dudu começou manifestar problemas de saúde, principalmente relacionados à garganta. Viu-se obrigado a breves internações no hospital local. Cansava com facilidade, sentia-se gripado e chegou até a desmaiar em uma missa. Passou o mês de janeiro de 2013, muito ativo, preparando a festa do padroeiro São Paulo Apóstolo. Terminada a festa, internou-se para tratamento. Aconselho médico, veio a Curitiba para melhores exames de saúde. Apresentava problemas de deglutição. Não podia alimentar-se bem e emagreceu. Assim permaneceu parte do mês de fevereiro e de março em Curiti­ba para trata­mentos. Sen­tindo-se muito fraco, no domingo à tarde, dia 24.03.2013 foi internado no Hos­pital Nossa Senhora das Graças. No dia seguinte à noite, por causa de hemorragias no pulmão foi para o UTI. Seu estado geral foi complicando progressivamente e, aos 27.03.2013, às 21h30 (quarta-feira santa), entregava sua alma a Deus. Segundo o Dr. Cristiano Hann, Frei Jorge Dudu faleceu de falência múltipla de órgãos, choque séptico e broncopneumonia.

Missa exequial - Superadas todas as exigências normais, o corpo de Frei Jorge Dudu foi transportado para nossa Casa de Retiros de Butiatuba. Muitos de seus parentes estiveram presentes, provenientes de lugares distantes. De Capinzal-SC, onde era pároco, veio um ônibus com mais de 40 pessoas, incluídos o bispo diocesano de Joaçaba-SC, Dom Frei Mário Marquez, OFMCap, e o vice-prefeito de Capinzal. Freis e muitos amigos de cidades onde viveu e de outras onde cultivou amizades fizeram-se presentes à missa exequial às 17h de 28.03.2013 (quinta-feira santa) e, em seguida, foi sepultado em nosso cemitério particular de Butiatuba.

Presenças –A missa exequial foi presidida por Dom Frei Mário Marquez, OFMCap, bispo de Joaçaba-SC, ladeado pelo Ministro Provincial e diversos Freis da Província. Todo o Definitório Provincial também esteve presente. Frei Evandro Aparecido de Souza (Definidor provincial) acolheu todos os presentes (familiares, parentes, amigos, Freis), provenientes destes lugares: Santo Antônio da Platina, Londrina, Cruzeiro do Oeste, Umuarama, Ponta Grossa, Curitiba, Almirante Tamandaré, Butiatuba, Capinzal, Cap. Leônidas Marques, Santa Lúcia-PR, Céu Azul, Florianópolis, São Lourenço do Oeste, Joinville, Zortéa, Campos Novos, Presidente Prudente-SP e Douradina-MS. Os familiares de Frei Jorge foram convidados a ficarem em pé um instante para serem identificados (era em número bem expressivo!).

Mensagens: Foram lidas estas mensagens: Irmãs Reptadoras de Capinzal, Frei Davi Nogueira Barboza (de Foz do Iguaçu), Frei Francisco Lopes (secretário da Língua Portuguesa na Cúria Geral, Roma), Frei Moacir Busarello (de Humaitá-AM, onde ajuda a Diocese).

Encomendação

Após estas mensagens, o Ministro Provincial (Frei Cláudio Sergio de Abreu) presidiu a encomendação final, com as orações e preces, indicadas para esse momento. Dada a bênção final, os familiares se despediram sentidamente do irmão e amigo falecido.

Foi ouvido Frei Jorge cantando “Fonte de Vida”, do CD ‘Chama Franciscana II’, durante o qual os familiares e outras pessoas demonstram fortemente seus sentimentos pelo falecimento de Frei Jorge.

Terminadas as cerimônias na capela (18h20), os familiares, Freis e amigos se despediram de Frei Jorge, e, em seguida, todos se encaminharam, em procissão com cantos e orações, em direção ao cemitério dos Freis.

Sepultamento - Durante a procissão, o féretro se postou na frente e todos foram acompanhando intercalando momentos de silêncio, cantos e orações.

No cemitério, todos se colocaram ao redor do túmulo e o Ministro Provincial abençoou a sepultura com as orações próprias. Enquanto ia escurecendo, com um sol que desmaiava no horizonte e ao som do canto “Desamarrem as sandálias...” o corpo de Frei Jorge foi descido ao túmulo com a ajuda dos Freis e um leigo de Capinzal e todos acompanharam o lacre do mesmo e o início em que a mãe terra começou a recobrir os seus restos mortais. Eram 18h40 de 28.03.2013, Quinta-feira Santa, dia do lava-pés e da instituição da eucaristia e do sacerdócio. Os restos mortais de Frei Jorge Dudu repousam nos braços da mãe terra e sua alma viu-se inundada pela Luz que jamais terá fim.

