Falece frei Dorvalino Sorgatto

Falece frei Dorvalino Sorgatto

A Província dos Franciscanos  Capuchinhos do Rio Grande do Sul comunica, com profundo pesar, o falecimento de frei Dorvalino Sorgatto, aos 96 anos, ocorrido às 21h de quarta-feira (08/07), no Hospital Virvi Ramos, em Caxias do Sul.

O velório foi realizado na capela da Casa São Frei Pio. A missa de despedida aconteceu às 16h de quinta-feira (9), seguida do sepultamento no Memorial dos Capuchinhos, em Caxias do Sul.

Natural de Protásio Alves (RS), filho de Luiz Sorgatto e Maria Bertoldo, Frei Dorvalino iniciou sua caminhada vocacional ainda jovem. Entre 1943 e 1951 estudou nos seminários de Veranópolis, Ipê, Marau e Ijuí. Em 1950 realizou o noviciado e professou os votos religiosos em 11 de fevereiro de 1951, em Flores da Cunha.

Os estudos de Filosofia e Teologia foram realizados entre 1952 e 1959, nos conventos de Garibaldi e Porto Alegre. Ainda antes de concluir a formação teológica, foi ordenado sacerdote em 21 de dezembro de 1957, na Igreja Matriz Santo Antônio, em Porto Alegre, pelas mãos de Dom Vicente Scherer.

Sua trajetória missionária foi marcada pela disponibilidade e pelo espírito de serviço. Entre 1960 e 1980 atuou nos então estados de Mato Grosso e Goiás, exercendo o ministério como missionário, pároco em Rio Verde, formador no Seminário de Aparecida do Taboado e reitor do Seminário de Hidrolândia. A partir de 1971, dedicou-se à pastoral paroquial em diversas comunidades goianas, como Caldas Novas, Goiânia e Jaraguá.

Ao retornar ao Rio Grande do Sul, em 1981, assumiu novas frentes de evangelização. Foi pároco em André da Rocha (1981–1992) e em Segredo/Ipê (1993–2000), além de vigário paroquial em Ijuí, entre 2001 e 2009.

Nos últimos anos de seu ministério, viveu em Porto Alegre. Entre 2010 e 2024 integrou as Fraternidades Mãe de Deus e São Lucas, dedicando-se especialmente à Pastoral da Bênção na Paróquia Santo Antônio do Partenon. Também exerceu a função de capelão do Hospital São Lucas da PUCRS, onde acompanhou pacientes, familiares e profissionais de saúde com presença fraterna e palavras de esperança.

Em 2025, aos 96 anos, passou a residir na Casa São Frei Pio, em Caxias do Sul, onde recebia os cuidados necessários à sua saúde.

Além do testemunho sacerdotal e missionário, Frei Dorvalino cultivava um espírito sonhador e contemplativo. Gostava de cuidar de hortas, dedicar-se às leituras e escrever poesias que revelavam sua profunda sensibilidade diante da vida e da fé.

Em um de seus poemas, intitulado "Caminhada", escreveu:

"Tropeço pelas pontiagudas pedras, que cumprem a difícil tarefa de me atrapalhar e de me atrasar pelos caminhos que caio ao longo do meu caminhar."

Os versos sintetizam a espiritualidade de quem compreendeu que o caminho da vida, mesmo marcado por dificuldades, é também lugar de aprendizado, perseverança e confiança em Deus.

Com sua partida, a Província dos Frades Menores Capuchinhos do Rio Grande do Sul despediu-se de um religioso de longa trajetória missionária, cuja vida foi marcada pela simplicidade franciscana, pelo zelo pastoral e pela dedicação generosa ao povo de Deus. Seu legado permanece vivo nas comunidades onde serviu e na memória daqueles que encontraram em sua presença um testemunho sereno do Evangelho.

 

Autor:
Assessoria de Mídias do RS
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