Um sopro de vida: documento final do PanAmericano

Um sopro de vida: documento final do PanAmericano

Caríssimos irmãos,

Em maio passado vivemos um momento importante na vida e animação da Ordem nas Américas. Após um longo período de preparação, todos os Ministros puderam se reunir em São Pedro, São Paulo (Brasil), com a presença da maioria do Conselho Geral. E foram precisamente alguns dias de Capítulo, de fraternidade, de escuta do Espírito, de entusiasmo, de abertura ao futuro e à esperança que vem de Deus. Agradeço de coração ao Senhor que, com inequivocável evidência, acompanhou os trabalhos, suscitando no tempo o envolvimento de quase todos os frades das América, e fez ressurgir com força, quase espontaneamente, os valores que queremos abraçar sempre mais fortemente e que deverão ser diretrizes para reavivar a chama do nosso carisma.  Agora desejo enviar-lhe o Documento final da Encontro Pan-Americana dos Capuchinhos, devidamente revisado e ordenado. Aqui vocês encontrarão muito material, às vezes também repetições, que propositalmente não quisemos eliminar, pois expressam melhor a genuinidade do trabalho dos grupos. Aqui se pode ler o ánimo entusiasta e decididamente sonhador da autenticidade para o futuro de nossa vida, reformulada novamente sobre os valores que fazem parte da dimensão vital do nosso carisma. Voltamos a refletir sobre a Missão, sobre a Formação, sobre as Estruturas e sobre a Colaboração, e identificamos os caminhos que gostaríamos de percorrer para sermos mais autênticos capuchinhos.

Aproveito novamente estas linhas para agradecer aos Conselheiros Gerais que acompanharam cuidadosamente toda a preparação e às várias Comissões que com grande dedicação e eficácia souberam envolver todos os frades neste dinamismo de corresponsabilidade e de vida. E agradeço a todos os frades que se deixaram envolver. Estou certo de que com o tempo se produzirão efeitos benéficos para toda a Ordem nas Américas.

Mas também aproveito esta oportunidade para convidar as outras partes da Ordem a valorizar a experiência americana. Porque o que eles viveram e amadureceram, na realidade expressa os valores que todos nós carregamos no coração, e que gostaríamos de poder compartilhar e realizar o máximo possível. Então, ainda que de modo diferente, devido às diversas realidades sociais e culturais, por que não tentar começar algo semelhante também em outros continentes?

Que o Senhor, sempre generoso nos seus dons, nos guie a todos e infunda em todos, por intercessão de nosso Pai São Francisco, paz, confiança e coragem.

frei Roberto Genuin, OFMCap
Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos

Segue abaixo o DOCUMENTO FINAL do Encontro PanAmericano dos Capuchinhos.

Clique aqui para acessar o documento na íntegra, versão PDF.

Documento Final do Encontro Pan-Americano dos Capuchinhos

São Pedro-SP | Brasil, 1-8 de maio de 2022

Percurso histórico do Encontro

Frei Roberto Genuin, em sua primeira carta circular no dia 14 de abril de 2019, anunciava aos franciscanos capuchinhos das Américas a intenção de realizar um encontro com os superiores maiores de todo o continente americano a fim de abrir caminhos de colaboração mútua e achar sugestões para possíveis mudanças nas estruturas das circunscrições já existentes, de maneira particular na área de língua espanhola e em algumas províncias da América do Norte, que padecem forte diminuição dos frades. Os quatro grandes temas apresentados como matéria de estudo e reflexão foram: a missão, a formação, as estruturas e a colaboração.

A partir dessa carta convocatória, todas as fraternidades das Américas começaram a se reunir em Capítulos locais para rever a história de sua presença, para agradecer a Deus o imenso trabalho realizado pela Ordem nas Igrejas Particulares, para reavivar os sonhos cultivados como capuchinhos que vivem nestas terras, expressão de grandes ideais e esperanças, para perscrutar o tempo presente e as situações concretas desta imensa realidade e quais as respostas que estão sendo dadas a partir do carisma específico capuchinho e, finalmente, para debater sobre os desafios da vida missionária nas Américas.

