VIGÉSIMO SÉTIMO DOMINGO DO TEMPO COMUM – 02/10/2022

VIGÉSIMO SÉTIMO DOMINGO DO TEMPO COMUM – 02/10/2022

VIGÉSIMO SÉTIMO DOMINGO DO TEMPO COMUM – 02/10/2022

“A Igreja em estado permanente de missão” - “Sereis minhas testemunhas” (At 1,8).

ACOLHIDA

Animador: Irmãos e irmãs em Cristo Jesus, Paz e Bem! Reunimo-nos para reavivar a chama do amor e da fé, que nos comprometem com o Evangelho de Jesus. O olhar da fé nos impulsiona a sermos servidores da humanidade eu clama por justiça e dignidade. Estamos em pleno Ano Jubilar Missionário, que tem como tema: “A Igreja em estado permanente de missão”, e como lema: “Sereis minhas testemunhas” (At 1,8). Seguindo fielmente as pegadas de Jesus, queremos neste mês missionário, assumir com paixão, nossa missão na edificação de um mundo de justiça, fraternidade e paz. Acolhamos o cartaz do mês missionário, cantando.   

ATO PENITENCIAL

Presidente: O olhar da fé nos mostra que o rosto sofrido de mulheres e homens, vítimas das injustiças sociais, é o rosto do próprio Cristo sofredor. Peçamos perdão pelas vezes que, como cristãos fechamos nosso coração, nos imitimos em nossa missão, e resistimos à proposta de formarmos uma Igreja sinodal, missionária e libertadora, cantando.

HINO DO GLÓRIA

Animador: Demos glória a Deus pelos incontáveis missionários e missionárias que que animam a vida e a fé de nossas comunidades, cantando.

LITURGIA DA PALAVRA

Primeira Leitura: Hab 1,2-3; 2,2-4

Salmo Responsorial: Não fecheis o coração; ouvi vosso Deus!

Segunda Leitura: 2Tm 1,6-8.13-14 

Aclamação ao Evangelho:

Evangelho: Lc 17,5-10

REFLEXÃO

- Iniciando o Mês Missionário, a liturgia nos traz como tema medular, a Fé. Sem fé, nada podemos, nada somos. É a fé que nos move, nos dá esperança, nos faz seguir com paixão na missão, sem desanimar, pois, são muitos os desafios e obstáculos, situações que nos desagradam e que também desagradam a Deus. Na primeira leitura o profeta Habacuc mostra uma situação que não nos é desconhecida: violência, desrespeito à vida, iniquidades, maldades, destruição, prepotência, discórdia, ódio, intolerância, falsidade, corrupção, enfim, todo tipo de maldade e coisas que chocam a fé de quem ainda conserva um coração sensível e humano. Diante dessas situações, muitas vezes, a primeira reação é o desânimo. Dá sempre aquela vontade de desistir, de abandonar tudo, achando que não valem a pena os trabalhos, os esforços, os empreendimentos. Nessas horas, o que nos segura é a fé, mesmo que ela seja pequena como o grão de mostarda. No entanto, como o profeta, nós, também, por vezes questionamos a Deus “Por que me faz ver tudo isso, todas essas maldades?” Por que, apesar de fazermos o bem, nos deparamos com tanta maldade? Por que há pessoas que vivem na Igreja e fazem tanto mal a outras ou ignoram o seu sofrimento? Por que, no mundo há tanta injustiça e desrespeito à vida? Apesar dos muitos questionamentos a fé alimenta em nós a convicção de que todas essas injustiças terão um fim, há um prazo definido por Deus para que tudo isso acabe, ou seja, não há mal que não tenha fim. A justiça de Deus virá no tempo certo. Portanto, não desanimemos, tenhamos fé. Quem tem fé persevera, mesmo que não veja resultados imediatos.

- Na segunda leitura, Paulo, na iminência da morte exorta Timóteo e a nós a reavivar a chama do dom de Deus. Isto é a fé. Paulo é um grande símbolo de fé, pois, apesar de ter enfrentado tantas provações, perseverou na fé, combatendo o bom combate, e agora aguarda a recompensa, a coroa da glória. É carta de um pastor que anima o seu rebanho e os outros pastores. Pede que não nos envergonhemos de nossa fé, não sintamos vergonha de sermos missionários, de lutar contra as injustiças e as forças da morte, pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e sobriedade. Ele nos encoraja dizendo que vale a pena sofrer pelo evangelho, ou seja, pela causa de Jesus Cristo e pelos irmãos. Quem tem Cristo consigo, vence os medos e supera todos os obstáculos.