Testemunhos sobre Frei Jorge Dudu:

1.  Frei Cláudio Sérgio de Abreu, Ministro Provincial

■ Frei Jorge demonstrou com seu testemunho que acreditava na Ressurreição e doou sua vida a serviço do Evangelho. Procurou ser fiel ao nosso bom Deus. Testemunhou o amor que reconhecia ter recebido de Deus e o manifestou através de sua vida. Só quem vive o amor, sabe construir, atrair amizades e criam relacionamentos novos e sadios. Isso percebemos pelo temperamento de Frei Jorge, pelo seu jeito de ser, pela alegria, muito calmo, prudente, gostava da música, cantava, com seu violão animava as pessoas presentes, simples, dedicado naquilo que acreditava e fazia com muito carinho. Sempre disponível e dedicado durante todo o tempo que trabalhou na formação de nossos jovens. Agradecemos a Deus pelos seus 52 anos de idade, 22 anos de vida capuchinha e quase 17 anos de sacerdócio.

2. Dom Frei Mário Marquez, bispo diocesano de Capinzal - Viveu intensamente e com dedicação seu ministério sacerdotal. Muito entusiasmado em seu ministério pastoral. Fez trabalho muito bom com os coroinhas da paróquia. Sua presença foi importante e esteve presente e atuante na celebração dos 30 anos da Pastoral da Juventude em Santa Catarina, e na passagem dos símbolos (a Cruze a ícone da Virgem Maria) na paróquia.

3. Vilson Farias, Vice-prefeito de Capinzal-SC - Em nome dos municípios de Capinzal, Ouro e Zorteia, nossos agradecimentos pelo trabalho desenvolvido por Frei Dudu. Ele sabia adaptar-se a todos os segmentos desses municípios com seu trabalho simples, dedicado e fraterno.

Nos momentos de alegria e tristeza, ele sempre soube conduzir-nos. O zelo de Frei

Dudu foi um presente para nós, para os capuchinhos e seus familiares. Vocês emprestaram esse valor para nós e, agora, o estamos devolvendo. Nas conversas e diálogos, demons­trava grande preocupação com seus familiares e sempre falava deles. Foi meu conselheiro. Acabou seu combate e agora lhe resta a coroa da recompensa eterna.

4. Adão de Lima, representante da Comunidade de Capinzal - Agradecemos o dom da vida deste irmão que partiu para a Casa do Pai. Agradecemos aos Capuchinhos porque deram grandes freis, que ensinaram o caminho a toda a comunidade. Foi uma grande perda, porque muito aprendemos com ele. Não importa a quantidade de tempo que viveu conosco, mas sim a qualidade. Seu curto tempo foi de grande valia para todos. Muito aprendemos com ele e muito devemos agradecer aos capuchinhos.

5.  Frei Valdir Possamai, representando os Freis de Capinzal- Esperamos frei Jorge Dudu com muita alegria, em dezembro de 2011. Começamos a nos entender, dialogar, a planejar a fraternidade e paróquia. Rezamos em fraternidade; a Palavra nos alimentava e nos entendíamos bem. Dizia: sinto-me muito bem nesta fraternidade. A melhor fraternidade na qual vivi. Foi companheiro nas horas boas e menos boas. Disponível e dedicado. Disponível à paróquia e Diocese com sua música e canto. Atento e dedicado no relacionamento político, com as outras igrejas. Fez grande apostolado. Seu dom da música: cantos e Show na festa do padroeiro da paróquia. Deixou uma marca profunda em todos. Foi convidado a participar e preparar as homenagens pelos aniversários dos municípios. Grande amigo no trabalho, na evangelização e no lazer. Vivemos um ano maravilhoso com frei Jorge.

6.        Fátima da Silva, representando a família - Enfrentou desafios. Escolheu ser frei capuchinho. Muito dedicado, esteve ao lado de seus familiares e conquistou vitórias. No dia 27.3.2013, mais uma estrela brilhou no céu, deixando sete irmãos, três cunhadas, três cunhados, 27 sobrinhos e grande quantidade de amigos. Somos gratos pelos seus favores e sorrisos por nos ouvir e atender. Agradecimento a todas as comunidades por onde ele passou. Agradecimentos ao Ministro Provincial, ao frei Rivaldo Vieira e outros pela acolhida que sempre recebemos dos freis.   