Aconteceu, porém, que quando chegou o tempo previsto para começar o nosso Encontro Pan- Americano, a pandemia do Covid-19 interrompeu o processo que deveria ter culminado em 2020. Foi proposto então reenviá-lo para maio de 2021 e finalmente ficou resolvido começá-lo de modo virtual no dia 3 de maio de 2021 para concluí-lo com um encontro de modo presencial em maio de 2022. Providencialmente este prolongamento de tempo serviu para obter maior aprofundamento dos temas em questão por parte de todos os irmãos das Américas.

Foram realizadas cinco sessões oficiais: uma sessão de abertura e outras quatro para refletir sobre cada um dos temas principais: missão, formação, estruturas e colaboração. Paralelamente, foram realizados encontros virtuais com vários grupos de irmãos: os que trabalham com JPIC, os formandos, os formadores, os pastoralistas e, finalmente, os irmãos que professaram os votos perpétuos a partir de 2010. De uma maneira ou de outra, todos os frades das Américas foram envolvidos neste processo. Nas reuniões havia frades oportunamente preparados nos diversos temas e eles nos ajudaram com suas intervenções esclarecedoras e assim através de trabalhos em grupos foram recolhidas muitas novas contribuições.

O conteúdo dessas reflexões, desde os Capítulos locais até os encontros virtuais, foi coletado, sistematizado e reelaborado para que sucessivamente os Superiores maiores e os delegados pudessem tomar visão do trabalho em vista do encontro presencial de oito dias que aconteceria São Pedro (SP), Brasil.

No encontro jubiloso e fraterno que aconteceu a partir do dia 1° até o dia 8 de maio de 2022, presidido pelo Ministro Geral, Fr. Roberto Genuin, o coirmão Fr. Bernardo Molina nos ajudou através de uma provocadora e iluminadora palestra sobre a nossa espiritualidade utilizando os escritos de São Francisco, exaltando o nosso glorioso passado; Fr. Carlos Susin nos falou sobre os desafios presentes hoje nas sociedades das Américas; e por fim, o cardeal Fr. Sean O’ Maley nos deu a possibilidade de mergulhar no nosso carisma no seio da Igreja e ressaltou a necessidade de sermos autênticos capuchinhos com o olhar dirigido para o futuro.

Agora, em continuação, apresentamos os compromissos que foram assumidos pelos Capuchinhos das Américas com o objetivo de reavivar a chama do nosso carisma neste imenso Continente. Estas simples e práticas linhas de ação representam o pontapé inicial para enfrentar os desafios que detectamos ao longo destes anos de reflexão em comum e estão sempre abertas para novos aprofundamentos no futuro. Embora os temas se relacionem entre si, preferimos manter a distinção entre Missão, Formação, Estruturas e Colaboração para que em cada Conferência e Circunscrição de nossa Ordem nas Américas esses temas possam ser colocados e estudados facilmente de modo prático.

Missão

Depois de os diferentes grupos de frades terem conversado em seus próprios idiomas nativos sobre o tema da Missão, foram apresentadas algumas propostas que se baseavam no carisma, nas estruturas, nas missões “Ad gentes”, na colaboração e na JPIC. Os irmãos compartilharam as novas formas de viver como missionários. Destacaram a centralidade do carisma, sublinhando a oração, a fraternidade e a minoridade como raízes e pilares do ser missionário-capuchinho. Não podemos ser missionários se não vivermos nosso carisma. A pergunta que orientava toda a reflexão era a seguinte: “É possível ser missionários sem mudar a maneira de como estamos vivendo agora?”.

Os frades ressaltaram a necessidade de observar o que afirmam as nossas Constituições. Deus suscita a vocação missionária no coração dos irmãos. Os ministros não podem negar o pedido de frades que desejem ir a um território de missão. Entretanto, eles devem avaliar se esses frades são idôneos (cf. Const. 178). A respeito desse âmbito área foram assumidos os seguintes compromissos:

1. Viver em todas as circunscrições uma conversão missionária. Isto deve ser uma prioridade nos Capítulos, nos planos trienais, na formação inicial e permanente como também nos retiros. Cada Circunscrição faça uma clara opção pelos valores de nosso carisma estabelecendo fraternidades oportunamente constituídas que desenvolvam um autêntico serviço aos pobres, pois é isto que torna a nossa vida atraente.