- No Evangelho de hoje, os apóstolos pedem a Jesus: “aumenta-nos a fé”. Ou seja, “acrescenta mais fé à fé que já temos”. Eles sentem que a fé que vivem desde a infância em Israel é insuficiente. O problema é que a fé autêntica que há em seus corações não chega nem a um “grãozinho de mostarda”. A essa fé tradicional precisam acrescentar “algo mais” para seguir Jesus. E quem melhor do que Ele para dar-lhes o que falta à sua fé? Jesus lhes diz que o importante não é a quantidade da fé, mas a qualidade. Aumentai em nosso coração uma fé viva, forte e eficaz. O e decisivo é reavivar em nós uma fé viva e forte em Jesus. O importante não é crer em coisas, mas crer nele e crer como ele. Para isso, é indispensável a experiência de um verdadeiro encontro com ele em pessoa, para conhecê-lo, amá-lo e seguir com fidelidade suas pegadas, vinculando-nos a ele, e configurando-nos com ele.

- Jesus é o que temos de melhor na Igreja, e o que temos de melhor para oferecer e comunicar ao mundo de hoje. Por isso, não há nada mais urgente e decisivo para os cristãos do que colocar Jesus no centro do cristianismo, ou seja, no centro de nossas comunidades e de nossos corações. Para isso, precisamos conhecê-lo de maneira mais viva e concreta, compreender melhor seu projeto, captar bem sua intenção de fundo, sintonizar com Ele, recuperar o “fogo” que Ele acendeu em seus primeiros seguidores, contagiar-nos com sua paixão por Deus e sua compaixão pelos últimos. Se não for assim, nossa fé continuará menor que um “grãozinho de mostarda”. Não “arrancará” árvores nem “plantará” nada de novo.

- Senhor, aumenta-nos a fé. Ensina-nos que a fé não é crer em algo, mas crer em ti, Filho encarnado de Deus, para abrir-nos a teu Espírito, deixar-nos alcançar por tua Palavra, aprender a viver segundo teu Espírito e seguir de perto teus passos. Só tu és quem “inicia e consuma nossa fé”.  Faze-nos viver identificados com teu projeto do reino de Deus, colaborando com realismo e convicção para tornar a vida mais humana. Ensina-nos a viver convertendo-nos a uma vida mais evangélica, sem resignar-nos a um cristianismo rebaixado, no qual o sal vai se tornando insosso, e a Igreja vai perdendo estranhamente sua qualidade de fermento. Desperta entre nós a fé das testemunhas e dos profetas. Ajuda-nos a viver humildemente nossa fé com paixão por Deus e compaixão para com os que sofrem. Ensina-nos a descobrir que a fé não consiste em crer no Deus que nos convém, mas naquele que desperta nossa responsabilidade e desenvolve nossa capacidade de amar. Ensina-nos a seguir-te carregando cada dia nossa cruz, que te experimentemos, porém, ressuscitado no meio de nós, renovando nossa vida e animando nossas comunidades.

PRECES DA COMUNIDADE

Presidente: Com a fé somos capazes de mudar toda a realidade segundo o Evangelho de Jesus Cristo, supliquemos a Deus pela Igreja missionária e pela humanidade dizendo após cada prece: Senhor, aumentai a nossa fé.

  • Orientai Senhor, a Igreja em seu testemunho de Jesus e do Evangelho, rezemos:
  • Daí força e coragem aos ministros ordenados em sua missão a serviço do vosso povo, rezemos:
  • Iluminai os governantes em sua responsabilidade para com a dignidade dos mais pobres, rezemos:
  • Abençoai e amparai os missionários que vão trabalhar nas missões, dando-lhes força e coragem, rezemos:
  • Iluminai o povo brasileiro para que neste dia exerça sua cidadania depositando nas urnas amor, justiça e esperança, rezemos:

OFERTÓRIO

Animador: Na eucaristia é que encontramos o sentido de nossa fé, é nela que buscamos a coragem e a força que precisamos. Ofereçamos junto com o Pão e o Vinho o nosso desejo de aumentar a qualidade de nossa fé, cantando.

COMUNHÃO

Animador: Ir ao encontro do Cristo eucarístico é deixar-se tocar por Ele, é formar uma aliança fraterna com o Pai. Vamos ao encontro d’Ele para que desperte em nós a nossa fé e a disposição para assumir um compromisso com a Igreja sinodal, missionária e libertadora. Cantemos.

Autor:
Frei Carlos Raimundo Rockenbach, OFMCap
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