Agradecimento final:

O Ministro Provincial, frei Cláudio Sérgio de Abreu agradeceu as fraternidades que se dedicaram muito ao frei Jorge, principalmente as do convento das Mercês em Curitiba e de Butiatuba pelos cuidados durante sua breve doença. Agradeceu aos médicos, enfermeiros, religiosas do hospital por tudo o que fizeram por frei Jorge.

Frei Erasmo de Loreo

21/03/1906
30/03/1993

21.03.1906 - Tornova/Itália
30.03.1993 - Conegliano/Itália

Frei Erasmo (Ângelo) Bergamin de Loreo nasceu aos 21 de março de 1906 em Tornova (diocese de Chioggia), filho de Benvindo Bergomin e Rosa Marangon.

Desde jovem queria abraçar a vida religiosa, mas dificuldades familiares impediram que realizasse seu projeto de vida. Quando já com 28 anos de idade, foi aceito aos 30 de outubro de 1934, passando seis meses como aspirante em Veneza e foi julgado «bom, trabalhador e obediente».

No ano seguinte, iniciou o noviciado aos 19 de junho de 1935 em Bassano del Grappa, com o mestre de noviços Frei Romualdo de Soave. Seu novicicado foi prorrogado de quatro meses. Mas no mesmo convento, emitiu sua profissão temporária aos 14 de outubro de 1936 diante do padre Teodoro de Codróipo.

Antes de professar perpetuamente partiu da Itália, aos 6 de janeiro de 1939, do porto de Trieste com o navio Neptunia, como missionário, ao Paraná e Santa Catarina, com outros cinco frades missionários. O navio parou em Recife (16.01.1939), mas ele desembarcou em Santos, São Paulo (20.01.1939) e, aos 22 do mesmo mês, encontrava-se na cidade de Curitiba, Paraná.

Passados alguns meses na fraternidade de Butiatuba, Paraná, emitiu sua profissão solene em Curitiba, nas mão de Frei Tarcísio de Bovolone, aos 15 de outubro de 1939.

Em nossa Província trabalhou em diversos lugares como auxiliar nas fraternidades e como cozinheiro: Butiatuba (1939-1944; 1953; 1956-1958), Barra Fria, Santa Catarina (1945-1947; 1955), Curitiba (1947), Joinville (1949, Irati (1949-1951), Ponta Grossa na Imaculada Conceição (1952), Santo Antônio da Platina (1953-1954).

Voltou definitivamente à Província de Veneza, chegando na Cúria provincial de Mestre aos 06 de março de 1958. Logo porém sentiu remorsos e por isso, em sua carta de 26.09.1968, escreveu: «Declaro que em mim jamais se extinguiu o fogo missionário; por isso, peço de ir quanto antes para o Brasil ou, caso queirais, para a África». Em outra carta de outubro do mesmo ano, repete seu pedido. Pensava que tinha feito um erro em retornar do Brasil, após 20 anos de trabalhos. Mas, nunca mais pôde regressar. Enquanto isso, em treze páginas escreveu os fatos principais de sua vida na Itália e no Brasil, mas nenhuma alusão à segunda guerra mundial. Não respeita regras gramaticais, mas conta fatos com naturalidade e espontaneidade. Descreve algumas de suas peripécias: uma cobra o mordeu em Butiatuba; as ameaças de um empregado e por pouco escapou de uns bons tapas; a queda, já no escuro da noite, num buraco com a carroça cheia. Em toda parte, mostrou-se grande trabalhador. Sua fotografia, por exemplo, permaneceu exposta por muito tempo no negócio do foto Weis, em Curitiba, perto da Catedral: ele aparecia com sua longa barba e um pitoresco chapéu de palha na cabeça.

Celebrou os 25 de vida religiosa em Portogruaro (1960) e os 50, em Bassano del Grappa (1985). O então Ministro provincial lhe dizia: "Numerosos conventos tiveram a alegria de tua presença trabalhadora, discreta, cheia de alegria franciscana. Foste para nós um exemplo de vida compromissada com a alegria". Os noviços, na revistas Simplicitas (nº 2, 1989), chamavam Frei Erasmo "nosso talismã, trabalhador, simples e sincero como uma criança".

