O esplendor da Trindade na vida em comunidade foi tema do Encontro de JUNINTER

O esplendor da Trindade na vida em comunidade foi tema do Encontro de JUNINTER

Nos dias sete e oito do mês de março deste ano de 2026, ocorreu o Primeiro Juninter, promovido pela CRB (Conferência dos Religiosos do Brasil). O encontro intercongregacional ocorreu no Pensionato São José das Irmãs Franciscanas da Penitência e Caridade Cristã, em São Leopoldo (RS).

Estiveram participando 31 religiosos(as) de 9 congregações diferentes. Dentre estes, 5 eram da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Os frades participantes foram: Frei Bruno Psidonik, Frei Bill Waren Christopher, Frei Eduardo Luza, Frei Rubenil Castro e Frei João A. Schneider.

Tendo como tema deste primeiro encontro do ano “Vida Comunitária: Esplendor da Trindade”, foi assessorado pela Ir. Maria Freire da Silva, ICM. Para o frei Bruno, a experiência do Juninter foi crucial e profundamente enriquecedora. Para ele, esse primeiro encontro do Juninter revela como a comunhão na Igreja é essencial para que possamos ser verdadeiros anunciadores da paz e do bem, deixando-nos também inspirar pelos diversos carismas suscitados na Igreja.

O frei Christopher destacou que a irmã Maria Freire trouxe para nós conteúdos relevantes, presentes na vida pastoral e comunitária. Dois conceitos teológicos que foram apresentados e que, para ele, dizem muito são os seguintes: kénosis e pericórese. Kénosis se refere ao esvaziamento total em prol de uma missão ou à doação total de si por uma causa. Pericórese ou pericorética é a união mútua da Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Dessa forma, somos chamados a vivenciar, em comunidade, a dinâmica pericorética da kénosis trinitária. A vida comunitária deve ser um reflexo da Trindade, comunhão plena, e não fechamento em si mesma.

Para o frei Eduardo, que participou pela primeira vez, foi uma experiência muito satisfatória. Conhecer outras famílias religiosas e o contato com outras culturas foi algo que o marcou neste encontro. A experiência formativa também com a Ir. Maria foi algo espetacular, podendo perceber a presença da Santíssima Trindade na fraternidade e o modo teológico de compreender a nossa fé. A irmã enfatizou a necessidade e a importância da oração na Vida Religiosa.

Para o frei Rubenil, a comunidade é chamada a ser o espelho da Trindade no mundo. Viver o dinamismo pascal trinitário significa que a comunidade deve adotar uma “metafísica da relação”. Aprofundar a aplicação do dinamismo pascal trinitário na comunidade significa entender que a Igreja não é uma ONG ou um clube social, mas um organismo que “respira” o modo de ser de Deus. Se Deus é relação, a comunidade só é cristã se for, essencialmente, relacional. No dinamismo trinitário, Deus se revela na relação. Portanto, na sinodalidade, a comunidade torna-se o lugar onde Deus “acontece”.

Por fim, o frei João  Schneider relatou que o encontro do Juninter foi, para ele, um momento de entrar em contato com a realidade de irmãos e irmãs de outras congregações e institutos. Sempre é uma riqueza poder compartilhar histórias e vivências com pessoas que são da nossa “vizinhança vocacional”. Destaca não somente a alegria do encontro fraterno, mas também a oportunidade de aprendizado, viabilizada pela irmã Maria, ICM. O assunto abordado nos dois dias do Juninter, “O esplendor da Trindade na vida em comunidade”, é, desnecessário dizê-lo, extremamente pertinente para nós, religiosos consagrados. Sendo assim, qualifica sua experiência como positiva, embora com algumas ressalvas. O Pensionato São José, em São Leopoldo, é muito apropriado para receber esse gênero de encontros, e as irmãs ali presentes nos acolheram muito bem. Contudo, um ponto que poderia ser melhor é o tempo de duração, que, a seu ver, foi muito curto. Nota-se também uma desproporção entre congregações femininas e masculinas, sendo as primeiras largamente mais numerosas. De resto, foi ótimo participar, conhecer e integrar-se um pouco mais com a CRB local.

Autor:
Assessoria de Mídias do RS
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