TRIGÉSIMO DOMINGO DO TEMPO COMUM – 23/10/2022

TRIGÉSIMO DOMINGO DO TEMPO COMUM – 23/10/2022

TRIGÉSIMO DOMINGO DO TEMPO COMUM – 23/10/2022

“Sereis minhas testemunhas”

ACOLHIDA

Animador: Irmãos e irmãs, sejam todos bem-vindos! Diante de Deus, que vê e conhece o nosso coração, nós nos reconhecemos pecadores, sem forças para nos salvar. Neste DIA MUNDIAL DAS MISSÕES que traz como lema: “Sereis minhas testemunhas”, rezemos pela Igreja missionária, espalhada pelo mundo inteiro. Que seja uma oração simples e sincera, porque a oração dos humildes atravessa as nuvens e nos enche de alegria ao poder nos aproximar livremente de Deus, nosso Pai. De pé, acolhamos a procissão de entrada, cantando.

ATO PENITENCIAL

Presidente:  Diante de Deus, que conhece intimamente o nosso coração e as nossas intenções, com toda humildade peçamos perdão das nossas falhas e pecados.

- Às vezes, achamos que, só por cumprir as nossas obrigações religiosas e fazermos boas obras, somos justos e santos. Senhor, tende piedade de nós!

- Às vezes, achamos que podemos julgar as intenções dos corações dos outros, só observando as aparências. Cristo, tende piedade de nós!

- Às vezes, em nossa oração, nos esquecemos de reconhecer a nossa condição de pecadores, sujeitos às fragilidades humanas. Senhor, tende piedade de nós!

GLÓRIA 

Animador: Glorifiquemos a Deus que vem ao encontro dos corações simples e humildes, que reconhecem a sua pequenez e a grandeza da misericórdia de Deus. Cantemos.

LITURGIA DA PALAVRA

Primeira Leitura: Eclo 35, 15b-17.20-22 a

Salmo Responsorial: O pobre clama a Deus e ele escuta: Senhor liberta a vida dos seus servos

Segunda Leitura: 2 Tm 4,6-8.16-18 

Evangelho: Lc 18,9-14

REFLEXÃO

- A liturgia de hoje continua insistindo da importância inquestionável da oração em nossa vida cristã. Ela é o combustível da nossa vida espiritual e da nossa ação missionária. Sem oração, sem uma espiritualidade lapidada pela oração não vamos longe na missão. Nós seguimos animados na missão enquanto somos abastecidos pela oração, pois a oração é uma forma eficaz de contato com Deus. Há orações de agradecimento, de louvor, de contemplação e de petição, entre outras. Há orações que chegam a Deus e outras que chegam, mas não provocam transformações, não tocam o coração de Deus. De antemão, vemos que o requisito primordial para uma boa a oração é a humildade e a perseverança. Essas duas características estão entrelaçadas, pois só é perseverante quem é humilde. Somente os humildes não desistem de esperar que suas orações sejam atendidas por Deus. O humilde pede que Deus atenda suas preces. O arrogante exige que Deus atenda o seu pedido. O humilde está a serviço de Deus e se coloca diante dele como servo. O arrogante quer ser servido por Deus e se coloca diante dele como alguém merecedor das recompensas pelos seus atos. É movido pela teoria perversa da meritocracia.