2. Formar para a missão, incluindo a missão Ad gentes, em todas as etapas da formação, desde a pastoral vocacional até a formação permanente, incluindo experiências missionárias significativas.

3. Oferecer na formação inicial uma experiência intercultural para cada frade em sua circunscrição e fora dela. Para isso se propõe a constituição de fraternidades na tríplice fronteira e de outras fraternidades São Lourenço de Bríndise como espaço formativo e vivencial para a missão.

4. Todas as circunscrições devem assumir uma missão. Quando isso não for possível, elas devem ter pelo menos alguns frades aptos em missões fora de seu território, ainda que seus membros sejam poucos.

5. Formar, cuidar e animar fraternidades interculturais e entre as circunscrições que, a partir do carisma, realizem seu serviço à Igreja. Estes frades devem levar em conta as missões Ad gentes, utilizando os meios adequados disponíveis. Toda missão deve ser exercida como projeto fraterno.

6. Realizar intercâmbios pastorais entre as circunscrições para reforçar nossas presenças em alguns lugares e para oferecer serviços essenciais.  Este tipo de trabalho conjunto promove a colaboração e a solidariedade entre as circunscrições. Por esta razão, deve ser incentivado o estudo dos idiomas falados nas Américas.

7. Estabelecer em cada conferência ao menos uma fraternidade internacional São Lourenço de Bríndise. Esta comunidade deve ter em conta a proximidade aos pobres, aos indígenas e aos imigrantes. Esta fraternidade deve estar aberta a todas as circunscrições das Américas.

8. Criar em cada circunscrição um Secretariado das Missões. Sua finalidade e tarefa é a de formar, apoiar e motivar a vida missionária dos irmãos.

9. Fortalecer as presenças missionárias já existentes.

10. Constituir uma comissão com membros das três Conferências para elaborar um manual com orientações gerais que expressem nosso carisma e esclareçam como devemos exercer o nosso serviço pastoral, considerando a dimensão da JPIC, nas diversas áreas: missões, paróquias, santuários, escolas, hospitais, multimídia, etc.

Formação

A formação é um desafio constante na vida da Ordem, pois são muitas as inquietudes que rodeiam esta realidade. Vivemos num mundo de constantes mudanças e que requer cuidado e atenção para que os nossos valores carismáticos estejam garantidos e nós não percamos nossa identidade.

O diálogo contínuo, o acompanhamento personalizado, a formação de formadores, a formação em colaboração, a formação para que todos sejamos irmãos e para a missão da Ordem, são temas que precisam ser considerados. A formação é em grande parte responsável em fazer compreender a primazia do carisma franciscano-capuchinho, enfatizando esta importância tanto na formação inicial como na formação permanente. Com base nestes elementos, apresentamos os compromissos assumidos:

11. Estabelecer, no espírito do chamado à colaboração suscitado pelo encontro Pan-Americano, uma comissão para delinear um programa de formação para formadores que possa harmonizar conferências virtuais e presenciais. Por sua vez, cada conferência estruture e organize a Schola Fratrum como espaço de formação para formadores e outros grupos de irmãos, colocando em prática os princípios da Ratio Formationis. Cada jurisdição tem o compromisso de prover tanto os professores como os estudantes.

12. Fortalecer a colaboração fraterna efetiva com os formandos e formadores de todas as circunscrições na formação inicial.

13. Assumir as diversas iniciativas formativas para os formadores que já atuam nas conferências, promover e divulgar publicações acadêmicas sobre franciscanismo e sobre a tradição capuchinha nas Américas.

14. Oferecer a mesma formação para todos os frades. Isto significa que todos os irmãos candidatos a leigos e sacerdotes devem receber igual formação nos “valores” franciscanos e a necessária formação em teologia. Os frades em formação inicial discernirão com seus formadores o tipo de formação que lhes permitirá servir a Ordem de modo coerente com suas aspirações e talentos individuais. Para isso é fundamental estabelecer fraternidades fortes nas casas de formação.