Na Itália, após seu retorno, viveu nas fraternidades de Thiene, Portogruaro, Veneza, údine, Trieste, Bassano del Grappa e finalmente em Conegliano, a enfermaria provincial, onde faleceu aos 30 de março de 1993. Foi sepultado em sua terra natal, em Loreo, aos 01 de abril de 1993.

Frei Cleto Barbieri

06/02/1917
30/03/2014

* 06.02.1917, Maserá, Itália

+ 30.03.2014, Conegliano, Itália

Aos 30 de março de 2014, domingo, na enfermaria de Conegliano (Itália), faleceu frei Cleto Adolfo Barbiero. Frei Cleto esteve em nossa Província do Paraná e Santa Catarina em dois períodos: de 1947 a 1962 e de 1976 a 1995.

Frei Cleto nasceu em Maserá (Pádua) aos 06.02.1917, filho de Domingos Luís Barbiero e Santa Cecchinato. Foi batizado (15.02.1917) na igreja Santa Maria de Maserá (Itália). Na mesma igreja recebeu a primeira Eucaristia (14.10.1923) e foi crismado (09.12.1923).

Entrou no Seminário de Rovigo da Província Mãe de Veneza aos 23.10.1927. Iniciou o noviciado (02.09.1933) em Bassano dei Grappa, sendo mestre frei Romualdo de Suave e no ano seguinte fez a profissão religiosa (02.09.1933). Durante seus estudos, aos 08.12.1938, em Veneza emitiu sua profissão perpétua diante do Frei Venceslau de São Martim de Lúpari. Também durante seus estudos, recebeu o leitorado (17.12.1938), o acolitado (23.03.1939) e o Diaconato (23.03.1940). O cardeal patriarca de Veneza, Dom Adeodato Piazza, sagrou-o presbítero aos 23.05.1940.

Frequentou a Faculdade de Engenharia da Universidade de Pádua, tendo lecionado ciências e matemática em Verona e Thiene (1940-1947).

No Paraná - Com o navio Campana embarcou em Gênova (Itália) aos 21.10.1947, chegando em Curitiba aos 12.11.1947 com outros seis freis que vieram à nossa Província. Passou seu primeiro ano (1948) em Assaí-PR, como coadjutor. Mas no mesmo ano, foi transferido para o convento das Mercês, Curitiba, como professor e membro da equipe de construções da Custódia. Em 1950, foi a Jataizinho-PR, como pároco. Em 1953, passou para a fraternidade de Uraí-PR, onde assumiu o encargo de Diretor do Colégio Assunção, que funcionou no prédio de nossa ex-escola vocacional. Nesse trabalho permaneceu até 1958, quando viajou à Itália para rever seus parentes e confrades. No retomo (1959), foi transferido, como professor, no Seminário Santa Maria de Engenheiro Gutierrez-PR. Com a divisão de cursos escolares desse Seminário, passou (1961) para Butiatuba como diretor do Seminário e vigário local.

Passado um ano na Itália, aos 28.03.1997 retomou à nossa Província São Lourenço. O primeiro ano (1978) trabalhou em Irati- PR como pároco. No mesmo ano (28.03.1978), os superiores o destinaram a permanecer à disposição da Diocese de Palmas-PR, onde o bispo era nosso Dom Frei Agostinho José Sartori. Nessa diocese, esteve ao serviço direto do Bispo e pároco em Êneas Marques. Na diocese assumiu diversos encargos, como: chanceler da Cúria Diocesana (1989), Procurador da Mitra Diocesana (1989), coordenador geral da Cúria diocesana (1989), Vigário Geral para os religiosos e vigário episcopal. Representou o bispo em diversas oportunidades, participou de encontros em vários Estados e representou a Diocese no Congresso Eucarístico Internacional em Sevilha, Espanha (1993).

Retorno definitivo - Aos 19.07.1995, frei Cleto retomou definitivamente à Província-mãe de Veneza. Trabalhou em Castelmonte como confessor (2007-2009). Viveu diversos anos em Trieste como confessor. Quando as forças físicas diminuíram e os achaques foram aparecendo, passou à enfermaria de Conegliano, onde faleceu aos 30.03.2014. A missa exequial foi celebrada pelo Ministro Provincial (Frei Roberto Genuin) na igreja de Maserá de Pádua, e sepultado nessa mesma cidade, onde ele nasceu.

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