- Cabe aqui uma pergunta: eu rezo mesmo? Se eu rezo, como é minha oração? O evangelho de hoje nos apresenta duas modalidades de oração: a oração de um piedoso fariseu e a oração de um cobrador de impostos, que sobem ao templo para rezar. Como reagirá Deus diante de duas pessoas de vida moral e religiosa tão diferente e oposta? O fariseu ora de pé, seguro e sem temor algum. Sua consciência não o acusa de nada. Se considera perfeito cumpridos da lei. Sua oração não tinha nenhuma humildade. Era um louvor a si mesmo e não a Deus. Era expressão arrogante de julgamento dos outros. Agradecia por não ser como os outros, ladrões, desonestos, adúlteros. Se esse homem não é santo, quem o será? Certamente pode contar com a benção de Deus. O cobrador de impostos, pelo contrário, retira-se a um canto. Não se sente cômodo neste lugar santo. Nem sequer se atreve de levantar os olhos do chão. Bate no peito e reconhece seu pecado. Não promete nada. Só lhe resta abandonar-se à misericórdia de Deus. “Ó Deus, tem compaixão de mim, porque sou pecador”. Ninguém quereria estar em seu lugar. Deus não pode aprovar sua conduta. E de repente, Jesus conclui sua parábola com uma afirmação desconcertante: “Digo-vos que este cobrador de impostos desceu justificado para casa e aquele fariseu não”. Os ouvintes sentem romper-se todos os seus esquemas. Como pode Jesus dizer que Deus não reconhece o piedoso e, pelo contrário, concede sua graça ao pecador? Não está Jesus jogando com fogo? Será verdade que no final, o decisivo não é a vida religiosa de alguém, mas a misericórdia insondável de Deus? Há algo fascinante em Jesus. É tão desconcertante sua fé na misericórdia de Deus que não é fácil crer nele. Os que melhor podem entender são provavelmente os que não tem forças para sair de sua vida imoral. O fariseu arrogante e hipócrita saiu do tempo como entrou, sem conhecer o olhar compassivo de Deus.

- O olhar misericordioso de Deus não juga, não faz discriminação de pessoas, pois ele é um justo juiz. Se Deus não julga, quem somos nós para julgar? Cabe a nós cuidar da nossa vida, de reparar os nossos erros e não apontar o dedo para julgar os outros. A primeira leitura nos diz que Deus jamais despreza a súplica da viúva, ou seja, dos marginalizados. Deus nos ensina a sermos mais misericordiosos, a agir com mais amor. Nossas famílias e comunidades estão carentes desse amor misericordioso. O Papa Francisco nos propõe a olhar mais para as pessoas que para seus pecados. Enquanto julgamos as pessoas não temos tempo de amá-las, e uma Igreja sem amor não é uma Igreja de Deus.

- Paulo está no final de sua vida e com a sensação da missão cumprida. Que bom se chegássemos ao final de nossa vida e missão na Igreja e na sociedade com essa mesma sensação, com a certeza de que fizemos o bem, que ajudamos a outros serem melhores. A vida cristã é um constante combate. Um combate contra as tentações nos seus diversos níveis e situações. Mas é um bom combate, pois é um combate para a vida, em defesa da vida, da dignidade de todos. As armas desse combate são o amor incondicional e a misericórdia sem limites.

PRECES DA COMUNIDADE

Presidente: Evangelho nos falou que a oração humilde encontra acolhida no coração de Deus. Com a humildade do publicano, rezemos: Senhor, atendei a nossa prece!

1 – Pelo Papa Francisco, para que fortalecido e apoiado pela oração da Igreja continue com vigor e alegria sua missão profético-pastoral, rezemos.

2 – Por toda a Igreja, para que busque através da oração, da escuta da Palavra de Deus, conhecer e praticar com fidelidade a vontade de Deus, rezemos.

3 – Por nossas famílias, para que sejam, de fato, uma Igreja doméstica, lugar do cultivo da fé autêntica pela oração e participação na comunidade, rezemos.

4 – Por todos nós, para que movidos pelo sentimento de humildade confiemos nossa vida nas mãos misericordiosas e no coração compassivo de Deus, rezemos.

OFERTÓRIO

Animador: Quem se apresenta diante do Senhor trazendo nas mãos a sua oferta e no coração uma prece simples e humilde, vive de modo concreto o testemunho cristão. A coleta feite neste fim de semana é uma forma de colaborar com a missão universal. Que a nossa oferta seja sincera e generosa.  Ofertamos cantando.

COMUNHÃO

Animador: Deus vem a nós, gratuitamente, na Comunhão. Com fé, humildade e alegria, recebamos Jesus vivo em nosso coração, agradecidos e felizes

Autor:
Frei Carlos Raimundo Rockenbach, OFMCap
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