15. Continuar formando todos os frades à participação da vida da Ordem. Portanto, durante a formação inicial recomendamos que cada irmão possa participar de múltiplas experiências na Ordem, além de sua própria circunscrição. As conferências devem levar adiante a discussão acerca da colaboração nos programas e experiências.

16. Ter sempre presente nos programas de formação de cada circunscrição que somos uma ordem missionária. Portanto, devemos ser formados para o diálogo, a interculturalidade e a inculturação.

17. Estabelecer em cada conferência uma comissão para estudar e recomendar oportunidades formativas interprovinciais e interculturais. De modo concreto, isso deve levar a assumir as fraternidades internacionais da tríplice fronteira como parte do programa de formação missionária do pós- noviciado.

18. Estabelecer nas circunscrições processos de transição entre a formação inicial e a formação permanente com acompanhamento para os frades nos primeiros cinco anos de votos perpétuos.

19. Divulgar, promover e reforçar os cursos de franciscanismo que temos nas Américas para que todos os irmãos possam, em algum momento da sua formação permanente, participar de alguns deles. Para isto é necessário formar mais frades no campo da espiritualidade franciscana.

20. Fazer com que os capítulos locais sejam espaços de formação permanente para fortalecer os vínculos fraternos e insistir nos valores de nossa vida a partir da Ratio Formationis. Favorecer uma revitalização da consagração.

Estruturas

Nossas atuais estruturas nas Américas são uma herança da nossa história como “Ordem em missão”. Elas foram necessárias para a implantação da Igreja e da Ordem em uma nova realidade, como ferramentas para nos estabelecer de maneira fecunda e operosa nos diferentes lugares deste grande continente. Entretanto, hoje nos encontramos num contexto histórico e pastoral muito diferente àquele de nossos antepassados capuchinhos. A chama do nosso carisma nas Américas precisa de novo impulso. O que antes foi importante e necessário, agora pode ter-se tornado um peso, e por isso é preciso repensar a realidade, pois somos uma Ordem em reforma. Neste âmbito foram assumidos os seguintes compromissos:

21. Renovar constantemente a partir do carisma, as nossas estruturas: físicas, institucionais, formativas e mentais. O trabalho em equipe deve estar presente em toda a nossa formação à vida fraterna.

22. Revisar com coragem todas as estruturas que em nossos dias não mais se ajustam ao nosso carisma, caso contrário elas continuarão a consumir nossas forças e nossos irmãos. Discernir para depois decidir não constituir mais fraternidades que não tenham o número de frades exigido. Lá onde um determinado serviço ou ministério torne a vida fraterna impossível, deve-se seriamente avaliar se esse ministério ou serviço pode ou não ser assumido.

23. Constituir presenças de ao menos três frades. Portanto, não devemos continuar a abrir casas com somente um ou dois frades (cf. Const. 118,8).

24. Avaliar em cada circunscrição as atuais presenças e, se for necessário, procurar novos lugares onde se possa viver melhor o nosso carisma e estar mais próximos aos pobres.

25. Estabelecer em cada circunscrição fraternidades diferentes daquelas paroquiais, de modo que em cada jurisdição haja outros tipos de presença que atuem em outras formas de ação pastoral.

Colaboração

A consciência do dever de colaborar entre nós nos vários âmbitos da vida foi crescendo na Ordem, levando-nos a uma reflexão mais profunda acerca de sua necessidade e de sua prática. Despertou em nosso tempo um renovado desejo de mais ampla colaboração fraterna, provocado originalmente pela diminuição dos irmãos. Este apelo, fruto de uma situação bem concreta, se tornou sopro do Espírito que nos impulsiona a superar as barreiras do provincialismo e dos nacionalismos que por muito tempo nos distanciaram. Compartilhamos hoje uma nova visão de mundo, da Igreja e da Ordem, não mais fracionada, e sim em sua totalidade, que interpela não somente os frades, mas todo o gênero humano a avançar rumo a uma interdependência e a um cuidado para com a casa comum. Com base nestes elementos, apresentamos os compromissos assumidos:

26. Tornar possível e efetiva a colaboração entre as Circunscrições e Conferências das Américas. Todos os frades devem aprender uma segunda língua. Todas as circunscrições nas Américas devem poder oferecer mais oportunidades de especialização.

27. Favorecer que os frades que se sentem chamados a uma experiência pastoral-missionária fora de sua Circunscrição, após ter avaliado sua idoneidade, recebam a preparação adequada acerca da realidade para a qual serão enviados (cf. Const. 178)

28. Realizar experiências temporárias e de intercâmbio na ação pastoral e na formação entre as Circunscrições, tendo em conta as necessidades particulares de cada fraternidade, a fim de fortalecer a nossa presença nas Américas e incrementar a cooperação e a solidariedade, ajudando a superar o provincialismo.

29. Fortalecer a colaboração na formação inicial através de projetos comuns e de equipes formativas constituídas por frades de diversas circunscrições.

30. Constituir uma equipe de comunicação a nível continental por meio da qual se torne visível o trabalho missionário nas Américas. Esta equipe deverá elaborar um projeto de comunicação para as Américas.

31. Determinar que seja o Encontro Pan-Americano (EPAN) a assumir as tarefas antes realizadas pela ALAC, acrescentando, neste caso, a NAPCC, para o mútuo conhecimento, a integração e a colaboração da Ordem nas Américas.

Conclusão

Desde o começo dos nossos trabalhos invocamos o Espírito Santo. Quisemos que fosse Ele o protagonista e o guia durante todo o caminho de reflexão que culminou com o Primeiro Encontro Pan-Americano dos Capuchinhos. Estas conclusões são o fruto da escuta dos irmãos e do Evangelho que nos interpela neste momento da história. Por isso, fiéis às nossas origens e assumindo os desafios do tempo presente, nós queremos obedecer, através destas propostas, à voz do Senhor que mais uma vez nos chama a viver o Evangelho à maneira de Francisco de Assis nestas terras americanas.

Frei Roberto Genuin, na sua homilia de conclusão do Encontro recordava a centralidade da ação divina na vida de São Francisco, para o qual tudo é dom de Deus: “O Senhor me deu...”, repete insistentemente no seu Testamento. Dizia-nos Frei Roberto: “O Senhor deve ser escutado. O que estamos fazendo nos últimos anos e dias, com a participação de milhares de frades capuchinhos da América? Tratamos de escutar Sua Voz! Aonde ir? Que decisões tomar? Como propô-las? Como reavivar a chama do nosso carisma?”.

E à luz do Evangelho do Bom Pastor, ele continuava em sua reflexão: “O Senhor nos conhece, Ele conhece de maneira pessoal a cada um de nós. Ele conhece nossa boa vontade. Conhece nossos limites e nossas resistências. Ele sabe das incongruências de nossas fraternidades e de nossas Províncias e Custódias. Ele sabe e não se importa! Porque, se nos comprometermos a escutar sua voz e a segui-lo, será Ele quem nos guiará. Isto se transformará em realidade se, ao regressar a nossos conventos, buscarmos colocar em prática tudo o que escutamos: isto será o bem para o futuro de cada um de nós, de cada um de nossos irmãos, de toda a Ordem”.

Estes compromissos assumidos nos animam a dar passos seguros, concretos e firmes para caminhar juntos, na fidelidade ao Pai que continua nos chamando, à Regra que prometemos, às Igrejas que servimos e ao santo povo de Deus ao qual pertencemos. E, deste modo, poderemos receber a bênção de nosso Pai São Francisco que, uma vez mais, nos diz:

“E todo aquele que estas coisas observar seja repleto no céu da bênção do Altíssimo Pai, e na terra seja repleto da bênção de seu amado Filho, com o Santíssimo Espírito Paráclito e com todas as virtudes do céu e com todos os santos. E eu, Frei Francisco pequenino, vosso servo, quanto posso, vos confirmo interior e exteriormente esta santíssima bênção” (Test. 40-41).

Amém!

Autor:
Comunicação OFMCap - Cúria Geral
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